INBOUNDPR: o futuro das Relações Públicas
30 de maio de 2019
  • English

Eu morava em Londres quando tive contato com o termo inbound, em 2008, pela primeira vez. Ele surgiu a partir do marketing de permissão, de Seth Godin: ao invés de interromper com anúncios, as marcas teriam que caprichar nas técnicas para atrair a atenção do consumidor.

Temido, pouco entendido e muito criticado, o inbound se consolidou como abordagem de gestão de marketing. Ressuscitou conceitos essenciais para a comunicação digital, como educação por intermédio de materiais ricos e cursos online, e-mail marketing, blog. Deixou o marketing com cara de ficção científica ao popularizar a automação para a geração e desenvolvimento de contatos se tornarem clientes.

Em 2010, após abrir uma agência em Portugal, me dei conta que esse movimento era a essência do que Relações Públicas sempre fez. Diagnosticar a cultura organizacional, alinhar com a alta administração a melhor forma de comunicar com os stakeholders; criar mapas de públicos para passar de forma mais assertiva as mensagens-chave das empresas… Sempre fizemos inbound! Com uma diferença fundamental: não tínhamos ferramentas e nem a essência para mensurar resultados para os negócios que representamos como RPs.

O inbound marketing, por outro lado, sempre focou na venda e num relacionamento que levasse à venda. Mas há anos sabemos que não é somente o comercial que vende ideias, produtos e serviços. A reputação tem um papel super importante de ativo intangível neste processo. Era como se o marketing olhasse para vendas e o RP olhasse para as pessoas. E isso acontece por uma razão muito simples: inbound marketing é uma metodologia. RP é parte de um processo: emissor, mensagem, receptor, ruído, feedback. Processos orientam etapas, mas somente métodos orientam resultados.

Foi quando eu decidi cruzar essas duas disciplinas. E fazer o marketing olhar mais para as pessoas e RP olhar mais para os resultados. Me empoderei do termo inbound e comecei a construir uma metodologia a partir da minha forma de fazer RP: o INBOUNDPR.

Hoje, o INBOUNDPR que fazemos é uma metodologia que segue a lógica do digital e sincroniza o propósito com resultados de marketing a partir das pessoas de forma ágil e alinhada com os norteadores de negócio.  O principal resultado é a construção de patrimônio digital: o que fazemos no marketing pode ser medido em termos de resultados financeiros e reputação, simultaneamente.

INBOUNDPR não significa combinar o inbound marketing com o relacionamento com a imprensa. Na nossa metodologia, restringir RP a um único público, no caso a imprensa tradicional e os influenciadores digitais, é como restringir o marketing à publicidade. Um erro que custa milhões a quem nos contrata e só torna agências e profissionais mais patinho feito num mundo de robôs, chatbots e dados por todos os lados.

O mundo não tem mais espaço para agências tradicionais de Relações Públicas e busca uma solução que, além de entender de pessoas, fale a língua do Google e dos negócios. Uma solução ágil, que se beneficie da tecnologia e de todas as inteligências – emocional, artificial, cultural, etc. Que tenha valor diante dos olhos dos clientes e que vá além de gerar bons mailings, construindo resultados pautados em relacionamento. Isso é o INBOUNDPR que os clientes que atendo recebem como retorno do investimento em um trabalho de consultoria que enxergou o marketing muito além das grandes verbas da publicidade.

 
Twitter e-Mail Facebook Whatsapp Linkedin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.