Pesquisa encomendada pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil aponta desafios para inclusão de pessoas com deficiência

A segunda edição da pesquisa “Radar da Inclusão 2025: empregabilidade de Pessoas com Deficiência e/ou Neurodivergentes” revela que 56% desses profissionais inseridos no mercado de trabalho já enfrentaram barreiras de acessibilidade que afetaram seu desempenho e bem-estar. O estudo foi encomendado pela Talento Incluir e Pacto Global da ONU – Rede Brasil, associado à Aberje, ao Instituto Locomotiva. A pesquisa está disponível neste link.
Embora dados oficiais indiquem aumento no cumprimento das cotas legais de contratação, o levantamento aponta que o avanço quantitativo não se traduz, necessariamente, em condições adequadas de permanência e desenvolvimento profissional. Entre os entrevistados, situações relacionadas à falta de mobilidade urbana e acessibilidade impactaram diretamente escolhas profissionais, deslocamentos e oportunidades de formação.
O estudo também evidencia a persistência do capacitismo no ambiente corporativo. A maioria dos respondentes relatou ter vivenciado comentários ou atitudes discriminatórias no trabalho, muitas vezes praticadas por lideranças ou colegas de equipe. Apesar disso, apenas uma parcela reduzida formalizou denúncias, frequentemente por receio de retaliações ou desligamento.
Outro ponto de destaque é a estagnação de carreiras. Dois terços dos profissionais ouvidos consideram que as oportunidades oferecidas pelas empresas não são equânimes, e a maioria afirma não ter recebido promoção no emprego atual, mesmo após anos de vínculo com a organização. Barreiras como ausência de programas de desenvolvimento específicos, vieses cognitivos e falhas na comunicação interna figuram entre os principais entraves.
“Os dados mostram que precisamos ir além da inclusão baseada apenas na contratação. Para avançarmos na Agenda 2030, é fundamental investir na valorização e na permanência das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. As empresas devem se aprofundar nas potencialidades de cada profissional e reconhecer o quanto equipes diversas impulsionam inovação, resultados e a transformação necessária para que nenhum grupo fique para trás”, afirma Verônica Vassalo, gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
A pesquisa também identificou empresas reconhecidas pelos participantes como referências em inclusão, entre elas Natura, Grupo Boticário e Banco Itaú (todas associadas à Aberje), citadas por práticas estruturadas de acessibilidade, combate ao capacitismo e investimento contínuo no desenvolvimento profissional. Segundo o estudo, o reconhecimento está associado à efetividade das ações no cotidiano de trabalho, e não apenas à comunicação institucional.
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