fbpx
×

Diálogo com o pedestre é o foco do novo projeto urbano de São Miguel

Aberje

Marechal Tito, na Zona Leste de São Paulo

 

Danilo Thomaz

A área mais movimentada de São Miguel Paulista, na Zona Leste, será o espaço de uma iniciativa inovadora da prefeitura de São Paulo, voltada para a requalificação do espaço urbano, tendo em vista a integração do cidadão com o local em que vive e transita, a maior visibilidade do pedestre e a redução de mortes no trânsito e atropelamentos, ampliando a comunicação entre os diferentes atores sociais locais. A região, que abriga a Marginal Tito e a Avenida Nordestina, foi escolhida por ter o maior número de vítimas de acidentes de trânsito na cidade, perdendo apenas para as marginais Pinheiros e Tietê. São 734 acidentes com vítimas por quilômetro quadrado, o que representa 860% a mais que a média da cidade, que é de 85 por quilômetro quadrado. A ação pioneira é baseada em experiências internacionais de sucesso e recebe o apoio da Bloomberg Initiative for Global Road Safety, com coordenação dos engenheiros Pedro de Paula e Hannah Machado.

Serão realizadas 28 intervenções, com o objetivo de tornar a região mais segura e confortável para pedestres, ciclistas e passageiros do transporte público.

Na Marechal Tito, a proposta é que na segunda fase de intervenção seja permitida somente a circulação de ônibus e pedestres, no trecho entre a Praça Pedro Aleixo Monteiro Mafra e a rua Pedro Soares de Andrade, ajudando o espaço para acomodar os mais de 7.200 pedestres e 16 mil passageiros de ônibus que passam pelo local por hora. A avenida recebe todos os dias 320 ônibus por hora.

A iniciativa pretende também deixar as travessias mais curtas para os pedestres. Estima-se que cada metro reduzido provoca uma diminuição de cerca de 6% no risco de morte por atropelamento.“O projeto faz uma soma de medidas para dar um conceito novo que implique na indução de comportamentos mais seguros, integrando cidadão e cidade”, afirma Pedro de Paula.

Haverá a abertura de locais para lazer, revitalização de praças, instalação de paraciclos e de bancos, iluminação LED e arborização. “A redução da mobilidade é apenas um dos fatores que permite a segurança. É o conjunto de medidas – a ampliação do espaço do pedestre, com o alargamento da esquina, a redução do espaço para atravessar a rua – que tornam o pedestre mais visível e seguro”, afirma Hannah.

O projeto foi realizado em diálogo com a comunidade do bairro e está disponível na íntegra do site da Prefeitura de São Paulo.