Querida Aberje (orgulho pela comunicação empresarial)

Querida Aberje,
Nos conhecemos em 1977 e agora estou saindo de sua vida, mas você nunca sairá da minha.
Escrevo essa carta para registrar meu profundo agradecimento por esses 46 anos de convívio, fortalecidos através de inúmeras e contínuas atividades: participando da Diretoria por um breve tempo, ministrando ou fazendo cursos, workshops, palestras, encontros, congressos, júris do Prêmio Aberje e artigos. Não apenas em São Paulo, mas em vários estados do Brasil, através da “Aberje Tour”, como carinhosamente chamei essa fase.
Foi um período onde conheci pessoas incríveis, entre colegas, profissionais da área e principalmente alunos ávidos de conhecimento, onde artigos conceituais ou uma biografia básica eram devorados como se fossem pudim de leite condensado, tal a vontade de aprender. Me lembro desse tempo com muito carinho, tão intensa era a troca de experiências. Foi um período muito feliz da minha vida.
Todos eles e tantos outros, muito contribuíram para meu crescimento profissional e pessoal, e você sempre foi a grande catalizadora em todo este período.
Por tudo isso, Aberje, me sinto orgulhosa por ter acompanhado seu constante e contínuo fortalecimento. As próprias mudanças de sua sede, sempre para melhor, mostram claramente esse sucesso.
A atualização de assuntos a serem debatidos, sempre trazendo o foco para temas contemporâneos revelam sua preocupação no alinhamento do presente com o futuro.
Que você siga sempre assim!
Muito obrigada Paulo Nassar. Muito obrigada, “meninas” do apoio das minhas atividades, sempre competentes, carinhosas e pacientes.
Finalizo com um breve artigo que ilustra meus sentimentos:
“Da Timidez ao Orgulho”
O reconhecimento da função estratégica e do valor político da Comunicação Empresarial é resultado de um incansável e contínuo aperfeiçoamento e me permito destacar alguns pioneiros, sem demérito ao inúmeros não citados. Margarida Kunsch e Gaudêncio Torquato, que levaram para a Academia um assunto até então “marginal”; de Nemércio Nogueira e Vera Giangrande, fundadores de agências especializadas, formando profissionais para um mercado de trabalho ainda incipiente.
Hoje, a C.E é indispensável no cenário de transformação social.
A evolução da atividade é muito evidente: de trabalhos isolados para a formação de grupos de estudo; de frágeis associações para entidades reconhecidas também internacionalmente; de poucos livros com foco em temas específicos para uma ampla e variada literatura; de livros colocados nas prateleiras para livrarias no setor de Administração de Empresas a conquistas de espaço próprio; do conhecimento prático ao aprendizado em cursos de graduação, pós-graduação e MBA específicos, em todo o país.
Já podemos falar com voz forte e segura: Eu trabalho com Comunicação Empresarial. E cada vez é menor a necessidade de explicar o que isto significa.
Não é uma delícia?
Querida Aberje, meu carinho, sempre.
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