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20 de janeiro de 2026

Gestão de Reputação Algorítmica: quando a IA vira mediadora da confiança

Leila Gasparindo
 
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A inteligência artificial deixou de ser uma novidade e virou infraestrutura invisível. Ela está na busca, nas redes, nos resumos antes do clique, nos assistentes que respondem dúvidas e orientam decisões em segundos. Muita gente usa IA sem perceber que está usando e isso muda o caminho da reputação: a primeira impressão sobre uma marca pode vir de uma resposta pronta, antes mesmo de alguém visitar um site, ler uma matéria ou conversar com a empresa.

Esse movimento já aparece nos números e, mais importante, no impacto prático para as marcas. Pesquisa da Bain & Company indica que cerca de 80% dos consumidores já recorrem a resumos gerados por IA em pelo menos 40% das suas buscas, e que aproximadamente 60% das pesquisas terminam sem o usuário avançar para outro site.

Quando a resposta vem antes do clique, muda a natureza do jogo. No modelo clássico, o usuário recebia links e escolhia. No modelo generativo, a plataforma interpreta, sintetiza e prioriza. Ela decide o que entra, o que fica de fora e qual enquadramento vira a narrativa final. O próprio Google descreve que seus recursos de IA na busca usam modelos generativos para oferecer “a essência” do tema e incluem links para aprofundamento, apoiando-se em sistemas de ranking e qualidade. Ou seja, o resumo passa a disputar atenção com os links tradicionais e influencia o enquadramento inicial do tema.

É nesse cenário que nasce a Gestão de Reputação Algorítmica.

O que é Gestão de Reputação Algorítmica

Gestão de Reputação Algorítmica é a disciplina que organiza, protege e fortalece a reputação quando ela passa a ser mediada por algoritmos e sistemas generativos. Ela parte de uma constatação simples e incômoda: reputação continua sendo humana, relacional e construída por experiência, mas passa a ser também o que as máquinas conseguem recuperar, interpretar e condensar sobre uma marca a partir do que existe publicamente.

Dentro desse guarda-chuva, a equipe de Digital do Grupo Trama Reputale desenvolveu o Índice de Visibilidade em IA, um indicador numérico que ajuda a responder duas perguntas com objetividade para seus clientes:

  1. Sua marca aparece como referência relevante nas respostas de IA para temas estratégicos do seu setor?
  2. Quando aparece, aparece com coerência, contexto e lastro?

O índice não existe para substituir a leitura humana. Ele existe para tornar mensurável um fenômeno que já acontece, mesmo quando ninguém está olhando.

Desvio de narrativa: o risco reputacional do nosso tempo

Um conceito central dentro dessa gestão é o desvio de narrativa.

Desvio de narrativa é a distância entre a identidade real e o posicionamento pretendido por uma organização e aquilo que a IA conclui a partir do que encontra no ecossistema público de informações.

Isso pode acontecer por lacunas de conteúdo institucional, excesso de materiais antigos, contradições entre canais, falta de validação externa e predominância de fontes de terceiros que ocupam o espaço que a marca não estruturou. Em outras palavras, o silêncio digital também comunica, e às vezes comunica errado.

Esse ponto fica ainda mais sensível porque ambientes de resposta podem simplificar demais ou errar, inclusive em temas críticos. Investigações jornalísticas têm mostrado casos em que resumos por IA em busca podem trazer orientações equivocadas em tópicos sensíveis, o que aumenta a importância de fontes sólidas e verificáveis.

O que entra na apuração do índice

O Índice de Visibilidade em IA não nasce de uma métrica isolada. Ele vem de um painel de sinais, avaliados de forma recorrente, que combinam visibilidade, coerência narrativa e qualidade do lastro. Ele é aplicável a qualquer setor porque todas as organizações já são interpretadas por sistemas digitais e de IA. O que muda é a calibração dos pesos conforme o contexto, o nível de regulação e a jornada de decisão. Em setores mais sensíveis, por exemplo, tende a aumentar a exigência por fontes confiáveis e consistência institucional. Sendo aqui mais clara, no caso do terceiro setor, conteúdos ligados a governo entram como um grande diferencial. O índice avalia os seguintes itens:

1) Presença em respostas espontâneas

A marca aparece quando as perguntas são feitas sem indução? Ela entra no conjunto de referências quando o público busca aprender, comparar, decidir ou validar?

2) Coerência e enquadramento

A IA descreve a organização com os atributos corretos? Há omissões recorrentes? Aparecem associações que não fazem parte do posicionamento real? Aqui o desvio de narrativa ganha forma prática.

3) Fontes citadas e autoridade do ecossistema

Quais fontes sustentam as respostas? E qual é o nível de credibilidade dessas fontes? Esse ponto é decisivo porque plataformas declaradamente buscam ancorar respostas em resultados de alta qualidade e incluir links de apoio. 

Quando o tema é sensível, o nível de exigência tende a subir, com um patamar mais alto para fontes confiáveis em consultas do tipo YMYL, sigla de Your Money or Your Life, categoria associada a temas que podem afetar diretamente saúde, segurança e finanças e, por isso, exigem fontes mais confiáveis e verificáveis

4) Legibilidade e estrutura técnica do conteúdo

IA lê estrutura, não layout. Conteúdo bem organizado, claro, atualizado e fácil de ser recuperado melhora a chance de ser compreendido e citado. Isso inclui arquitetura de informação, consistência editorial, páginas institucionais robustas e atualização contínua.

5) Riscos e temas críticos

Quais perguntas colocam a organização em zona de vulnerabilidade? Quais “atalhos” narrativos uma IA pode tomar por falta de contexto? O objetivo aqui é prevenção reputacional.

Como esse indicador ajuda a conectar comunicação a resultados de negócio

A Gestão de Reputação Algorítmica aproxima comunicação e negócio porque atua exatamente onde a decisão começa. IA já é, para muita gente, a nova porta de entrada da jornada: descoberta, comparação e validação.

A partir do índice, a contribuição da comunicação aparece em três dimensões:

Valor de presença

Se a marca não aparece, ela não entra no conjunto de opções. Isso é brutalmente objetivo.

Valor de confiança

Quando a marca aparece com coerência e lastro, ela entra na decisão com crédito reputacional. Isso reduz fricção, dúvida e ruído. A própria McKinsey descreve o avanço do AI-search como novo “front door” e aponta que poucas marcas monitoram de forma sistemática sua performance nesse ambiente, abrindo uma vantagem competitiva para quem se antecipa. 

Valor de resiliência em crise

Em crise, a disputa é por enquadramento. Resumos por IA tendem a condensar rapidamente o assunto. Se a base pública da marca for frágil, a narrativa pode cristalizar um recorte injusto ou incompleto. Gestão de Reputação Algorítmica não promete controle total, mas aumenta a chance de justiça narrativa: mais contexto, mais fontes confiáveis, menos lacunas.

Por que RP se torna ainda mais valiosa neste cenário

Aqui entra um ponto que, para nós, da Trama, é DNA.

Em um mundo em que respostas são construídas com base em “o que é recuperável”, autoridade externa ganha peso. E nada constrói autoridade de forma tão legitimadora quanto Relações Públicas bem feitas, o que inclui relacionamento com a imprensa, validação de terceiros, porta-vozes consistentes, relacionamento contínuo e reputação construída fora dos canais próprios.

Não é só sobre aparecer na mídia. É sobre criar um ecossistema de referências confiáveis que sustente a marca quando a IA precisar responder. Se a IA vai ancorar respostas em fontes de qualidade e resultados bem ranqueados, a comunicação precisa tratar presença editorial, credibilidade e consistência como ativo estratégico de uma marca.   

RP passa a funcionar como infraestrutura de confiança. É a camada que dá lastro para que a narrativa institucional não seja apenas uma autodeclaração.

Comunicação integrada: o diferencial que a IA obriga a praticar

Se há uma lição incontornável neste novo contexto, é esta: IA não separa caixinhas. Ela mistura tudo.

Por isso, Gestão de Reputação Algorítmica depende de comunicação integrada. No nosso olhar, três frentes são essenciais:

Relações públicas

Imprensa, stakeholders e outros públicos estratégicos. Autoridade e legitimidade se constroem fora do canal próprio.

Comunicação digital

Conteúdo, estrutura, consistência editorial, presença, performance e governança de canais. É onde a marca se torna legível e recuperável.

Comunicação interna

A narrativa não pode ser coerente só para fora. Colaboradores são um dos principais vetores de confiança e consistência. Internamente, alinhar linguagem, mensagens e comportamentos reduz contradições públicas e fortalece a cultura que sustenta a reputação.

Essa integração não é um discurso bonito. É uma exigência do ambiente. Se cada frente comunica uma coisa, a IA costura tudo e devolve um retrato confuso.

Reputação não se automatiza, mas já é mediada

Gestão de Reputação Algorítmica não é sobre terceirizar reputação para a tecnologia. É sobre assumir que a tecnologia já está mediando a reputação e criar método, governança e indicadores para reduzir desvio de narrativa, aumentar visibilidade qualificada e proteger a confiança.

Néstor García Canclini, em “Cidadãos Substituídos por Algoritmos”, discute como decisões relevantes da vida social passam a ser mediadas por sistemas digitais e por regras opacas que reorganizam visibilidades, prioridades e acesso. A provocação vale para o universo das marcas: parte do que chamamos de reputação é produzida pela forma como plataformas hierarquizam o mundo.

A consequência é direta: a disputa reputacional migra, em parte, do campo do discurso para o campo da distribuição. Quem ocupa o topo? Quem é recomendado? Quem aparece associado a quais temas? Que tipo de “prova” é exibida? Em um cenário assim, reputação é também um efeito de arquitetura informacional

A reputação continua sendo construída com estratégia, autenticidade e verdade. Só que agora ela também precisa ser construída com estrutura, coerência e lastro público, porque é isso que o mundo algorítmico consegue entender, priorizar e repetir.

A Trama vem aplicando essa lente como parte do planejamento estratégico e da gestão contínua dos clientes, usando IA para leitura de posicionamento, identificação de oportunidades e pontos sensíveis, e também para orientar ações táticas que fortalecem fontes e conteúdos, reduzindo desvio de narrativa e aumentando visibilidade qualificada. A abordagem está em fase de implementação e amadurecimento como disciplina estruturada.

Referências:

Canclini, Néstor Garcia. Cidadãos substituídos por algoritmos. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2021.

Colaborou neste artigo Helen Garcia, diretora de Comunicação Integrada do Grupo Trama Reputale.

Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor.

Leila Gasparindo

Pesquisadora da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo e Mestre em Ciências da Comunicação pela mesma instituição. Bacharel em Comunicação Social - Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Atuou em diversos veículos de imprensa no Brasil até 1996 quando direcionou sua carreira para fundar a Trama. Possui pós-graduação em Gestão da Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), certificação em GRI e diversos cursos de aperfeiçoamento em Comunicação Organizacional e Branding. Acumula mais de 25 anos de experiência em Consultoria de Comunicação e Relações Públicas realizando o atendimento de empresas de diversos portes e segmentos nacionais e internacionais. Em 2023, liderou o desenvolvimento da Radar Employer Branding, metodologia exclusiva do Grupo Trama Reputale para avaliar a maturidade da Proposta de Valor para o Empregado (EVP) das empresas que desejam ter uma Marca Empregadora competitiva, tanto para atuais quanto para futuros colaboradores. O diagnóstico gerado pela Radar Employer Branding permite às empresas revisarem seus processos internos de RH, em conjunto com ações de Comunicação, de forma a trabalhar a percepção positiva do público alvo a respeito dos benefícios psicológicos, funcionais e econômicos das marcas como boas empresas para se trabalhar. Autora de artigos e livros publicados na área de comunicação, marketing e inovação. É palestrante e aconselha diretamente presidentes de empresas. Ministrou mais de 450 Media Training para empresários no país. Foi uma das fundadoras da Abracom Associação Brasileira das Agências de Comunicação. É Practitioner em PNL.

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