Banco do Brasil apoiará neutralização de emissões da COP15

O Banco do Brasil será responsável pela neutralização das emissões de gases de efeito estufa (GEE) da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada na última semana em Campo Grande (MS). A instituição é associada à Aberje e apoia a iniciativa em articulação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
O evento reuniu cerca de 2 mil participantes de diversos países, entre representantes de governos, organismos internacionais, comunidade científica e sociedade civil, para discutir medidas de proteção às espécies migratórias e seus habitats.
A neutralização das emissões resulta de negociação institucional entre o Banco do Brasil e o MMA. A pegada de carbono do evento é estimada entre 2,5 mil e 3 mil toneladas, cálculo que considera variáveis como número de participantes, deslocamentos, meios de transporte e consumo de energia. A compensação será feita por meio de créditos de carbono autorizados no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), provenientes de projeto de energia solar integrante do portfólio do banco.
Para José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB, a iniciativa está alinhada à atuação da instituição no tema. “Nós apoiamos diversos projetos ligados ao mercado de carbono que possuem ativos ambientais com qualidade e integridade, além de assessorar clientes na elaboração de inventários de emissões, em planos de descarbonização e estratégias de compensação. O BB também opera mesa de créditos de carbono própria, lançada durante a COP30, que já realiza operações tanto com créditos próprios quanto de terceiros, inclusive para a neutralização de eventos corporativos como este”.
O secretário-executivo do MMA e presidente da COP15, João Paulo Capobianco, destaca a relevância da medida. “As espécies migratórias são fortemente impactadas pela crise climática, que prejudica suas rotas de deslocamento e habitats. O principal objetivo da COP15 é a proteção desses animais fundamentais para o equilíbrio ecológico de nosso planeta. Por isso, neutralizar o contingente de emissões gerado durante a conferência é medida prioritária para o Governo do Brasil, comprometido com o enfrentamento à mudança do clima em todas as suas frentes”.
Atualmente, o Banco do Brasil apoia o desenvolvimento de metodologias de geração de créditos de carbono em frentes como agricultura de baixo carbono, preservação florestal, reflorestamento, biogás e energia renovável. Os projetos apoiados reduzem cerca de 3,6 milhões de toneladas de GEE por ano e abrangem 1,4 milhão de hectares preservados ou reflorestados, com meta de alcançar 2 milhões de hectares até 2030.
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