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Case: Comunicação e engajamento para a Sustentabilidade: o chamado da Natura para a conservação da Amazônia

Categoria: Sustentabilidade Organizacional

O Amazônia Viva é uma das maiores referências do calendário ecológico da Natura.

O Amazônia Viva é uma das maiores referências do calendário ecológico da Natura. O programa lançado em 2011 movimentou 2,1 bilhões de reais em volume de negócios na região da floresta e, em mais de dez anos de atuação, beneficiando cerca de 7 mil famílias, proporcionou os meios necessários à conservação do bioma e à proteção econômica das comunidades. Em 2021, o painel Amazônia Viva reuniu em transmissão virtual especialistas de vários países para debater os avanços e os desafios que persistem no polêmico cenário ambiental. Na diversificada pauta sobressaiu a plataforma PlenaMata – uma sólida parceria entre Natura, Mapbiomas, InfoAmazonia e Hacklab no combate ao desmatamento, com interface acessível para que a sociedade participe dos movimentos de conservação e regeneração da floresta. Pesquisa do PRODES/INPE apontou que o desmatamento havia atingido quase 20% da Amazônia brasileira desde 1988, no início da série histórica. No encontro, Salo Coslovisky, do projeto Amazônia 2030, afirmou que a floresta é composta de regiões ricas em espécies nativas e que a extração é viável sem que se derrube uma única árvore.

O contraponto é que existem áreas desmatadas que apresentam pouca ou nenhuma produtividade. “Quando falamos [da atividade econômica] da Amazônia, pensamos em ferro, soja, carne, alumínio. São grandes commodities intensivas em terra e que geram dinheiro. Mas esquecemos que há uma capacidade enorme instalada na região de pessoas produzindo uma série muito maior de produtos”, disse Coslovisky. Ele contou que na época o mercado global de exportação era de 1,3% e observou que, se produtos brasileiros atrelados à floresta tivessem esse mesmo market share, a receita poderia chegar a 2 bilhões de dólares, mas que esse potencial é simplesmente ignorado.

A diretora de Sustentabilidade da Natura &Co para América Latina, Denise Hills, acredita que sobram potencialidades no contexto de negócios na região. Bastaria aliar desenvolvimento econômico à conservação da floresta em pé. “Implementar atividades em harmonia com a floresta potencializa o valor da sociobiodiversidade e transforma as cadeias de produtos com inovação e tecnologia, incremento econômico, e com desmatamento zero. Esses são os aprendizados que a Natura compartilha e reafirma, pois tem uma vocação com a Amazônia em que é possível conciliar desenvolvimento com impacto socioambiental positivo”, diz ela.