Diversidade na moda


Quando até o mundo da moda, tradicionalmente associado a homogeneização e padrões rígidos de estética, se rende à conversa sobre diversidade é porque o assunto ganhou de vez as ruas – e as passarelas.
A 42ª segunda edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), que acontece até 28 de outubro no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, supreendeu público e crítica com coleções engajadas e discursos potentes de estilistas preocupados com a questão da representatividade no mercado da moda.
Se até bem pouco tempo atrás o evento era criticado por ser muito branco e exaltar a magreza excessiva, desta vez as passarelas deram espaço a modelos plus size, negras e pessoas transexuais. É um avanço e tanto.
Os destaques ficaram por conta dos desfiles da grife LAB, dos rappers Emicida e Evandro Fióti, que apresentaram uma coleção de street wear instigante, discutindo não apenas a questão racial, mas também a descontrução de gênero. Teve até Seu Jorge desfilando de saia.
Ronaldo Fraga não ficou atrás e fez um desfile apenas com mulheres trans. 28 delas, algumas pela primeira vez, brilharam na Bienal. “Numa época de ascensão de [Jair] Bolsonaro, [Marcelo] Crivella, bancada religiosa e bancada da bala, isso é fazer política. É minha forma de protesto”, disse à jornalista Monica Bergamo, da Folha.
Cada vez mais a diversidade parece um caminho sem volta. E isso não é nenhum modismo.
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