‘Link Perdido’, produção da Laika indicada ao Oscar, ganhou vida com tecnologia Intel

Enquanto a produção cinematográfica – e até os próprios atores – ficam cada vez mais digitais, a Laika, do Oregon, têm se destacado por seu modelo híbrido. Hoje, em geral, os filmes são live action (com efeitos visuais adicionados na pós-produção) ou totalmente digitais, mas o estúdio aposta na secular arte do stop motion – 24 frames feitos à mão por segundo – e usa efeitos visuais para limpar esses frames, adicionar fundos e personagens. “Queremos testar os limites e ir além do que é possível fazer em um stop motion,” afirma Jeff Stringer, diretor de tecnologia de produção da Laika. “Buscamos obter o máximo possível com câmeras, mas o uso de efeitos visuais nos permite ir além”.

É exatamente isso que o estúdio fez em seu último filme, “Link Perdido”, seu quinto filme seguido a ser indicado ao Oscar de melhor animação e primeiro a ganhar o Globo de Ouro. “A demanda deste filme foi enorme”, disse o roteirista e diretor Chris Butler em entrevista ao Los Angeles Times. Segundo a Animation World Network, os requisitos computacionais dos fundos e personagens digitais ultrapassaram um petabyte de armazenamento e a renderização (processo pelo qual se obtém o produto final de um processamento digital) do filme inteiro levou 112 milhões de horas de processador – ou 12.785 anos.
Como a maioria dos filmes atuais, foram usados processadores escalonáveis Xeon® da Intel®, associada da Aberje no Brasil, para a renderização de “Link Perdido”. Engenheiros da Intel e da Laika seguem trabalhando juntos na aplicação de IA para automatizar e acelerar ainda mais o processo de articulação da empresa. “Nosso principal critério de avaliação é se o desempenho do filme é crível e bonito” explica Stringer. “Acreditamos que a arte não pode limitar a narrativa, a arte deve ser levada até onde a história quiser”. A votação para o Oscar 2020 terminou na terça-feira, 4 de fevereiro, e a premiação aconteceu neste dia 9. Conheça os bastidores e explore um livro interativo especial que celebra os artistas de classe mundial que deram vida ao “Link Perdido”.
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