Breve história da diversidade nas organizações – parte II


No post anterior, vimos que as políticas de diversidade nas organizações tiveram origem nas reivindicações de movimentos sociais que ocuparam as ruas, sobretudo, dos Estados Unidos e Europa, nos anos 1960.
Elas foram uma resposta às ações afirmativas que determinavam cotas para negros e mulheres em algumas empresas – aquelas que faziam negócios com o governo norte-americano, por exemplo.
No Brasil, o contexto político dificultava a organização em torno de questões sociais, mas o cenário começou a mudar na segunda metade dos anos 1970, com o enfraquecimento da Ditadura Militar.
Foi naquele período, por exemplo, que o movimento LGBT começou a se organizar no País. Dois fatos foram especialmente relevantes para a articulação política do grupo: a criação do jornal Lampião da Esquina, editado pelo escritor Aguinaldo Silva, e as manifestações do Grupo Somos, que reuniam algumas dezenas de pessoas na USP. Numa época em que o armário era o lugar mais seguro para manter a própria sexualidade, falar sobre o tema abertamente era para poucos.
O Lampião, porém, denunciava a homofobia e usava uma linguagem leve para falar de assuntos sérios. O Somos também era combativo e criticava, inclusive, o preconceito aos homossexuais no ambiente de trabalho.
Na mesma época, nos EUA, as políticas de diversidade ganhavam mais espaço. Grandes organizações passaram a instituir práticas inclusivas de contratação, e mecanismos de punição para quem não respeitava as diferenças no mundo corporativo. Além disso, as mudanças nos modelos de produção nos anos 1970, principalmente a transição para uma economia de serviços, aumentaram a presença das mulheres nas empresas.
As organizações brasileiras, porém, ainda eram muito voltadas para seu próprio território, e as práticas de administração estrangeiras demoravam a chegar por aqui. A redemocratização, nos anos 1980, apontou uma mudança de cenário, como veremos nos próximos dias, na terceira parte desta série.
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