<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Capítulo Amazônia &#8211; Portal Aberje</title>
	<atom:link href="https://www.aberje.com.br/blog/capitulo-amazonia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.aberje.com.br</link>
	<description>Aberje Portal</description>
	<lastBuildDate>Mon, 28 Apr 2025 20:21:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://www.aberje.com.br/wp-content/uploads/2023/01/logo-ico.png</url>
	<title>Capítulo Amazônia &#8211; Portal Aberje</title>
	<link>https://www.aberje.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>De espectadora a protagonista, o papel da comunicação empresarial na COP 30</title>
		<link>https://www.aberje.com.br/blog/de-espectadora-a-protagonista-o-papel-da-comunicacao-empresarial-na-cop-30/</link>
					<comments>https://www.aberje.com.br/blog/de-espectadora-a-protagonista-o-papel-da-comunicacao-empresarial-na-cop-30/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kelly Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 15:59:42 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.aberje.com.br/?post_type=blog&#038;p=166215</guid>

					<description><![CDATA[Enquanto os olhos do mundo se voltam para a Conferência do Clima, a COP30, que este ano pela primeira vez acontece na Amazônia, Belém, com suas ruas ornadas de mangueiras, que testemunham a riqueza cultural e os desafios estruturais da região, revela um paradoxo inquietante: ser palco das mais importantes discussões climáticas globais e, ao...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto os olhos do mundo se voltam para a Conferência do Clima, a COP30, que este ano pela primeira vez acontece na Amazônia, Belém, com suas ruas ornadas de mangueiras, que testemunham a riqueza cultural e os desafios estruturais da região, revela um paradoxo inquietante: ser palco das mais importantes discussões climáticas globais e, ao mesmo tempo, espelho de tantas contradições em sustentabilidade. Nesse contexto, o empresariado brasileiro precisa se perguntar: qual é, de fato, o nosso papel? Estar presente ou fazer diferença?</p>
<p>Os movimentos recentes, como a saída de grandes corporações de alianças climáticas globais, sugerem um enfraquecimento preocupante da agenda ESG. A BlackRock e outros gigantes financeiros abandonaram iniciativas de descarbonização, alimentando ceticismo em torno de compromissos privados com o clima. Em contraste, a COP30 surge como um campo fértil para narrativas transformadoras. Não basta ocupar os espaços; é essencial comunicar, inspirar e multiplicar as boas práticas.</p>
<p>Belém carrega uma missão simbólica. A capital paraense, apesar de sua infraestrutura precária e desigualdades gritantes, é a porta de entrada para a maior floresta tropical do mundo. Essa dicotomia não apenas ressalta o peso das responsabilidades locais, mas também amplifica as oportunidades de inovação. A cidade, paradoxal em sua essência, é o laboratório perfeito para demonstrar como o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental podem coexistir.</p>
<p>O empresariado, nesse cenário, não deve se limitar a ações discretas ou branding ocasional. Workshops educativos, programas que conectem a população local às soluções climáticas e iniciativas que extrapolem as salas climatizadas da COP são oportunidades únicas de criar impacto real. Contudo, esses esforços precisam ser acompanhados por narrativas eficazes. Sem comunicação, mesmo a mais brilhante das iniciativas permanece invisível, incapaz de inspirar replicação ou engajamento.</p>
<p>A comunicação não é apenas veículo, mas força multiplicadora. Empresas que compartilham suas experiências em sustentabilidade criam um efeito dominó, incentivando outras a seguirem caminhos semelhantes. As histórias locais, quando amplificadas por plataformas globais, têm o poder de transformar ceticismo em ação. E, no contexto da COP30, no qual expectativas e críticas coexistem, narrativas sólidas e bem construídas são mais valiosas do que nunca.</p>
<p>Mais do que um evento, a COP30 representa uma chamada à responsabilidade coletiva. Belém, com suas contradições e potência simbólica, desafia o empresariado a transcender o discurso e a liderar pelo exemplo. A Amazônia, afinal, não precisa de promessas. Ela exige ação. O empresariado que souber aliar impacto local à comunicação global não apenas marcará presença, mas também deixará um legado que ressoará muito além dos dias de conferência.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.aberje.com.br/blog/de-espectadora-a-protagonista-o-papel-da-comunicacao-empresarial-na-cop-30/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Para todas as pessoas que fazem Comunicação na Amazônia (e além)</title>
		<link>https://www.aberje.com.br/blog/para-todas-as-pessoas-que-fazem-comunicacao-na-amazonia-e-alem/</link>
					<comments>https://www.aberje.com.br/blog/para-todas-as-pessoas-que-fazem-comunicacao-na-amazonia-e-alem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rachel Pessôa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Aug 2024 18:18:48 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.aberje.com.br/?post_type=blog&#038;p=156661</guid>

					<description><![CDATA[Iniciei minha trajetória na Comunicação aos 11 anos (acompanhada de minha mãe), quando fiz a cobertura do Círio de Nazaré, em um projeto do SBT que selecionou na época algumas crianças para conduzir o jornal da noite no mês de outubro, por ocasião do Dia das Crianças. Para quem ainda não conhece esta manifestação cultural...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Iniciei minha trajetória na Comunicação aos 11 anos (acompanhada de minha mãe), quando fiz a cobertura do Círio de Nazaré, em um projeto do SBT que selecionou na época algumas crianças para conduzir o jornal da noite no mês de outubro, por ocasião do Dia das Crianças. Para quem ainda não conhece esta manifestação cultural paraense, são quase dois milhões de pessoas nas ruas de Belém, em um encontro de fé em torno da padroeira da Amazônia, Nossa Senhora de Nazaré. O Círio já nos dá uma dimensão do que é fazer Comunicação na Amazônia. Tudo é superlativo.</p>
<p>A Amazônia Legal apresenta uma área de 5.015.146,008 km2, nove estados, correspondendo a mais da metade do território brasileiro (cerca de 58,93%). Terra de grandes distâncias, de povo único e acolhedor. São vozes múltiplas de caboclos, indígenas, brancos, negros. De frutas exóticas e deliciosas como o cupuaçu e o bacuri. Quando me perguntam de onde eu sou, digo que sou de Belém do Pará com orgulho.</p>
<p>Na hora de fazer Comunicação Corporativa, em um território tão diverso como o nosso Brasil, com suas comidas típicas, linguagem regional e costumes próprios, é necessário entender as especificidades regionais para que esse processo flua bem.</p>
<p>Iniciei minha jornada na Comunicação Corporativa em uma grande mineradora. Ali aprendi que era preciso ir de ônibus, de carro e de barco para trabalhar. Dialogar com as comunidades significa, muitas vezes, ir de barco conversar com ribeirinhos e quilombolas, em áreas remotas. São pessoas simples e, por isso mesmo, não adianta falar rebuscado e chegar com muitos materiais complexos.</p>
<p>Tem que imprimir o material, com mapas de fácil compreensão, uma vez que a internet ainda é um desafio em muitas localidades. Inúmeras vezes o papo acontece embaixo de árvores, nas sedes comunitárias ou na casa das pessoas mesmo.</p>
<p>A simplicidade na Comunicação para mim é o ponto chave para se fazer entendido. Então, quando formos falar de tamanhos de áreas preservadas, por exemplo, um hectare corresponde a um campo de futebol.</p>
<p>Outro destaque é a confiança, algo que não se constrói da noite para o dia. É uma conquista nessa relação entre as pessoas que fazem as organizações e seus públicos. Nesse sentido, a coerência entre o que se faz e o que fala, é fundamental das relações institucionais em qualquer território.</p>
<p>Outra lição importante que trago no meu coração: sempre colocar as pessoas à frente dos processos. Contar as histórias de quem faz acontecer, de quem realiza as atividades dentro e fora da organização. Quem não gosta de ser valorizado e se ver nos canais de comunicação?!</p>
<p>Eu brinco que foi na Amazônia que eu fiz meu PHD no mundo corporativo. Passei quatro anos em Carajás (PA), trabalhando em uma grande mineradora na época de sua expansão para o mercado internacional. Recebi mais de mil grupos de visitas de diferentes países. Foram chefes de estados, presidentes de empresas, grandes fornecedores do segmento da mineração, comunidades e jornalistas. Em comum eles tinham o desejo de ver, pela primeira vez, o território amazônico preservado pela mineração, a diversidade da floresta e da fauna nos rios, no ar e na terra com seu colorido deslumbrante. E de bônus, se encantavam com a culinária e o cheiro da mata após a chuva. Memórias de infância que eu via representadas ali, em cada visitante que se enebriava com a minha cultura. Então, não tinha muito o que comunicar. Era só criar espaço para o sentir.</p>
<p>O trabalho mais marcante sempre é o que tem o reconhecimento das pessoas que admiramos. No meu caso, a participação de atividades de empoderamento de mulheres na Amazônia, em Porto Trombetas, no Pará, é um marco em minha carreira. Iniciamos o grupo de afinidade que buscava inserir mais e mais mulheres na operação da mineradora em que eu trabalhava. Foi extraordinário ver seus olhos brilhando, seus espaços de fala garantidos e o desejo real de fazer a diferença, inspirando meninas e mulheres a irem além. Isso é mais significativo do que qualquer prêmio ou reconhecimento público. Fiquei sabendo que esse grupo cresceu e se expandiu. Meu coração se encheu de alegria.</p>
<p>Por fim, a Comunicação, como uma ferramenta de educação para muitas questões, às vezes árduas, como o combate aos incêndios florestais, trabalho infantil, assédio e desperdício de recursos, é essencial para a transformação cultural, e as organizações vêm para somar esforços e contribuir com o desenvolvimento dos territórios em que estão presentes.</p>
<p>Pude vivenciar muitas histórias positivas nessas mais de duas décadas de atuação e posso dizer &#8211; eu viveria tudo novamente. Pegaria os barcos, helicópteros, carros, ônibus. Tomaria muito mais chuva e sol. Assim é a Comunicação na Amazônia. Pulsante, diversa, inesquecível.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.aberje.com.br/blog/para-todas-as-pessoas-que-fazem-comunicacao-na-amazonia-e-alem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Amazônidas, presentes!</title>
		<link>https://www.aberje.com.br/blog/amazonidas-presentes/</link>
					<comments>https://www.aberje.com.br/blog/amazonidas-presentes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2024 13:20:38 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.aberje.com.br/?post_type=blog&#038;p=155876</guid>

					<description><![CDATA[Cada vez mais presente na imprensa, nas redes sociais e na comunicação corporativa, a expressão “amazônidas” já foi alvo de polêmicas e ainda hoje chega a ser “corrigida” em alguns espaços. Não, ao usá-la não nos referimos aos nascidos no estado do Amazonas (amazonenses), como destacam alguns dicionários ao explicar a significação do vocábulo. Então,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez mais presente na imprensa, nas redes sociais e na comunicação corporativa, a expressão “amazônidas” já foi alvo de polêmicas e ainda hoje chega a ser “corrigida” em alguns espaços.</p>
<p>Não, ao usá-la não nos referimos aos nascidos no estado do Amazonas (amazonenses), como destacam alguns dicionários ao explicar a significação do vocábulo.</p>
<p>Então, qual é o seu real significado?</p>
<p>A explicação exige um retrospecto para entender o que foi e continua sendo este imenso território nascido sob o signo da floresta e das águas.</p>
<p>Mesmo entre os milhões de nascidos nos Estados da Amazônia ainda há quem tenha pouca ou nenhuma identificação com o que é ser amazônida, achando estranha a expressão. A razão pode estar na fragmentação das nossas identidades a partir do favorecimento de identidades estaduais, onde a rivalidade é estimulada em detrimento dos vínculos históricos e culturais que nos unem.</p>
<p>Já percebemos mudança gradual e o uso da palavra se torna mais presente ultimamente em palestras, artigos, aulas e discussões quando a temática é a região.</p>
<p>É bom ressaltar que o uso da expressão “Amazônida” foi registrado internacionalmente pela primeira vez em 1990. Quem a usou foi o jornalista Lúcio Flávio Pinto, autor de mais de 20 livros sobre a região, editor do Jornal Pessoal, publicação alternativa que circula em Belém (PA) desde 1987. Ele discursou em Paris, na sessão do Tribunal Permanente dos Povos (ex-tribunal Bertrand Russell) dedicada à Amazônia. O jornalista explicou que queria na época demarcar o cidadão amazônida em uma posição política e filosófica, distinguindo-o entre os que têm consciência sobre a região, sua condição colonial, exploração e, assim, não se torna omisso, e toma parte na luta política.</p>
<p>Lúcio Flávio conta que o uso da expressão causou reações imediatas. Incomodou por sugerir uma condição regional específica e foi criticado por pretensa exclusão da Amazônia de um Brasil “único e igual”.</p>
<p>Não somos iguais e nunca seremos.</p>
<p>Nossa trajetória histórica, dinâmicas sociais, políticas e econômicas são completamente diferentes. Vamos lembrar a separação política, no tempo em que o então Grão-Pará não era Brasil e seguimos como duas colônias diferentes por mais de dois séculos.</p>
<p>Nos configuramos nacional e internacionalmente sob a égide das exuberâncias estereotipadas e da condição continental da nossa região. Somos, sim, parte indissociável da natureza. E é imprescindível nos compreender em nosso território e ancestralidade, mesmo com as constantes investidas para tirar da gente os traços dos povos originários que nos construíram.</p>
<p>Como explica Lúcio Flávio, o ethos da Amazônia é ferido gravemente pelos ataques ao sistema de vida que soma aqui o “ciclo sol, água e floresta”. E somos também resultado de sincretismos e uma formação social marcada por escravismo e resistências, ausências e silêncios, semelhanças e ambiguidades.</p>
<p>Somos ribeirinhos, caboclos, indígenas, quilombolas, pequenos agricultores, estudantes, professores, jornalistas, trabalhadores de toda ordem, enfim, somos sujeitos sociais da várzea e da terra firme, principalmente, somos singulares. Somos muitas Amazônias. Temos estilos, costumes e práticas culturais geracionalmente transmitidos, mesmo sem um reconhecimento político de nossas existências. Mesmo num processo progressivo de transformações, os estereótipos acabaram nos reduzindo a seres isolados no tempo e no espaço.</p>
<p>Como destaca Violeta Refkalefsky Loureiro, socióloga e pesquisadora, fomos submetidos a um projeto de séculos de inferiorização cultural e racial que subestima nossa complexidade. Mesmo assim, continuamos a reforçar nossas trocas simbólicas; mantivemos nossa cultura e tradições, e recusamos a moldura da civilização eurocêntrica.</p>
<p>Por isso, para compreender a Amazônia é preciso inicialmente reconhecer os grupos sociais que compõem nosso território. Entender nossa gente em gestos, sotaques, lutas e cotidianos, onde estão as manifestações e práticas culturais que nos orgulham. E também é perceber as contradições que constroem paisagens sociais bem diferentes da harmonia e romantismo que habitam o ideário sobre a Amazônia.</p>
<p>Aliás, hoje estamos no amanhã. É que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30) está prevista para ser em Belém no ano que vem, mas já chegou por aqui com seus desafios e expectativas.</p>
<p>Estamos esperando um mundo de gente para discutir o mundo aqui, experenciando nosso mundo.</p>
<p>Os olhares estarão voltados para cá e nós queremos ser olhados e ouvidos.</p>
<p>É o momento de tentar desconstruir a Amazônia que já foi inventada e reinventada várias vezes, abrindo espaço para nossas singularidades amazônidas que permanecem aqui – num intricado jogo de estereótipos e silenciamentos – tentando esvaziar as idealizações que nos impuseram e desafiando os que subestimam nossa complexidade.</p>
<p>Amazônidas, presentes!</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.aberje.com.br/blog/amazonidas-presentes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
