Comitê Aberje de Inovação em Comunicação Corporativa debate impacto positivo para negócios e sociedade

Oitava reunião do ano reúne profissionais de comunicação da Anglo American e da Janssen
A reunião do mês do Comitê Aberje de Inovação em Comunicação Corporativa, realizada no dia 4 de outubro trouxe ao debate o tema “Comunicação e impacto positivo para negócios e sociedade”. Participaram Rachel Pessoa, gerente de Comunicação Corporativa da Anglo American do Brasil e Danielle Ogeda, gerente de Comunicação & Public Affairs – Institucional da Janssen, além de Eduardo Serafim, coordenador do grupo.
Ao abrir o encontro, Eduardo Serafim fez algumas reflexões sobre o tema: “já em 1919 Henry Ford falava que ‘o propósito da empresa é fazer o máximo para todas as pessoas envolvidas, não apenas os acionistas, criando empregos e produtos e, como lucro, ganhar dinheiro’. Isso foi revolucionário na época. Já em 1980, Milton Friedman dizia que a única responsabilidade social da empresa é aumentar lucro, conceito absolutamente difundido na época”, disse.
“O mundo vai se transformando: vimos a OCDE e a comunidade européia criando, nos anos 2000, princípios de responsabilidade social maior, impactando o meio ambiente e os direitos humanos nas condições de trabalho, até que nesses últimos anos falando cada vez mais de objetivos de desenvolvimento sustentável e de ESG”, complementa Serafim. “Nós estamos fazendo essa transformação e a comunicação se torna um pilar ainda mais importante dentro das organizações para levar a empresa a entender que o lucro é fundamental, mas todo o restante é essencial”.
Na oportunidade, Rachel Pessoa, compartilhou um case recente chamado “Mês da Inclusão e Diversidade”, fazendo a conexão entre a comunicação e a inovação. “Esse mês começou como um dia, depois passou para uma semana e agora passou para um mês, onde a gente congrega todas as crenças e valores da Anglo American globalmente em uma experiência com os empregados e com a sociedade”, explicou.
“Fizemos uma pesquisa com os colaboradores para levantar qual a comunicação que as pessoas queriam ter durante esse período. Vimos que a comunicação deixava as pessoas se sentirem mais confiantes e tranquilas em fazer o seu trabalho”, disse a executiva. “Nosso grande desafio era fazer um evento para abraçar cada vez mais pessoas ainda durante a pandemia. Ouvimos as pessoas e lançamos um formato diferente: uma feira virtual com estandes e conteúdos através das histórias das pessoas”.
Rachel contou que foi feito um mapeamento da área de comunicação focado na D&I para que todos entendessem quais eram os desafios e trabalhar em uma estratégia unificada para essa narrativa. “Um ponto importante é o nosso olhar, enquanto comunicadores, para fazermos uma comunicação inclusiva para que possamos começar a repensar essa nossa forma de fazer comunicação buscando incluir as pessoas e essas vozes múltiplas na nossa comunicação. Tem sido uma jornada muito interessante para todos nós”.
“Eu sempre acreditei muito no poder da comunicação, no poder da palavra para gerar a mudança social”, iniciou Danielle Ogeda, da Janssen, acrescentando que a companhia investe em pesquisas clínicas, o que significa um compromisso com a sociedade.
Em termos de comunicação, Danielle salientou que a empresa já vinha passando por uma transformação, uma modernização de comunicação. “Como inovar? Como chegar nas pessoas com responsabilidade? Como levar conscientização por meio de uma linguagem acessível? Fomos buscar outros meios, outros parceiros, mas antes de tudo estabelecemos bases internas, muita conversa com as áreas da companhia”, frisou.
“Lançamos nossas redes sociais recentemente. Dentro do nosso contexto, do nosso mercado, isso foi inovador e fez diferença para os pacientes, para os médicos e funcionários. É nesse sentido o avanço da nossa comunicação”, salientou Danielle. “Além das redes sociais, temos também uma rede de parceiros de mídia, outras empresas que assinam movimento com a gente e influenciadores. Tudo para ampliar o diálogo e chegar cada vez mais em mais pessoas”
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