Aula aberta explora potencial do storytelling para a Comunicação para ESG

Na quinta-feira (13), a Aberje recebeu Henry Grazinoli e Marcelo Douek, cofundadores da Social Docs, para uma aula aberta do curso de “Storytelling e a Comunicação para ESG” da Escola Aberje de Comunicação, com mediação de Lígia Rosa Hipólito, especialista em comunicação e marketing com impacto. Ao longo da manhã, em uma roda de conversa e em uma dinâmica de grupo, os presentes discutiram temas em alta ligados ao ESG e os desafios enfrentados pelas organizações para comunicar suas conquistas e iniciativas na área.
Grazinoli e Douek vão ministrar o curso “Storytelling e a Comunicação para ESG” na Escola Aberje, nos dias 07, 09, 15 e 16 de agosto. As aulas abordarão a origem e as premissas das narrativas de impacto social e prepararão os alunos e alunas para utilizar ferramentas de storytelling para amplificar o impacto de ações de Comunicação ligadas ao ESG.

“O social sempre foi uma preocupação paralela ao longo de minha carreira como publicitário. Sempre vi ONGs e associações desenvolvendo um trabalho fundamental, mas elas se comunicavam mal e não falavam sobre seu impacto”, lembrou Douek, ao contar sobre a fundação da Social Docs em 2016. “Quanto mais histórias ajudamos a contar, mais atenção vamos chamar para temas importantes”, concluiu.
“A Social Docs começou como uma produtora, até mesmo por conta de minha expertise”, contou Grazinoli, que trabalhou como diretor e roteirista, além de autor e co-autor de roteiros de cinema. Com o tempo, a empresa passou a oferecer também cursos e workshops para ONGs e associações que não tinham orçamento disponível para investir em comunicação. “Nessa jornada, conhecemos as dores desse universo e entendemos que as nossas ferramentas podem ser usadas para além do audiovisual. Os recursos de storytelling aplicados ao documentário tiveram resultados incríveis, comparáveis a peças publicitárias”, explicou Grazinoli.
Em seu trabalho, os sócios conheceram por dentro a atuação de várias organizações, assim como as pessoas e os esforços que realizam continuamente. “Nós alcançamos objetivos de marca; as organizações sociais também se beneficiam ao expor seu trabalho”, explicou Grazinoli. Essa exposição, porém, esbarrava em alguns obstáculos. “Queríamos compartilhar a nossa metodologia. Antes, era o topo da pirâmide que detinha a cultura e a tração; nós queremos investir e disseminar essa capacidade”, contou Douek.
De acordo com Douek, existe um poder no campo social que pode ser expandido para o meio corporativo. Ele e Grazinoli apresentaram a estrutura do curso “Storytelling e a Comunicação para ESG”, a ser realizado pela Escola Aberje em agosto, e lembraram os presentes que o curso ainda não está completo. Eles convidaram o público da aula aberta a dividir suas questões e percepções sobre o tema para criar uma programação personalizada. “Não é sobre ter todas as respostas, é sobre dialogar”, concluiu Douek.
Os participantes expuseram dúvidas, cases e análises sobre temas como greenwashing, diversidade, uso de relatórios de transparência, demanda por profissionais e áreas especializadas em sustentabilidade nas organizações, e governança de comunicação.
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