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ESG: um novo horizonte para finanças e negócios

Quais são os impactos reputacionais, econômicos e comunicacionais em um novo paradigma de negócios que leva em consideração questões ESG (Ambiental, Social e de Governança).

 

ESG é a tentativa do mercado financeiro global de incorporar critérios ambientais, sociais e de governança na gestão de portfólio dos investidores. Trata-se de uma reorganização completa da estrutura e governança corporativa, de forma a alinhar suas práticas a esse novo interesse acionista. No horizonte, a promessa de um capitalismo sustentável e inclusivo.

Este episódio irá explorar quais são os impactos para a reputação, economia e comunicação neste novo paradigma.

 

Você pode assistir às palestras a qualquer momento e enviar suas questões até o dia 26 de maio. As perguntas serão selecionadas e respondidas em um webinar ao vivo no dia 28  de maio, às 9h30 (horário de Brasília), no canal da Aberje no YouTube.

 

Os webinars já estão disponíveis!

 

Robert Patalano, Chefe em exercício da Divisão de Mercados Financeiros da OCDE

Para analisar o papel das finanças na transição a uma economia mais verde, a OCDE realizou uma série de estudos. O chefe da divisão de mercados financeiros, Robert Patalano, nos apresenta os principais resultados. Um dos problemas apontados é a pouca convergência entre os principais ratings ESG no mercado, a consequência é que ainda falta de clareza a respeito do que significa uma empresa com um score ESG alto. Outro estudo focou no pilar E e os resultados foram ambíguos: por um lado, há indícios de que empresas com scores E reconheçam de modo mais transparentes as questões climáticas e que invistam mais em projetos de P&D ligados ao meio ambiente; por outro, essas empresas ainda possuem uma pegada de carbono alta. A grande lição desses estudos é que a integração ESG ainda é um processo em curso, com diversos pontos a serem aprimorados.

Gabriela Gutierrez-Huerter, especialista em Gestão Internacional do King’s Business School

A professora do King’s College London, Gabriela Gutierrez apresenta os resultados de sua pesquisa sobre as práticas de reporte em subsidiárias de multinacionais a partir de um enfoque transnacional. Ela separa os resultados em três blocos. As boas notícias são de que questões ESG já são reconhecidas e fazem parte das práticas de reporte da maior parte das corporações ao redor do mundo. Ela também aponta que o Brasil é um dos líderes na adoção dessas práticas e que reportar boas práticas ESG faz parte da estratégia de multinacionais de economias emergentes para ganhar mercado em economias desenvolvidas. Dentre as más notícias é que pode haver dificuldades no alinhamento entre valores ESG e valores e práticas locais, o que pode gerar problemas de acurácia e confiabilidade nos dados. Por fim, há o lado desagradável do ESG, com práticas de greenwashing e a falta de transparência nos reportes, uma vez que as empresas tendem a focar unilateralmente nas iniciativas e resultados positivos, deixando de fora os impactos negativos. Gabriela finaliza o vídeo com algumas considerações sobre passos em direção a um novo paradigma de reporte ESG.

Keyvan Macedo, Diretor de Sustentabilidade da Natura &Co

O Diretor de Sustentabilidade da Natura &Co conta um pouco da história da empresa, com o foco na preservação do bioma amazônico e de valorização das práticas e conhecimentos tradicionais da região. O modelo de negócio do grupo, baseado na gestão integrada que une performance financeira, ambiental e social, assim como a necessidade da sustentabilidade permear toda a organização, também são comentados por Keyvan Macedo, que ainda discute o que se espera das empresas hoje e o atual estágio da mensuração e reporte nos campos ambiental e social. Ele finaliza comentando o Compromisso com a vida, a visão de sustentabilidade do grupo para os próximos 10 anos.