Paulo Nassar: “Não adianta mais produzir narrativas artificiais”

O diretor-presidente da Aberje e professor titular da USP, Paulo Nassar, foi entrevistado pela jornalista Valerya Abreu para o Diário do Nordeste, veículo pertencente ao Sistema Verdes Mares (SVM). Na conversa, Nassar comenta sobre as transformações do mercado e da comunicação.
Prof. Paulo, mudou a comunicação nas empresas, mudaram as empresas ou mudaram nós?
Paulo Nassar: O que mudou foi a visão que a gente tem do processo de comunicação. Hoje a gente vê o processo de comunicação como um todo. Há 50 anos, os comunicadores olhavam o processo de comunicação e viam os meios, os canais de comunicação. Agora, a comunicação é vista como um todo e tem-se um olhar mais denso, não mais se olha só os meios.
A Aberje existe há 50 anos e, nesse tempo, muitas transformaçõesaconteceram nos mercados como um todo. Qual, na sua opinião, representa um ponto de ruptura chave na comunicação das organizações?
PN: A comunicação, que antes era instrumental, era ferramenta, começa a se transformar na comunicação como cultura dentro das sociedades e das empresas. Isso significa que a comunicação hoje é quase como o ar que as empresas respiram, porque é aquilo que vai, cada vez mais, mostrar, de P a P (do porteiro ao presidente), que é preciso não só admonistrar produtos, serviços, mercados, tudo aquilo que eles consideram como tangíveis, mas também administrar o intangível, o simbólico da organização.
Muitas empresas não faziam alinhamento das suas narrativas com as suas práticas éticas, por exemplo. Por outro lado, você vê, por exemplo, um processo em curso de ajuste e de reparação, me refiro aqui aos processos de conformidade, ou compliance, que as sociedades e os mercados passam a exigir.
Veja a entrevista completa no link.
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