Aberje Trends RJ debate IA, reputação e comunicação interna

O Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, recebeu na última quinta-feira (14) a edição carioca do Aberje Trends 2026. O encontro reuniu executivos, especialistas, pesquisadores e lideranças da comunicação corporativa para discutir os impactos da inteligência artificial, das mudanças organizacionais e das novas dinâmicas reputacionais sobre a atividade de comunicação. O evento abriu a série do Trends 2026, que também terá encontros em São Paulo, no dia 22 de junho, e em Belo Horizonte, no dia 19 de agosto.
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Na abertura do evento, Hamilton dos Santos, diretor-executivo da Aberje, apresentou dados da pesquisa “Tendências da Comunicação Organizacional 2026”, realizada com 145 organizações. Entre os indicadores destacados, 38% das empresas afirmaram que o responsável pela área de Comunicação integra o board, percentual que vem caindo nos últimos anos. Hamilton também apresentou os principais desafios apontados pelas organizações para a área, como a crescente demanda por evidências e mensuração de resultados, restrições orçamentárias, mudanças organizacionais internas e o avanço da inteligência artificial generativa.
Ao abordar as tendências para “o próximo quarto de hora”, Hamilton apresentou questões como stakeholders sintéticos, governança da realidade, hiperpersonalização da comunicação e valorização dos rituais organizacionais, além da necessidade de fortalecimento da cultura de dados e da mensuração como ativos estratégicos para a disputa por orçamento dentro das empresas.
Na sequência, o painel “CEOs e brasilidade: como a identidade nacional pode gerar valor para o negócio e para a reputação” trouxe Fábio Bertollo, presidente dos Negócios de Gás do Grupo Energisa e presidente da Norgás. A discussão abordou a relação entre identidade cultural, posicionamento institucional e construção reputacional em um contexto de crescente valorização de narrativas conectadas à economia real e aos aspectos simbólicos das marcas.

O evento também dedicou espaço às transformações da comunicação interna e ao papel crescente dos colaboradores na construção das narrativas corporativas. A criadora de conteúdo digital Sheylli Callef abriu a discussão sobre a experiência do funcionário nas redes sociais, seguida pelo painel “Empoderamento do empregado, descentralização do conteúdo e IA: como será a nova comunicação interna?”, com Milena Ribeiro, gerente de Marca e Comunicação Corporativa do Grupo Autoglass; Renata Neves, gerente de Marketing, Comunicação e Cultura na Eneva; e Thatiana Faria, gerente de Comunicação Interna & ESG na Vibra. A mediação foi conduzida por Carina Almeida, sócia-presidente da Textual Comunicação.
Em publicação no LinkedIn após o evento, Carina destacou o avanço da comunicação interna como dimensão estratégica da reputação corporativa. “Foi uma troca muito rica sobre os rumos da comunicação interna, cada vez mais norteada pela capacitação e governança, para que os gols prevaleçam sobre as bolas fora no caminho sem volta das narrativas ancoradas e cocriadas com os colaboradores”, escreveu.
Comunicação, reputação e autoridade em ambientes algorítmicos
Outro eixo do encontro abordou os impactos dos algoritmos e da inteligência artificial sobre a produção de conteúdo, a atividade jornalística e a formação dos futuros comunicadores. O painel “Imprensa, empresas e academia: como os algoritmos e o conteúdo automático de IA estão influenciando os comunicadores do futuro” reuniu Marco Aurelio Ruediger, diretor da Escola de Comunicação, Mídia e Informação da Fundação Getúlio Vargas; Paulo Henrique Ferreira, sócio-fundador e diretor-executivo da Barões Brand Publishing; e Rogério Louro, diretor de Comunicação Corporativa e RP da Nissan, com mediação de Dario Menezes, diretor executivo da Caliber.
No final do evento, o painel “Diálogo da Reputação” reuniu Daniele Salomão, vice-presidente de Gente, Gestão, Sustentabilidade e Comunicação do Grupo Energisa; Thais Moraes, diretora de Comunicação na Embraer; e Paula Grassini, diretora de Comunicação da Coca-Cola Brasil. A mediação foi conduzida por Tatiana Maia Lins, fundadora da Makemake.

Fernanda Bolzan, gerente executiva de Comunicação Institucional do Grupo Energisa e diretora do Capítulo Aberje Sudeste 3 (RJ), foi a responsável pelo encerramento do evento. Em publicação no LinkedIn após o encontro, Fernanda ressaltou os debates sobre escuta estratégica, IA, reputação e governança da informação realizados no Trends RJ. “Seguimos como protagonistas, aprendendo juntos, provocando reflexões e construindo caminhos para uma comunicação cada vez mais estratégica, responsável e conectada com o nosso tempo”, afirmou em seu perfil.
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