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13 de julho de 2016

Breve histórico da diversidade nas organizações. Parte I

Ricardo Sales
 
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É comum que se associe as políticas de diversidade no trabalho a iniciativas voluntárias de organizações preocupadas com o bem estar da sociedade. Se por um lado, isso não é uma mentira absoluta, por outro ignora alguns processos históricos que têm profunda relação com as discussões de que participamos hoje.

Falar em diversidade nas empresas envolve voltar no tempo algumas décadas e retomar pelo menos aos anos 1960. Naquele período, representantes de grupos historicamente excluídos tomaram as ruas de cidades dos Estados Unidos para criticar o racismo, o machismo, a homofobia, entre outras opressões.

Foi quando Martin Luther King liderou milhares de negros na Marcha sobre Washinghton, as feministas denunciaram com mais intensidade a desigualdade de gênero e o movimento LGBT  tomou corpo em Nova York.

Pressionado, o governo norte-americano precisou se adaptar a um cenário mais politizado e menos tolerante com os preconceitos. A resposta veio na forma das ações afirmativas, que instituíram cotas em algumas empresas e universidades.

A partir daquele momento, os ambientes de trabalho nos Estados Unidos deixaram pouco a pouco de ser exclusivamente brancos e masculinos. A mudança, é claro, não foi radical nem aconteceu de uma hora para o outra.

É um processo que segue até hoje, com avanços e, às vezes, alguns retrocessos, como é típico da dinâmica social. No Brasil, a ditadura dificultava a organização de grupos e a reivindicação de direitos, o que atrasou um pouco este debate por aqui.

Mas o cenário começou a mudar na década de 1970, como veremos no próximo post desta série.

Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor.

Ricardo Sales

Ricardo Sales é consultor de diversidade, pesquisador e conselheiro consultivo. É formado pela USP, onde também realizou mestrado sobre diversidade mas organizações. Atua para algumas das maiores empresas do país. É conselheiro do Comitê de Diversidade do Itaú. Foi eleito pela Out&Equal um dos brasileiros mais influentes no assunto diversidade nas organizações e ganhou o Prêmio Aberje de Comunicação, em 2019. Foi bolsista do Departamento de Estado do Governo dos EUA e da Human Rights Campaign, sendo reconhecido como uma liderança mundial no tema diversidade. É também palestrante, professor da Fundação Dom Cabral e da Escola Aberje de Comunicação, colunista da revista Você SA e do Estadão, além de membro-fundador do grupo de estudos em diversidade e interculturalidade da ECA/USP.

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