Agenda 2030: Comunicação e Engajamento

A Plataforma Ação para Comunicar e Engajar (PACE) é formada por comunicadores e profissionais de sustentabilidade que atuam nas organizações signatárias do Pacto Global. Os principais objetivos são o engajamento e sensibilização dos setores de comunicação das organizações, a disseminação dos Dez Princípios e dos ODS para os integrantes do Pacto Global e para os seus stakeholders e a criação de conteúdos compartilhados, bem como a definição coletiva de estratégias de comunicação para apoio das diretrizes de atuação da Rede Brasil. Natália de Campos Tamura é representante da Aberje na secretaria executiva da plataforma e editora do blog Agenda 2030: Comunicação e Engajamento. A manutenção desta frente de representação institucional da Aberje tem o apoio da SAP.

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Insegurança alimentar: transformação para futuro sem fome depende da união de todos
09 de junho de 2022
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Não é por acaso que “Fome Zero e Agricultura Sustentável” é o segundo ODS na Agenda 2030. A fome paralisa as pessoas, impacta na saúde física e mental, agrava os conflitos e a violência, faz com que famílias sejam forçadas a casar crianças para que elas sobrevivam. De acordo com a ONU, em um relatório de novembro de 2021 do Programa Mundial de Alimentos (PMA), são 45 milhões de pessoas famintas em 43 países contra 27 milhões em 2019, na pré-pandemia. É verdade que a pandemia exacerbou a situação, mas segundo a própria ONU, os motivos da insegurança alimentar estão fortemente ligados a outros fatores que fazem parte do nosso dia a dia há bastante tempo: conflitos, mudança climática, alta no preço dos combustíveis. Já em 2020, o Banco Mundial alertava para o fato de que, embora a oferta de alimentos estivesse em um patamar estável, os preços dos alimentos aumentaram na maioria dos países do mundo.

O nosso sistema alimentar é frágil e global. Ainda não se tem a exata noção das consequências da guerra entre Rússia e Ucrânia, mas é certo que, para além das atrocidades humanitárias de qualquer guerra, ela impacta de forma crucial a cadeia de alimentos no mundo todo e há o risco de agravar a insegurança alimentar.

No Brasil o cenário da fome não é diferente. Por aqui a pandemia também agravou o acesso básico de alimentos pela população. Segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), 19,1 milhões de cidadãos (9% da população brasileira) passam fome, enquanto 116,8 milhões de pessoas passam por insegurança alimentar.

A união de força e esforços entre sociedade civil, governos, academia, ONGs e empresas, tendo a ciência como nossa aliada, se faz necessária de forma urgente. Apenas assim seremos capazes de cumprir as metas estabelecidas em 2015 quando a comunidade internacional decidiu erradicar a fome até 2030. Nós aqui na Yara temos trabalhado fortemente para que nossos produtos e soluções sejam relevantes para toda a cadeia de valor dos alimentos. Mais que o olhar para a nutrição das plantas, temos buscado inovar com agricultores e empresas da cadeia de alimentos, participado ativamente de fóruns e ouvido as mais diversas partes interessadas para contribuir com a agricultura sustentável e que leve alimentos para todos, ao mesmo tempo que esteja comprometida com a descarbonização do sistema alimentar.

O trabalho para conquistarmos uma sociedade colaborativa, um mundo sem fome e um planeta respeitado é incessante. Assim como decidimos lá em 2015, de forma coletiva, e ficou o compromisso na Agenda 2030, de acabar com a fome, é tempo de arregaçarmos as mangas e colocarmos em ação os planos e políticas públicas para se efetivar o que foi planejado. Os números e indicadores da insegurança alimentar estão aí. A reflexão que devemos fazer é que por trás de cada estatística há uma família. São pessoas como eu e você que precisam do essencial para viverem com dignidade.

Sabemos que a agricultura, segmento fundamental para a economia do país, possui impacto direto no alcance da meta de acesso universal aos alimentos. A Agenda também prevê, até 2030, dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores, além de garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e o desenvolvimento de práticas agrícolas que aumentem a produtividade e a produção, mas que preservem os ecossistemas, fortalecendo a adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo, aumentando a preservação ambiental. Nosso papel aqui, enquanto brasileiros e um dos principais produtores de alimentos do mundo, é grande e temos evoluído neste sentido. Mas ainda podemos mais, contribuindo com o que a nossa agricultura tem de melhor – biodiversidade, ciência, clima, experiência, pessoas, solo e tecnologia.

 
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