Masterclass marca início de nova turma do Mestrado Profissional em Comunicação Digital e Cultura de Dados

A nova turma do Mestrado Profissional em Comunicação Digital e Cultura de Dados iniciou suas atividades com uma Masterclass na última sexta-feira (04), no Rio de Janeiro. Realizado pela Escola Aberje de Comunicação, pela Escola de Comunicação da Fundação Getulio Vargas (FGV Comunicação) e pela Fundação Itaú, o encontro teve como tema “Cultura, Comunicação e Sociedade” e reuniu representantes da academia, da cultura e do terceiro setor.
Os 36 estudantes que ingressam no programa foram selecionados em um processo que registrou 1.353 cadastros e 704 inscrições confirmadas. Todos receberam bolsas integrais. A turma reúne profissionais que atuam em institutos, fundações e organizações da sociedade civil, além de comunicadores de organizações governamentais e das áreas de responsabilidade social de empresas privadas.
Na abertura, Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje e professor titular da Universidade de São Paulo (USP), ressaltou a seleção dos 36 novos mestrandos e o trabalho desenvolvido pelas instituições responsáveis pelo programa. Ao abordar os desafios contemporâneos da comunicação, defendeu uma formação que combine conhecimento técnico, repertório humanístico e capacidade de estabelecer relações.
Nassar recorreu às artes como referência para o trabalho dos comunicadores diante de um ambiente social marcado pelo que definiu, a partir de Max Weber, como “desencantamento do mundo”. “É muito importante, no trabalho de vocês, fazer uma vinculação muito forte com as artes”, afirmou. Também ressaltou três dimensões que considera fundamentais para a formação profissional, prática, teoria e associação, e relacionou esta última à construção de redes e coalizões entre diferentes setores da sociedade.
A abertura contou ainda com Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú, e Marco Ruediger, diretor da FGV Comunicação. Saron abordou as transformações provocadas pela inteligência artificial e o papel da cultura em um ambiente de produção automatizada de conteúdo, destacando a imaginação, a diversidade e a autenticidade das experiências humanas como elementos centrais para a construção de narrativas.

A programação incluiu o painel “Sem medo de entrar no museu: novas interações com os públicos e com a sociedade”, dedicado aos caminhos adotados por instituições culturais para ampliar sua relação com diferentes públicos. Participaram Yole Mendonça, diretora executiva do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio); Aninha de Fátima Sousa, superintendente de Estratégia e Conhecimento da Fundação Itaú; e Tato Carbonaro, diretor da Fundação de Apoio ao Museu Paulista, com mediação da jornalista Fabíola Cidral. O debate abordou inclusão, diversidade e formas de tornar as instituições culturais mais abertas à participação da sociedade.

ARTIGOS E COLUNAS
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