
Em um cenário saturado pela infobesidade e pela velocidade das transformações digitais, ao lado de novas exigências de competências e raciocínios para entender e transitar num tempo de instabilidade e permanente transição, a curadoria de conteúdo deixa de ser um diferencial para se tornar um ativo estratégico significativo. Foi o que se viu nas entregas do serviço Sinapse em 2025, na proposta de atuar como um filtro qualificado e combater a sobrecarga. Ao realizar uma seleção criteriosa, quem acompanha não apenas economiza tempo, mas qualifica seu repertório para tomar decisões mais inteligentes e fundamentadas – e, quem sabe, efetivamente diferenciadores numa perspectiva de padronização de narrativas a partir do uso intensivo de IA.
Ao longo do ano, o temário explorou a complexa interseção entre a tecnologia disruptiva e a essência humana. Um dos pilares centrais foi a Inteligência Artificial, abordada tanto sob a ótica da prioridade estratégica dos líderes quanto sob o prisma das barreiras de adoção pelos empregados, que muitas vezes sentem desconforto ou medo de serem vistos como menos competentes. Discutiu-se a necessidade urgente de incluir a voz do trabalhador no desenvolvimento dessas ferramentas para garantir um futuro do trabalho mais ético e produtivo.
Outro eixo fundamental foi a dinâmica geracional e o propósito. Enquanto as gerações mais jovens pressionam por mudanças e estão dispostas a recusar empregadores que não compartilhem de suas crenças éticas ou ambientais, o mercado redescobre o potencial da Economia Prateada, exigindo novas estratégias contra o etarismo. Esse movimento de valores reflete-se na consolidação do ESG como motor de valor e reputação, especialmente com o Brasil se posicionando como potência socioambiental com o sediamento da COP30.
Em um mundo marcado por uma crise de confiança nas instituições tradicionais, as marcas emergiram como portos seguros de competência e ética. Isso elevou o papel do comunicador ao nível de conselheiro estratégico e analista geopolítico, capaz de gerir ativos intangíveis e liderar com base em dados em tempos de policrise. No fim, a curadoria do Sinapse 2025 reforça que, embora a tecnologia avance em ritmo intenso, a conexão humana, a escuta ativa e a transparência continuam sendo as âncoras para o sucesso organizacional e para o bem-estar coletivo.
Dez insights principais de 2025 (e além):
- Barreiras mentais à IA: quase metade dos funcionários sente que usar IA parece “trapaça”, temendo ser vistos como preguiçosos ou menos competentes pelos gestores;
- Propósito como filtro: as gerações Z e Millennial estão dispostas a recusar tarefas e empregadores cujas práticas éticas ou ambientais não estejam alinhadas às suas crenças;
- Potencial da Economia Prateada: o envelhecimento populacional exige que negócios combatam o etarismo e se preparem para as oportunidades de investimento neste segmento;
- Marcas como âncoras de confiança: enquanto a confiança em governos e na mídia declina, marcas emergem como portos seguros de competência e ativismo ético;
- Inteligência artificial humanizada: o sucesso organizacional depende de incorporar a IA de forma a potencializar, e não substituir, a essência da gestão e do capital humano;
- Risco do overbranding: a hiperexposição e a ultrapersonalização tecnológica podem levar marcas a perderem sua identidade e consumidores à exaustão mental;
- Prioridade à flexibilidade: especialmente no Brasil, a flexibilidade nos modelos de trabalho é um benefício mais valorizado pelos talentos do que em outros países;
- CCO como Conselheiro Estratégico: líderes de comunicação agora atuam como analistas geopolíticos e conselheiros indispensáveis dos CEOs frente a policrises;
- Sinergia multigeracional: equipes que promovem a escuta e a voz de diferentes gerações apresentam maior produtividade e capital intelectual;
- ESG de resultados: a sustentabilidade migrou da conformidade para o centro da estratégia, sendo vista como motor de valor e resiliência financeira.
FONTES DE DESTAQUE
O material entregue pelo Sinapse aos assinantes abrangeu aproximadamente 140 fontes distintas, entre consultorias globais, institutos de pesquisa, organismos internacionais, entidades de classe, universidades e plataformas de tecnologia. Alguns vêm sendo expostos neste blog.
Os TOP10 são Deloitte, Ipsos, WGSN, Randstad, McKinsey, Kantar, LinkedIn, Grant Thornton, Globo Gente e MIT Sloan Management Review. Também foram relevantes estudos produzidos por MOL Impacto, TDS Company, Edelman, PwC e EY.
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