Em entrevista para podcast “Encontros com o Futuro”, diretor-executivo da Aberje reforça o papel da Comunicação Corporativa nos negócios

A comunicação corporativa deixou de ser uma área de apoio para se tornar um elemento fundamental para os negócios. E, nesse cenário, o associativismo ganha força e importância. Em sua entrevista para o jornalista Mathew Shirts no podcast “Encontros com o Futuro”, Hamilton dos Santos, diretor-executivo da Aberje, detalhou como entidade atua em quatro dimensões simultâneas (rede, comunidade, economia e instituição) pela qualificação e pelo posicionamento dos comunicadores no centro das decisões. Ao longo da entrevista, ele falou sobre a evolução da entidade e o perfil do profissional que atua na área. O podcast “Encontros com o Futuro” é realizado pela Produtora Brasileira, que desenvolve conteúdos audiovisuais voltados para o desenvolvimento do país.
A demanda por associação à Aberje cresceu significativamente durante a pandemia, passando de 600 para 1.017 associados em cerca de cinco anos. Esse crescimento foi impulsionado pela necessidade das empresas em resolver os desafios de engajamento do público interno diante do home office. Hoje, o segmento representado pela Aberje movimenta R$32 bilhões.
Para os associados, o principal benefício da Aberje reside na rede B2B, que permite que as empresas aprendam umas com as outras. Hamilton trouxe como exemplo dos benefícios dessa rede os Comitês temáticos, definidos anualmente pelos próprios associados, que funcionam como espaços seguros onde profissionais (inclusive concorrentes) podem discutir abertamente temas sensíveis, como fake news e mensuração. Entre os temas mais relevantes discutidos nos Comitês destacam-se: Comunicação Interna; Dados e Mensuração (fundamental para justificar o orçamento ao C-Level); Reputação e Crise (com o enfrentamento constante da policrise e as questões que surgem nas redes sociais); e Imprensa, evidenciando que as organizações continuam valorizando o relacionamento com veículos tradicionais.
Hamilton destacou a necessidade de aproximar a academia do mercado, respeitando o tempo da pesquisa, de onde nasce a inovação. Aos estudantes de Comunicação e Marketing, ele recomendou manter o foco em uma formação sólida (leitura, filosofia, lógica e matemática) e se preparar profundamente para a Inteligência Artificial (IA) – compreendendo os códigos e protocolos da tecnologia, e não apenas o uso de prompts.
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