Marina Person aborda caminhos para o fortalecimento do cinema brasileiro em entrevista ao Canal UM BRASIL

O papel do cinema na construção da identidade brasileira e os desafios para ampliar a presença das produções nacionais são tema da entrevista concedida por Marina Person, apresentadora, atriz e cineasta, ao Canal UM BRASIL e à Revista Problemas Brasileiros, ambas realizações da FecomercioSP, associada à Aberje. A conversa foi realizada em parceria com o Aberje Trends e aborda políticas de incentivo ao audiovisual, distribuição e exibição de filmes, além da regulação dos serviços de streaming no País.
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Marina recupera as dificuldades enfrentadas pelo cinema brasileiro na década de 1990 e avalia os efeitos das políticas de apoio implementadas desde então. Entre os instrumentos mencionados está a cota de tela, que estabelece um número mínimo de sessões ou dias destinados a produções brasileiras nos cinemas comerciais. Para a cineasta, a continuidade de mecanismos de financiamento e incentivo é determinante para sustentar a produção nacional e ampliar seu alcance.
A entrevista também aborda a experiência da Coreia do Sul, apontada por Marina como exemplo de investimento continuado na indústria cultural. Segundo ela, as políticas adotadas pelo país a partir dos anos 1990 contribuíram para ampliar internacionalmente a presença de sua música, seu cinema e outras manifestações culturais. “Isso é consistência de investimento. Isso é uma formação de um país que olhou e falou assim: ‘A cultura é um bom negócio e eu vou nessa, deste soft power não vou abrir mão’”, afirma.
Outro ponto discutido é a distribuição das produções brasileiras diante da concorrência dos grandes lançamentos internacionais. Marina avalia que garantir a produção dos filmes é apenas parte do desafio, já que as obras também precisam encontrar espaço e tempo de permanência nas salas. “O público brasileiro, quando lhe é dada a oportunidade, comparece. Ele vai ao cinema ver. Vai se ver. Porque o cinema nada mais é do que um espelho”, afirma.
Marina também trata da regulação das plataformas de streaming e defende mecanismos que façam com que parte dos recursos gerados por essas empresas no mercado brasileiro seja destinada ao desenvolvimento do audiovisual nacional. Para ela, uma regulamentação dos serviços de vídeo sob demanda pode contribuir para financiar novas produções e fortalecer empresas e profissionais brasileiros do setor.
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