{"id":3066,"date":"2023-01-26T17:57:58","date_gmt":"2023-01-26T17:57:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aberje.com.br\/ce\/?p=3066"},"modified":"2023-02-03T20:51:47","modified_gmt":"2023-02-03T20:51:47","slug":"intangivel-mas-essencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aberje.com.br\/ce\/110\/intangivel-mas-essencial\/","title":{"rendered":"Intang\u00edvel, mas essencial"},"content":{"rendered":"<p>\u201cReputa\u00e7\u00e3o, reputa\u00e7\u00e3o, reputa\u00e7\u00e3o! Oh, perdi minha reputa\u00e7\u00e3o! Perdi a parte imortal de mim mesmo, e o que sobra \u00e9 bestial\u201d, lamenta C\u00e1ssio no <em>Otelo <\/em>de Shakespeare. Embora pronunciada por um personagem, a frase poderia ser usada por qualquer empresa que sofreu danos de reputa\u00e7\u00e3o e sabe o alto custo disso. Se a gest\u00e3o de pessoas diz respeito ao relacionamento com os colaboradores e o bom funcionamento da companhia, a gest\u00e3o de reputa\u00e7\u00e3o se tornou um dos aspectos mais delicados da comunica\u00e7\u00e3o corporativa em tempos de ambiente digital.<\/p>\n<p>Reputa\u00e7\u00e3o \u00e9 um ativo intang\u00edvel que se tornou essencial no processo de consolida\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios. De acordo com pesquisas da consultoria americana de propriedade intelectual Ocean Tomo, os ativos intang\u00edveis \u2013 que s\u00e3o resultado do intelecto humano, como reputa\u00e7\u00e3o, marca e\u00a0 relacionamento com os clientes \u2013 equivalem a 90% do valor de mercado das empresas do \u00edndice S&amp;P500, as companhias mais valiosas de capital aberto dos Estados Unidos. A tend\u00eancia \u00e9 semelhante na Europa, com os ativos intang\u00edveis correspondendo a 74% do valor de mercado do S&amp;P Europe 350.<\/p>\n<p>Como qualquer outra disciplina de gest\u00e3o, a reputa\u00e7\u00e3o deve ter indicadores de mensura\u00e7\u00e3o e um or\u00e7amento dedicado. \u00c9 preciso analisar o que representantes de todos os p\u00fablicos falam sobre a marca nas m\u00eddias dispon\u00edveis. Jornalistas, influenciadores e demais formadores de opini\u00e3o; tomadores de decis\u00e3o, como \u00f3rg\u00e3os de governo; funcion\u00e1rios, fornecedores, analistas de mercado, ONGs, comunidades do entorno, consumidores. E, em paralelo, conhecer profundamente a empresa, o setor em que atua e compreender qual \u00e9 a imagem desejada pela alta dire\u00e7\u00e3o da companhia perante os diferentes p\u00fablicos, ter um objetivo claro sobre as caracter\u00edsticas pelas quais a empresa deseja ser reconhecida. \u00c9 o que explica Marilia Stabile, diretora-geral e fundadora da MAP: Mapeamento, An\u00e1lise, Perspectiva, consultoria de gest\u00e3o de reputa\u00e7\u00e3o que gerenciou crises complexas, como o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, e a pandemia de Covid-19.<\/p>\n<blockquote><p>Como qualquer outra disciplina de gest\u00e3o, a reputa\u00e7\u00e3o deve ter indicadores de mensura\u00e7\u00e3o e um or\u00e7amento dedicado<\/p><\/blockquote>\n<p>Os indicadores ajudam a planejar a\u00e7\u00f5es, acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o dos resultados e preparar o treinamento das equipes. Com a experi\u00eancia de an\u00e1lise de mais de 240 empresas ao longo dos \u00faltimos oito anos e a bagagem de d\u00e9cadas em uma ag\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e como jornalista e comentarista de economia, Marilia destaca dois importantes indicadores para acompanhar a reputa\u00e7\u00e3o de uma marca: conte\u00fado e audi\u00eancia. Conte\u00fado \u00e9 o que a empresa compartilha para que outros possam formar opini\u00e3o sobre ela, e a audi\u00eancia reflete a credibilidade com que sua mensagem \u00e9 percebida pelas pessoas.<\/p>\n<p>Por exemplo, um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o com menor audi\u00eancia pode ter mais credibilidade para a mensagem que a empresa precisa passar do que um ve\u00edculo de grande alcance por causa do perfil de p\u00fablico que ele atinge. \u201cN\u00e3o basta que a mensagem tenha um grande impacto, uma vasta audi\u00eancia; \u00e9 preciso impactar as pessoas certas e ter credibilidade entre essas pessoas. Quem tem credibilidade \u00e9 capaz de gerir melhor uma crise\u201d, ressalta a especialista.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2><strong>Gest\u00e3o de crises<\/strong><\/h2>\n<p>Al\u00e9m de serem determinantes para que se atinjam os objetivos da empresa na constru\u00e7\u00e3o de sua reputa\u00e7\u00e3o, os indicadores devem ser acompanhados sobretudo em momentos de crise. \u201cTer uma m\u00e9trica \u00fanica que permita comparar entre m\u00eddias, descobrir onde est\u00e1 o problema e agir cirurgicamente\u201d, explica Mar\u00edlia. O acompanhamento cont\u00ednuo dos indicadores de reputa\u00e7\u00e3o entre os diferentes p\u00fablicos ajuda a dimensionar o tamanho de uma crise, avaliar seu impacto e ter mais assertividade nas solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 natural que grandes empresas, sobretudo industriais, tenham manuais e processos de gerenciamento de crise j\u00e1 montados, mas \u00e9 necess\u00e1rio atualiz\u00e1-los com frequ\u00eancia e, mais do que isso, treinar os funcion\u00e1rios de todas as \u00e1reas. &#8220;Hoje as crises s\u00e3o online, al\u00e9m de serem globais, 24 horas por dia, ent\u00e3o o tempo passou a ser um fator important\u00edssimo para solucion\u00e1-las&#8221;, diz Jo\u00e3o Jos\u00e9 Forni, professor da Aberje, que mant\u00e9m um canal no YouTube sobre gest\u00e3o de crises e comunica\u00e7\u00e3o. \u201cAl\u00e9m disso, temos que disseminar a cultura de gest\u00e3o de crise na empresa. Os empregados precisam saber o que fazer quando ocorrem determinadas situa\u00e7\u00f5es que podem amea\u00e7ar a reputa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Times multidisciplinares tem\u00e1ticos tamb\u00e9m s\u00e3o uma ferramenta importante para agir rapidamente, reunindo pessoas de diferentes \u00e1reas da companhia: comunica\u00e7\u00e3o, jur\u00eddico, RH, sa\u00fade e seguran\u00e7a (<em>leia mais na reportagem sobre gest\u00e3o de projetos na p\u00e1gina XX<\/em>\u00a0). Afinal, muitos dos problemas expostos em crises de imagem precisam ser resolvidos pelas \u00e1reas respons\u00e1veis. \u00c9 necess\u00e1rio se posicionar, reconhecer os erros se for o caso e tomar decis\u00f5es r\u00e1pidas para reduzir os danos. Dependendo da situa\u00e7\u00e3o, uma crise pode levar anos para ser esquecida, e seus custos podem ultrapassar bilh\u00f5es de reais. Ningu\u00e9m est\u00e1 livre delas: oito em cada dez l\u00edderes de neg\u00f3cios no Brasil enfrentaram algum tipo de crise nos \u00faltimos anos, incluindo as de imagem, de acordo com a Pesquisa Global de Crises realizada pela consultoria PwC.<\/p>\n<h2><strong>Redes sociais<\/strong><\/h2>\n<p>Uma das formas de acompanhar indicadores de reputa\u00e7\u00e3o e o surgimento de uma crise de imagem \u00e9 o <em>social listening<\/em> \u2013 monitoramento de conversas nas redes sociais sobre temas relacionados \u00e0 marca. Foi assim que a ag\u00eancia FleishmanHillard conseguiu converter uma crise de imagem em uma oportunidade de impulsionar uma campanha publicit\u00e1ria de um cliente, a montadora GM.<\/p>\n<p>Uma frase atrapalhada de um porta-voz durante um programa de TV ao vivo gerou uma s\u00e9rie de memes. Era intervalo de um campeonato de beisebol nos Estados Unidos, e a GM estava lan\u00e7ando uma caminhonete. Ao apresentar o produto, o porta-voz ficou nervoso e improvisou: &#8220;technology and stuff\u201d, que foi interpretado como \u201cessas coisas de tecnologia\u201d. Em poucos minutos imagens de conquistas tecnol\u00f3gicas importantes ao longo da hist\u00f3ria acrescidas da frase do porta-voz circularam nas redes sociais, impactando sobretudo os consumidores de tecnologia, p\u00fablico de interesse da campanha.<\/p>\n<p>Rapidamente a marca oficializou a frase em uma hashtag, fez posts e mudou a campanha na TV para acrescentar o slogan <em>#technologyandstuff<\/em>. Assim, conseguiu \u201ccapitalizar a oportunidade\u201d, gerando 24 mil conversas sobre a cita\u00e7\u00e3o, quase 63 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es dessas conversas, 300% maior engajamento do que a m\u00e9dia dos posts di\u00e1rios da marca, aumentando em 7 vezes o fluxo de visitas ao site do produto e em 350% o interesse de compra da caminhonete. Os resultados foram equivalentes a 5 milh\u00f5es de d\u00f3lares em m\u00eddia conquistada na imprensa, e o case foi premiado no\u00a0 Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions de 2015.<\/p>\n<p>A virada em t\u00e3o pouco tempo s\u00f3 foi poss\u00edvel porque a empresa j\u00e1 possu\u00eda uma estrutura pronta para agir em casos como esses. Com atua\u00e7\u00e3o em 30 pa\u00edses e 70 anos de experi\u00eancia, a ag\u00eancia desenvolveu uma metodologia pr\u00f3pria de gest\u00e3o de crise em tr\u00eas etapas: acessar, responder e controlar. O primeiro passo \u00e9 um trabalho pr\u00e9vio de acessar a estrutura da empresa, analisar fragilidades e riscos de imagem, ao mesmo tempo em que se estuda e se procura compreender a tend\u00eancia de comportamento dos p\u00fablicos de interesse da marca.<\/p>\n<p>O resultado da an\u00e1lise gera um mapa de situa\u00e7\u00f5es que podem afetar a reputa\u00e7\u00e3o da companhia e seus neg\u00f3cios, al\u00e9m das respostas que podem reverter situa\u00e7\u00f5es negativas. A partir desse conte\u00fado \u00e9 criado um manual de gest\u00e3o de crise e as equipes passam por treinamentos e simula\u00e7\u00f5es. A partir desse preparo pr\u00e9vio com o <em>social listening <\/em>e o acompanhamento da imprensa, a equipe consegue antecipar eventos futuros e assim controlar poss\u00edveis crises com mais agilidade e efic\u00e1cia, minimizando ou mesmo revertendo seus efeitos, como foi o caso da GM.\u00a0 Entre os 2.600 colaboradores, cerca de 200 passaram por treinamentos e s\u00e3o certificados para aplicar a metodologia. Uma das certificadas e respons\u00e1vel por disseminar o m\u00e9todo \u00e9 a diretora de Reputa\u00e7\u00e3o, Crise e Treinamento da FleishmanHillard Brasil, Lia Mara Sacon.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos treinamentos, Lia ressalta a import\u00e2ncia de ter pensamento estrat\u00e9gico e sensibilidade conforme cada ocorr\u00eancia. \u201cEm alguns casos o m\u00e9todo antigo funciona. Em vez de ficar respondendo a postagens pontuais, ligamos para a pessoa para esclarecer o que est\u00e1 acontecendo e \u00e0s vezes ela se sente atendida e posta voluntariamente: \u2018Olha, falaram comigo, me atenderam, resolveram meu problema\u2019\u201d, destaca. A executiva tamb\u00e9m lembra que uma crise de imagem nunca pode ser dada como encerrada, pois pode ser lembrada muitos anos depois, e por isso a atualiza\u00e7\u00e3o de manuais de gest\u00e3o de crise e treinamentos e o registro do hist\u00f3rico de respostas s\u00e3o importantes.<\/p>\n<h2><strong>Ativismo <\/strong><\/h2>\n<p>As redes sociais criaram um espa\u00e7o para porta-vozes que no passado s\u00f3 falavam em ocasi\u00f5es pontuais terem uma presen\u00e7a mais frequente, aproveitando contextos para criar di\u00e1logos e levantar bandeiras. A ag\u00eancia global de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas Weber Shandwick, em parceria com a KRC Research, realizou uma s\u00e9rie de estudos anuais sobre o posicionamento ativista de empresas, seus porta-vozes e funcion\u00e1rios. Em um deles, no qual entrevistou gestores de comunica\u00e7\u00e3o, a descoberta foi que, nas organiza\u00e7\u00f5es cujo CEO falou sobre quest\u00f5es atuais altamente debatidas, 67% relataram que o ativismo teve um impacto positivo na reputa\u00e7\u00e3o da empresa, e, destes, 72% afirmaram que o impacto foi de longo prazo. Apenas 7% disseram que o impacto na reputa\u00e7\u00e3o foi negativo.<\/p>\n<blockquote><p>As redes sociais criaram um espa\u00e7o para porta-vozes terem uma presen\u00e7a mais frequente, aproveitando contextos para criar di\u00e1logos e levantar bandeiras<\/p><\/blockquote>\n<p>Entre as pautas estavam causas sociais, pol\u00edticas e ambientais, como mudan\u00e7a clim\u00e1tica, igualdade de renda, casamento entre pessoas do mesmo sexo, imigra\u00e7\u00e3o, controle de armas e discrimina\u00e7\u00e3o racial. Uma das conclus\u00f5es da ag\u00eancia com a s\u00e9rie de pesquisas \u00e9 que se posicionar publicamente sobre temas pol\u00eamicos pode n\u00e3o ser a decis\u00e3o certa para todas as empresas o tempo todo, mas \u00e9 algo que merece ser avaliado. Os grandes temas ficam no imagin\u00e1rio das pessoas, e falar sobre eles pode gerar vantagem competitiva de reputa\u00e7\u00e3o e compensar os riscos \u2013 sete em cada dez profissionais de comunica\u00e7\u00e3o e marketing entrevistados consideram um risco de moderado a alto para a reputa\u00e7\u00e3o da empresa o CEO se manifestar.<\/p>\n<p>Um dos riscos associados ao ativismo \u00e9 a falta de legitimidade para falar de um determinado assunto e ser percebido como oportunista. Para minimizar esse problema recorrente, Tatiana Maia Lins, professora de Gest\u00e3o de Reputa\u00e7\u00e3o na Aberje e CEO da consultoria especializada Makemake, criou um m\u00e9todo de quatro etapas com verbos que come\u00e7am com a letra I: identificar, idealizar, integrar e interagir. O primeiro passo \u00e9 identificar as causas em que a empresa tem legitimidade de fala e ent\u00e3o idealizar o futuro a que se deseja chegar. O mais importante \u00e9 trabalhar para integrar a causa ao neg\u00f3cio. Por exemplo, se a marca quer apoiar a diversidade, \u00e9 necess\u00e1rio que seu quadro de funcion\u00e1rios seja um reflexo disso ou ent\u00e3o que a companhia divulgue suas a\u00e7\u00f5es concretas e metas para alcan\u00e7ar o resultado idealizado.<\/p>\n<blockquote><p>Um dos riscos associados ao ativismo \u00e9 a falta de legitimidade para falar de um determinado assunto e ser percebido como oportunista<\/p><\/blockquote>\n<p>Ap\u00f3s concluir o trabalho interno, a empresa pode finalmente interagir com seus p\u00fablicos sobre o assunto. O timing apropriado para a intera\u00e7\u00e3o faz parte do trabalho de minimizar os riscos. \u201cO ativismo \u00e9 importante, traz benef\u00edcios para as marcas, mas precisa ser feito de forma honesta e s\u00e9ria\u201d, pontua Tatiana. Uma estrat\u00e9gia interessante seria ter m\u00faltiplos porta-vozes que reflitam a diversidade e a representatividade, mas \u00e9 necess\u00e1rio que eles estejam bem preparados para se posicionar e defender a marca.<\/p>\n<h2><strong>Treinamentos<\/strong><\/h2>\n<p>Para preparar porta-vozes e funcion\u00e1rios para compreender a responsabilidade de manifestar opini\u00f5es na internet, os treinamentos s\u00e3o essenciais. A Rede Marista, que engloba col\u00e9gios, universidades e hospitais e conta com 12 mil colaboradores, entendeu, em meio \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2018, ap\u00f3s um protesto de alunos, que era necess\u00e1rio montar seus pr\u00f3prios treinamentos sobre o uso das redes sociais. De l\u00e1 para c\u00e1, estruturou um curso para gestores e professores com tr\u00eas m\u00f3dulos e 9 horas de aula \u2013 e formou quatro turmas, uma em 2021 e as demais em 2022.<\/p>\n<p>O pensamento cr\u00edtico, a an\u00e1lise de contextos e discuss\u00f5es pol\u00edticas fazem parte da rotina do ambiente educacional e da expectativa dos alunos. O treinamento te\u00f3rico e pr\u00e1tico foi estruturado por uma equipe de cinco pessoas da Comunica\u00e7\u00e3o do grupo com o objetivo de ensinar ferramentas para sair de poss\u00edveis conflitos por meio do di\u00e1logo, evitando crises. O primeiro grupo treinado foi o de principais porta-vozes da institui\u00e7\u00e3o: presidente, vice-presidente, reitor, diretor, superintendente. \u201cEra necess\u00e1rio que eles comprassem a ideia, reconhecessem a validade do aprendizado, nos ajudassem a concluir o formato e fossem todos padrinhos desse projeto\u201d, diz Daniela Cidade, coordenadora de Comunica\u00e7\u00e3o e Representa\u00e7\u00e3o Institucional da Rede Marista.<\/p>\n<p>O conte\u00fado tem aulas de sociologia sobre as transforma\u00e7\u00f5es que fizeram o Brasil chegar ao cen\u00e1rio de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e as pr\u00f3ximas tend\u00eancias e de direito sobre as principais quest\u00f5es jur\u00eddicas envolvendo ass\u00e9dio moral e sexual, a Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados Pessoais (LGPD) e o uso de nome social, al\u00e9m de gest\u00e3o de conflitos e exerc\u00edcios pr\u00e1ticos com base na comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta (<em>leia mais sobre CNV na edi\u00e7\u00e3o 105 da <\/em>Revista CE). Ap\u00f3s treinar e sensibilizar a alta gest\u00e3o, a equipe fez atualiza\u00e7\u00f5es no conte\u00fado, tornou o curso digital e criou a newsletter <em>Di\u00e1logos Sens\u00edveis<\/em>, na qual s\u00e3o divulgadas internamente not\u00edcias do mundo todo sobre crises em ambientes educacionais e hospitalares para estimular a reflex\u00e3o dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<h2><strong>Sobre o setor<\/strong><\/h2>\n<p>Manter as equipes atualizadas sobre os assuntos controversos que s\u00e3o destaque na imprensa e nas redes sociais ministrando webin\u00e1rios \u00e9 uma das estrat\u00e9gias da Syngenta Prote\u00e7\u00e3o de Cultivos, empresa do Grupo Syngenta especializada em agrot\u00f3xicos. Para a companhia, \u00e9 importante que os funcion\u00e1rios compreendam o impacto dos produtos e neg\u00f3cios na sociedade e que saibam o que responder caso sejam questionados sobre sua atividade ou alguma novidade relacionada. Al\u00e9m dos semin\u00e1rios digitais, duas vezes por semana os funcion\u00e1rios recebem uma newsletter com atualiza\u00e7\u00f5es sobre temas do cotidiano e assuntos estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p>Alguns setores da economia s\u00e3o mais cr\u00edticos quanto a temas pol\u00eamicos e delicados: sa\u00fade, agroneg\u00f3cio, banc\u00e1rio, avia\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o civil, minera\u00e7\u00e3o, energia. \u00c9 comum que empresas desses segmentos tenham um foco maior em melhorar a reputa\u00e7\u00e3o do setor como um todo, mais do que falar da pr\u00f3pria marca. A linguagem simples e a credibilidade das fontes s\u00e3o fundamentais, e um formato muito utilizado t\u00eam sido s\u00e9ries de v\u00eddeos.<\/p>\n<p>A Syngenta procura atualizar os p\u00fablicos sobre a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica dos pesticidas, sua seguran\u00e7a e a necessidade de seu uso, inclusive para a sa\u00fade. \u201cPor exemplo, o trigo tem um fungo espec\u00edfico que, se for consumido pelas pessoas, pode ser muito danoso\u201d, explica N\u00eamora Reche, l\u00edder de Comunica\u00e7\u00e3o Corporativa da Syngenta Prote\u00e7\u00e3o de Cultivos na Am\u00e9rica Latina. Hist\u00f3rias de diferentes agricultores tamb\u00e9m s\u00e3o mostradas como forma de dar voz \u00e0s pessoas que t\u00eam na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola o seu sustento.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de temas para a s\u00e9rie de v\u00eddeos preparados pela Syngenta parte da an\u00e1lise do que est\u00e1 em alta na imprensa e nas redes sociais, desde t\u00e9cnicas sustent\u00e1veis de cultivo e o papel da agricultura para combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas at\u00e9 projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional. \u201cN\u00f3s criamos v\u00eddeos para explicar algumas das mudan\u00e7as e quais posi\u00e7\u00f5es defendemos. A nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 trazer elementos para gerar conversas, participar do di\u00e1logo de forma construtiva, e n\u00e3o ser uma fonte autorit\u00e1ria\u201d, destaca N\u00eamora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da an\u00e1lise da imprensa e das redes sociais, pesquisas de opini\u00e3o com os diferentes p\u00fablicos s\u00e3o uma importante ferramenta para definir temas de atua\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que faz a Eletronuclear, estatal que opera as usinas termonucleares Angra 1 e Angra 2, no Rio de Janeiro, para entender a percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico sobre a energia nuclear. \u201c\u00c9 muito presente a quest\u00e3o do medo de morar pr\u00f3ximo a um empreendimento, o medo de acidentes\u201d, afirma Marco Antonio Torres Alves, superintendente de Comunica\u00e7\u00e3o Institucional da Eletronuclear, primeiro comunicador contratado pela companhia, em 2013, por meio de um concurso p\u00fablico. O complexo de usinas come\u00e7ou a ser constru\u00eddo em 1971, mas eram engenheiros que cuidavam da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>Al\u00e9m da an\u00e1lise da imprensa e das redes sociais, pesquisas de opini\u00e3o com os diferentes p\u00fablicos s\u00e3o uma importante ferramenta para definir temas de atua\u00e7\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n<p>Contar hist\u00f3rias das pessoas que trabalham em diferentes fun\u00e7\u00f5es na empresa foi uma das formas encontradas para se aproximar da popula\u00e7\u00e3o e reduzir a sensa\u00e7\u00e3o de medo. A primeira temporada da s\u00e9rie de v\u00eddeos <em>Vida<\/em> conta a hist\u00f3ria de uma f\u00edsica nuclear respons\u00e1vel pelo reator da usina, sua trajet\u00f3ria e sua rotina na cidade com os filhos. Outro epis\u00f3dio fala da funcion\u00e1ria que cuida da copa da empresa, como ela chegou at\u00e9 l\u00e1 e como \u00e9 seu dia a dia. \u201cO v\u00eddeo hoje \u00e9 uma ferramenta muito boa de dissemina\u00e7\u00e3o de ideias, \u00e9 r\u00e1pido, curto, atinge as pessoas de forma eficiente\u201d, diz Marco Antonio. \u201cMostrando personagens reais, n\u00f3s conseguimos tirar um pouco essa imagem distante, quase esot\u00e9rica. Queremos que as pessoas vejam a energia nuclear como uma tecnologia comum, como todas as outras, apesar de suas especificidades\u201d, destaca o superintendente.<\/p>\n<p>Uma pesquisa da empresa concluiu que, quanto maior a familiaridade da pessoa com o tema, menor sua rejei\u00e7\u00e3o a ele. At\u00e9 mesmo do ponto de vista geogr\u00e1fico: quanto mais afastadas as pessoas vivem das usinas, maior a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 energia nuclear. Um dos motivos \u00e9 o impacto econ\u00f4mico nas regi\u00f5es onde est\u00e3o presentes, gerando neg\u00f3cios e estimulando o consumo no entorno, tema da segunda temporada da s\u00e9rie de v\u00eddeos.<\/p>\n<p>A Eletronuclear gera cerca de 3% da energia el\u00e9trica consumida no Brasil e mais de 30% da eletricidade consumida no estado do Rio de Janeiro. A pesquisa de opini\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser realizada em 2018, intercalando anualmente uma edi\u00e7\u00e3o regional com uma edi\u00e7\u00e3o nacional. O modelo segue o de uma companhia nos Estados Unidos que realiza a mesma pesquisa h\u00e1 30 anos. \u201cCom isso \u00e9 poss\u00edvel ter uma vis\u00e3o hist\u00f3rica da evolu\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o das pessoas em rela\u00e7\u00e3o ao tema\u201d, diz o superintendente.<\/p>\n<p>Outra estrat\u00e9gia para aproximar o p\u00fablico foi reformar o espa\u00e7o para visita\u00e7\u00e3o Observat\u00f3rio Nuclear, tornando-o um ponto tur\u00edstico da regi\u00e3o entre Angra dos Reis e Paraty. Com as mudan\u00e7as, o fluxo de visitantes cresceu de 17 mil pessoas por ano para 50 mil. L\u00e1 \u00e9 explicado de forma l\u00fadica o que \u00e9 energia nuclear, a seguran\u00e7a empregada nas usinas e a rela\u00e7\u00e3o com as comunidades do entorno. A Eletronuclear tamb\u00e9m promove a visita\u00e7\u00e3o de alunos de escolas locais para explicar sobre suas atividades, pensando na gera\u00e7\u00e3o de empregos no futuro. \u201cQueremos ser enxergados como uma fonte de oportunidades\u201d, destaca Marco Antonio Torres Alves.<\/p>\n<h2><strong>Fake news<\/strong><\/h2>\n<p>A companhia tamb\u00e9m procura combater a desinforma\u00e7\u00e3o nas redes sociais. Mat\u00e9rias explicam o que \u00e9 fato ou <em>fake<\/em> em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 energia nuclear. Trata-se de uma necessidade cada vez mais comum entre as empresas. De acordo com a edi\u00e7\u00e3o de 2022 da pesquisa Edelman Trust Barometer, realizada h\u00e1 mais de 20 anos, a preocupa\u00e7\u00e3o de que informa\u00e7\u00f5es falsas sejam usadas como uma arma para prejudicar a reputa\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es atinge 76% dos executivos \u2013 a taxa mais alta de todos os tempos (<em>leia mais sobre desinforma\u00e7\u00e3o na edi\u00e7\u00e3o 106 da <\/em>Revista CE).<\/p>\n<p>Outra estrat\u00e9gia da Eletronuclear \u00e9 vincular o setor \u00e0 ideia de alta tecnologia e futuro, falando sobre a explora\u00e7\u00e3o espacial subaqu\u00e1tica e baterias feitas de rejeito radioativo que podem durar 20 mil anos. Os resultados dessas a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o de reputa\u00e7\u00e3o s\u00e3o medidos a partir do n\u00famero de acessos e visualiza\u00e7\u00f5es, bem como da qualidade dos coment\u00e1rios e da repercuss\u00e3o, al\u00e9m de pesquisas junto a agentes pol\u00edticos e profissionais do setor de energia.<\/p>\n<blockquote><p>Pesquisas mostram que a preocupa\u00e7\u00e3o de que informa\u00e7\u00f5es falsas sejam usadas como uma arma para prejudicar a reputa\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es atinge 76% dos executivos<\/p><\/blockquote>\n<p>Embora a empresa seja uma estatal com clientes fixos e n\u00e3o enfrente concorr\u00eancia no segmento no Brasil, sabe que sua licen\u00e7a social para operar e sua exist\u00eancia no futuro dependem de construir uma boa reputa\u00e7\u00e3o. Um exemplo de que qualquer perfil de organiza\u00e7\u00e3o precisa cuidar do que diz e faz para proteger sua marca e sua atividade no imagin\u00e1rio dos diversos p\u00fablicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cReputa\u00e7\u00e3o, reputa\u00e7\u00e3o, reputa\u00e7\u00e3o! Oh, perdi minha reputa\u00e7\u00e3o! Perdi a parte imortal de mim mesmo, e o que sobra \u00e9 bestial\u201d, lamenta C\u00e1ssio no Otelo de Shakespeare. Embora pronunciada por um personagem, a frase poderia ser usada por qualquer empresa que sofreu danos de reputa\u00e7\u00e3o e sabe o alto custo disso. 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