
O conceito de “Valor da Reputação”, tema central da Aberje para 2026, reflete a consolidação dos ativos intangíveis como os principais motores de valor das organizações. Analisando os materiais selecionados e enviados aos assinantes do serviço Sinapse durante o ano passado, dá para ver que esta perspectiva vem-se tornando prioritária nas discussões de institutos de pesquisa, consultorias e mídia especializada em negócios. Vários conteúdos já entregues exploraram como a confiança e a percepção pública tornaram-se moedas de troca essenciais em um cenário de policrise e desinformação.
Abaixo, destacam-se dez insights fundamentais para compreender este novo paradigma – e as fontes onde o assunto pode ser aprofundado:
- Marcas como âncoras de confiança (Edelman)
Em meio à crise de credibilidade em governos e na mídia, as marcas emergem como “portos seguros”, sendo as únicas instituições vistas como competentes e éticas por 19% a mais de pessoas desde o início da série histórica;
- CCO como conselheiro geopolítico (Ipsos)
O Diretor de Comunicação assumiu um papel estratégico ao lado do CEO, atuando como analista de riscos globais e tradutor de tensões sociais para proteger a legitimidade institucional;
- Reputação como estratégia de negócio (Deloitte)
Cerca de 84% dos líderes de Assuntos Corporativos participam agora diretamente da formulação da estratégia, tratando a narrativa corporativa como um ativo financeiro decisivo para o desempenho organizacional;
- Mensuração multistakeholder (Caliber)
A avaliação da reputação migrou para modelos de tempo real, considerando 17 atributos que conectam a admiração da marca a agendas de liderança, ética e impacto ESG;
- Gestão de crises e ativos intangíveis (Claudio Cardoso)
O comunicador-estrategista deve influenciar as ações corporativas com visão sistêmica, gerindo imagem e cultura como bens que não podem mais ser dissociados do “fazer” do negócio;
- Reputação e a jornada do talento (Randstad)
A marca empregadora é um pilar da economia da reputação; alinhar a proposta de valor externa à experiência real do colaborador é vital para a retenção e atração de talentos em setores críticos;
- ESG como motor de credibilidade (Grant Thornton)
A sustentabilidade deixou de ser conformidade para se tornar fator de competitividade, onde a transparência nos relatórios impacta diretamente a confiança dos investidores e stakeholders;
- Foco nas necessidades dos “seguidores” (Gallup)
Construir reputação exige que líderes atendam a quatro necessidades fundamentais de seus públicos: esperança, confiança, compaixão e estabilidade, adaptando a gestão a esses valores humanos;
- Ética e comunicação pública (Aberje/ABCPública)
A comunicação pública deve ser entendida como dimensão constitutiva das políticas estatais, focando no “valor público” para fortalecer a democracia e a confiança entre Estado e sociedade – e isto deve ter total atenção dos comunicadores das empresas e ONG’s;
- Ameaça da desinformação (ICCO)
A integridade da marca depende de uma postura proativa contra a desinformação; a literacia midiática e a verificação de fatos tornaram-se ferramentas de salvaguarda da reputação digital.
ARTIGOS E COLUNAS
Elizeo Karkoski Entre o ser e o parecer: reflexões a partir de “Comunicação e Governança”Leonardo Müller Por que precisamos de corretores da confiança. Uma interpretação econômica do Edelman Trust Barometer 2026Denise Mello Entreter ou morrer: por que as marcas precisam reaprender a falar com as pessoas
Destaques
- Carrefour Brasil mostra uso do WhatsApp para comunicação interna em reunião do LiderCom
- Em entrevista a O Globo, diretor-executivo da Aberje fala sobre seu novo livro
- Tendências da Comunicação Interna 2026 destaca o papel da IA, influenciadores e liderança
Notícias do Mercado
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