Agronegócio se torna campo fértil para jovens engajados, startups e empreendedores

Mentora do Movimento Todos A Uma Só Voz, Áurea Puga aponta carreiras que devem se destacar no novo momento do setor

O agronegócio brasileiro começou uma nova etapa da sua história. Em várias empresas do setor, já é notável a diversificação no quadro de funcionários com diferentes gêneros, idades, etnias e áreas de atuação. O fenômeno está conectado com mudanças na própria sociedade, é reflexo do peso que consumidores e influenciadores passaram a ter na tomada de decisões dentro de uma organização.
A pesquisadora e professora da Fundação Dom Cabral (FDC), Áurea Puga, encara este momento como uma grande oportunidade para jovens em busca do primeiro emprego e até mesmo para buscar uma incubadora de seus projetos. “As empresas do setor passaram por grandes mudanças nos últimos vinte anos. Abertura de capital, transformação digital e maior exposição do agronegócio à sociedade urbana são algumas das razões que nos trouxeram até aqui, a este novo cenário”, analisa Áurea, que é também mentora do Movimento Todos A Uma Só Voz, lançado em fevereiro.
Algumas das discussões promovidas na sociedade contemporânea têm encaixe direto com o campo. E, na visão de Áurea Puga, jovens empreendedores e profissionais recém-formados estão atentos a estas bandeiras. Pautas como sustentabilidade, responsabilidade social e ética são valores que fazem parte da escolha de um jovem talento por esta ou aquela empresa. “O campo tem muito potencial para quem deseja transformar estes valores em realidade do dia a dia, abraçar projetos sustentáveis e até criar programas a partir destes valores. Tanto nos produtos comercializados quanto nos sistemas de produção, já é possível enxergar essa nova realidade, muito mais engajada e com jovens protagonistas desta mudança de paradigma”, analisa a pesquisadora.
Entre as áreas mais conectadas com essas novas demandas, é possível destacar a biotecnologia usada para sementes com alto desempenho, o manejo responsável de animais e lavouras, além da entrada em mercados específicos que exigem certificação dos fornecedores. Para muitos produtores e prestadores de serviço do agro, elas representam uma mudança de postura no setor. “Algumas profissões também têm descoberto o agro como oportunidade. Os especialistas em robótica, tecnologia da informação e telecomunicações já conseguem visualizar caminhos para o uso de drones no campo, conexões em tempo real, softwares de gestão e padronização da produção para atender as novas demandas do consumidor”, acrescenta Áurea Puga.
De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor gerou 23.055 novos empregos só em fevereiro, melhor resultado para o mês desde 2011. O acumulado de 2021 é de 56.041 novos postos de trabalho. Outro dado que chama a atenção é a pesquisa Radar AgTech que apontou 1100 startups focadas no setor dentre as 12 mil existentes no País. “A vocação para o agro que o brasileiro tem está em processo de renovação dos votos. Ela também passa por uma atualização graças a essa maior participação de jovens que já chegam conectados às novas tendências de comportamento, tecnologia e consumo”, conclui Áurea Puga.
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