“Comunicação eficaz será crucial para lidar com o impacto da crise”, diz Anthony Gooch, diretor da OCDE
08 de julho de 2020
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Anthony Gooch é diretor de Relações Públicas e Comunicações da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) desde 2008.

Nesta entrevista exclusiva, discutimos primeiro o papel e os desafios da comunicação em uma organização como a OCDE, que desenvolve análises científicas baseadas em evidências e recomendações, operando em nível global com várias culturas e idiomas ao mesmo tempo. Gooch insiste na importância de saber ouvir, particularmente na identificação dos problemas que exigem pesquisa aprofundada e entrega estratégica de mensagens. É o que garante a comunicação eficaz em todas as etapas das atividades da OCDE, segundo ele.

Sobre o relacionamento OCDE-Brasil, Gooch mencionou algumas importantes iniciativas conjuntas recentes – entre elas, a criação da versão em português do Covid-19 Digital Hub, em conjunto com a FGV. O objetivo dessa plataforma é fornecer informações confiáveis sobre “políticas adotadas em todo o mundo para enfrentar a crise do coronavírus, bem como divulgar recomendações da OCDE”.

Para ele, a crise da Covid-19 que estamos enfrentando mostrou “até que ponto todos nós confiamos na cooperação internacional.” Em tempos de alta incerteza, a confiança é fundamental. Garantir uma recuperação econômica forte e equilibrada envolverá muitos atores em um esforço internacional coordenado, não obstante o atual cenário político que desestimula o comércio entre muitos países. As dificuldades são enormes e exigem muito mais do que decisões do governo, como lidar com o movimento “Anti-Vaxx” (antivacina): “A comunicação será fundamental para o sucesso da vacina.”

Mas o resultado da crise da Covid-19, como em qualquer crise, oferece muitas oportunidades para reconstruir nossas “sociedades de maneira mais justa e sustentável”, com maior transparência e menos desigualdades. Afinal, nós também “vivemos na esperança!”

Anthony Gooch

A OCDE trabalha em três frentes: engajamento, influência e estabelecimento de padrões, todos em nível internacional. Qual é o papel da comunicação nesses processos?

A OCDE é uma organização internacional cuja missão é defender melhores políticas para uma vida melhor. Uma comunicação eficaz é vital para cumprir essa missão. Na OCDE, estamos cientes de que, se nossas pesquisas, análises e recomendações não atingirem o público-alvo, o valor delas para informar e moldar políticas será severamente comprometido. Os formuladores de políticas precisam entender a realidade e as necessidades dos cidadãos que confiam nos conhecimentos desses formuladores. Já os cidadãos precisam ser informados sobre as oportunidades e limitações de uma determinada política. 

Bons comunicadores facilitam esse ciclo de feedback essencial, combatendo as assimetrias de informação e fortalecendo a confiança em nossas sociedades.  

Nós nos esforçamos para identificar áreas relevantes de pesquisa, ouvindo e criando interações significativas com diferentes partes interessadas. Nosso Fórum Anual da OCDE reúne mais de 5 mil participantes de todo o mundo, incluindo muitos brasileiros. Convocar um espaço para os formuladores e modeladores de políticas explorarem soluções para desafios sociais complexos fornece uma rica fonte de ideias e criatividade para todos os envolvidos.

Tenho orgulho do fato de a Fundação Getúlio Vargas ter sido um parceiro importante do nosso Fórum. Logo depois de chegar à OCDE, procurei a FGV e trabalhamos juntos desde então. A FGV traz uma visão brasileira, know-how, palestrantes de alto nível e pensamento crítico para debates e ajuda a disseminar a inovação. Outra iniciativa que tomei após o início da crise financeira global em 2008 foi criar a Rede Parlamentar Global da OCDE (GPN, na sigla em inglês), um “centro de aprendizado legislativo” que reúne legisladores de todo o mundo. O congresso brasileiro é membro ativo desde 2019, com a criação de um grupo interpartidário de Amigos do Brasil-OCDE, presidido pelo deputado Victor Hugo. Em nossa última reunião, tivemos a honra de receber o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Esses eventos e iniciativas garantem que podemos ativamente ouvir – a metade esquecida da comunicação – e aprender com diferentes vozes da sociedade e aproveitar essa inteligência coletiva em nossos esforços para oferecer Melhores Políticas para uma Vida Melhor.

Para operar nesses três níveis, a OCDE assume como principal mecanismo a promoção de políticas públicas baseadas em evidências. Tais políticas são construídas principalmente em análises comparativas em nível internacional. Como é o processo e quais são os critérios dessas análises e recomendações? E o papel da comunicação em sua construção? E quais são as peculiaridades e dificuldades envolvidas nos últimos estágios para transmitir esse tipo de conteúdo?

O primeiro passo na construção de nossas análises e recomendações é identificar as questões mais relevantes para nossas sociedades e para os formuladores de políticas.  Depois de selecionar as principais áreas de foco, os especialistas conduzem uma pesquisa aprofundada e se reúnem para articular recomendações baseadas em evidências.

O papel da comunicação nesse processo é crucial em três níveis principais. Primeiro, temos de identificar o que precisamos focar na escuta ativa; em segundo lugar, lembrar a importância da acessibilidade e clareza, pois as evidências e os dados nem sempre falam por si; e em terceiro, ser estratégico para ter a influência e o impacto desejados. Estratégias de comunicação eficazes são fundamentais.

Um dos principais desafios da produção de análises comparativas internacionalmente é garantir que elas reflitam com precisão cada realidade nacional com nuances suficientes, preservando a lógica por trás da comparação. Isso é importante, pois as comparações nacionais incentivam uma “corrida ao topo”, permitindo que os países melhorem suas decisões políticas e adotem as melhores práticas, mas as classificações não são tudo. Lembremos que é uma grande conquista estar no ranking da OCDE em primeiro lugar. Esta é a Copa Libertadores de políticas públicas!

Como lidar com diferenças de idioma e de cultura?

Precisamos considerar duas dimensões. Em primeiro lugar, a capacidade de transmitir informações de forma eficaz é um desafio entre as pessoas que falam a mesma língua. Por quê? Com muita frequência, as elites e os intelectuais falam apenas uma língua que pessoas como eles entendem. Muitas vezes eles nem percebem isso.

Em muitos casos, linguagem simples e boa comunicação andam de mãos dadas. Isso não significa simplificar demais o complexo, mas destilá-lo, através de esforços para estruturar e visualizar informações para que a mensagem fique mais acessível. Na situação atual, colocamos uma ênfase especial nisso, pois a comunicação clara sobre os efeitos sociais, econômicos e ambientais da Covid-19 é essencial se quisermos que os formuladores de políticas proponham projetos eficazes e desenvolvam resiliência.

Em segundo lugar, é importante se comunicar com as pessoas literalmente em seus idiomas. Para isso, e dada a nossa vocação global e o ingresso de novos membros na OCDE, desenvolvemos uma estratégia multilíngue para muitas iniciativas importantes com públicos globais potencialmente significativos. Vimos que as mídias sociais são especialmente receptivas a diferentes idiomas. Onde pudermos, procuramos nos comunicar além dos idiomas ‘formais’ da OCDE (inglês e francês), em espanhol, alemão, japonês e português. O Índice para uma Vida Melhor da OCDE também está disponível em italiano e russo. Nosso hub da crise, chamado Combatendo o Coronavírus (Covid-19), está disponível em seis idiomas.

Em relação às diferenças culturais, sou profundamente influenciado pelo fato de ter crescido em uma família bicultural. Ter pais de diferentes nacionalidades e a amplitude cultural, linguística e intelectual proporcionada por eles influenciou profundamente minha vida e carreira, permitindo que eu criasse múltiplos laços culturais. Agora, trabalho em uma equipe multicultural e percebo isso como uma enorme riqueza. Nós nos encorajamos a questionar nossas suposições e a aprender constantemente. Minhas três recomendações principais seriam: respeitar as diferenças, ser um ouvinte ativo e entender a importância da comunicação não-verbal.

O Brasil não é um dos países membros, mas é considerado um parceiro-chave. O que isso significa, especialmente na história recente das relações OCDE-Brasil?

O relacionamento entre a OCDE e o Brasil é de longa data, construído ao longo de muitas décadas e com setores estratégicos. Como importante participante global, o Brasil ingressou no Comitê de Aço da OCDE na década de 1990 e foi o primeiro país além da OCDE a aderir ao Entendimento do Setor de Aeronaves da OCDE. É membro do Conselho de Administração do programa educacional PISA, mundialmente famoso, e do Grupo de Trabalho Antissuborno da OCDE. Como membro líder do G20, o Brasil tem sido um forte defensor dos esforços para fechar os paraísos fiscais e, mais recentemente, para garantir que tenhamos um sistema tributário adequado para o século 21 digital, em que as empresas multinacionais pagam seu quinhão (BEPS). Em 2015, assinamos um Acordo de Cooperação formal que levou ao Programa de Trabalho Conjunto 2016-17 OCDE-Brasil em torno de prioridades compartilhadas, como governança corporativa, anticorrupção e tributação, e nosso Programa Regional da América Latina e Caribe.

E então, em maio de 2017, o Brasil expressou oficialmente seu interesse em tornar-se membro de pleno direito da Organização, posição totalmente apoiada pela atual Administração. Desde então, o Brasil trabalha incansavelmente para atender aos requisitos técnicos e agora está muito avançado. Talvez não demore muito para se juntar aos colegas latino-americanos – México, Chile, Colômbia e Costa Rica.

Há alguns meses, a OCDE, juntamente com a FGV, disponibilizou em seu site um hub em português. Conte-nos um pouco mais sobre isso.

Como estávamos discutindo no início desta entrevista, políticas e comunicações públicas eficazes andam de mãos dadas. Com o surto de Covid-19, rapidamente entendemos que as soluções digitais seriam uma parte essencial da resposta da OCDE à crise. Com isso em mente, criamos o Hub Digital Covid-19. Esta plataforma digital fornece informações oportunas e abrangentes sobre políticas adotadas em todo o mundo para enfrentar a crise do coronavírus, bem como recomendações da OCDE. É um ponto de entrada único aos dados e considerações da OCDE e apresenta análises em todas as áreas do nosso trabalho político relevante para a crise.  Além das respostas imediatas, o conteúdo da plataforma tem como objetivo analisar as consequências e os impactos a longo prazo do COVID-19. Agora disponível em seis idiomas, recebeu quase meio milhão de visitas em todo o mundo em apenas três meses, quebrando todos os recordes.

A criação do hub em português com o apoio da FGV foi importante, pois nos permite alcançar o público de língua portuguesa em um momento em que a pandemia começou a atingir particularmente a região da América Latina e do Caribe. No contexto atual, os governos precisam de informações baseadas em evidências para orientar suas escolhas políticas e pavimentar o caminho para uma recuperação inclusiva. Esperamos muito que, através da rede Aberje com os principais profissionais de comunicação, as notícias se espalhem amplamente no Brasil e as visitas ao site explodam. Como você pode ver, sou otimista, mas no caso do Brasil, tenho motivos para estar confiante.

Em 2013, perguntei a meus amigos da FGV se eles estariam dispostos a traduzir nosso Índice para uma Vida Melhor da OCDE. Eles concordaram e me perguntaram como e quando eu desejava lançar a iniciativa. Meio de brincadeira, respondi que seria ótimo fazê-lo no Brasil na véspera da Copa do Mundo de 2014 com Pelé. Um ano depois, foi exatamente o que fizemos em São Paulo! Então vale a pena ser ambicioso. Também aproveitamos a ocasião da Copa do Mundo no Brasil para organizar uma campanha de comunicação usando o mote de que “há mais na vida do que futebol” para aumentar a conscientização de todos os fatores que compõem uma vida feliz e realizada (além do futebol!), como educação, saúde, meio ambiente. Ótimas lembranças!

Qual é o papel da sociedade civil organizada na visão da OCDE? E o de uma associação como a Aberje?

A sociedade civil organizada é mais do que parte da visão da OCDE: está no nosso DNA. Trabalhamos em estreita colaboração com sindicatos e empresas desde o início da OCDE. A Covid-19 nos mostrou o papel vital que a sociedade civil desempenha – seja defendendo os direitos trabalhistas e protegendo os trabalhadores, seja responsabilizando os governos para manter os dados dos cidadãos seguros ou apoiando uma recuperação verde – ao promover mudanças justas e inclusivas.

À medida que a formulação de políticas evolui, as abordagens modernas para o engajamento envolvem esforços de escuta mais significativos e trocas bidirecionais de pontos de vista com diversos formuladores de políticas. Associações como a Aberje têm um papel essencial na conversa global, pois os profissionais de comunicação são frequentemente os primeiros a ouvir e ver os sinais das próximas mudanças e a evolução das necessidades dos cidadãos. No setor público, compartilhamos muitos dos princípios orientadores das comunicações corporativas: ser transparente, criar credibilidade e manter nosso compromisso com uma visão compartilhada.  

Covid-19 e impactos econômicos

Em termos econômicos, a Covid-19 e as medidas de isolamento trouxeram efeitos catastróficos a uma velocidade nunca vista antes. A própria natureza da situação indicaria que mais esforços devem ser aplicados para formular e implementar respostas em nível internacional, na sua opinião? Qual seria o papel da OCDE nesses esforços?

A pandemia da Covid-19 nos mostrou até que ponto todos nós confiamos na cooperação internacional. Assim que o vírus começou a se espalhar pelas fronteiras, tornou-se evidente que as medidas tomadas isoladamente não seriam suficientes para conter seu avanço. Hoje, em um contexto de alta incerteza, precisamos aumentar a confiança no sistema internacional.

Existem várias maneiras de fazer isso. A primeira é com a cooperação global no desenvolvimento e implantação de uma vacina, permitindo sua acessibilidade mundial e distribuição rápida. Os esforços para encontrar tratamento devem ser complementados com uma abordagem colaborativa para rastrear o ressurgimento do vírus.

Em segundo lugar, o apoio aos países em desenvolvimento, particularmente na África, no subcontinente indiano e na região da América Latina e Caribe, que agora enfrentam um período crítico na luta contra o vírus, deve ser fortalecido e continuado. Com altos níveis de trabalho informal e setores de saúde subfinanciados, esses países são muito vulneráveis às consequências mais graves da pandemia.

Em terceiro lugar, quando se trata de um caminho para a recuperação econômica, precisaremos da mãe de todos os esforços de coordenação internacional para nos ajudar a emergir juntos dessa crise. Isso envolverá política monetária e fiscal, é claro, mas principalmente o estímulo ao comércio internacional, que proporcionou tanta prosperidade nas últimas décadas e ajudou a tirar milhões da pobreza em todo o mundo. É um eufemismo enorme dizer que o comércio global viveu dias melhores. O sistema da OMC está paralisado; conflitos comerciais cresceram a níveis alarmantes. Os países nunca adotaram medidas comerciais mais restritivas à exportação de produtos médicos do que nos últimos meses. Alguns usam a crise para reforçar os argumentos em terra e culpar as cadeias globais de valor. É claramente necessária uma maior diversificação das fontes de suprimento. Mas também devemos nos esforçar para recuperar o comércio o mais rapidamente possível.

Em um momento de crescente necessidade de cooperação, a OCDE se oferecerá, como sempre, para desempenhar um papel útil no cerne da cooperação internacional eficaz que proporciona aos cidadãos.

Uma das consequências da crise financeira de 2008 foi o ressurgimento de agendas nacionalistas extremas em vários países. No relatório Perspectivas Econômicas de junho você indica que a pandemia acelerou o movimento mundial para uma fragmentação ainda maior. Como a OCDE vê esse processo e como você se posicionou nesse sentido?

Como meu colega Laurence Boone escreveu no editorial do Panorama Econômico de junho de 2020, a pandemia acelerou a mudança de “grande integração” para “grande fragmentação”. A disseminação do vírus expôs e exacerbou as desigualdades entre pessoas, regiões e países. Como muitas fronteiras permanecem fechadas em grandes áreas e ainda existem bloqueios, estamos testemunhando consideráveis restrições comerciais e de investimento, falências de negócios e riscos de quebras que afetam os países de maneira diferente. Nesse contexto, uma resposta fragmentada à crise pode parecer quase inevitável.

O diálogo e a cooperação global são cruciais no caminho da recuperação. Se cada país tomar suas decisões isoladamente, o retorno à normalidade levará muito mais tempo e será atormentado por ainda mais incerteza. Se os governos depositarem sua confiança um no outro através do sistema internacional e aproveitarem a oportunidade para remodelar suas realidades econômicas, seus esforços serão reforçados pelo apoio mútuo.

No relatório, você ressalta que a recuperação será como uma caminhada na corda bamba, nos cenários de saúde e economia, até que uma vacina esteja disponível. Assim, o grau de incerteza é extremamente alto. Qual é o papel da comunicação neste momento delicado?

No rescaldo altamente incerto da pandemia, informações confiáveis e comunicação eficaz serão cruciais para ajudar nossas sociedades a lidar com o impacto da crise de maneira informada. Para a OCDE, esses esforços de comunicação serão amplos, desde a conscientização sobre o uso de novas tecnologias para rastrear o vírus até o fornecimento de recomendações nos níveis de política monetária e fiscal. Assumir incerteza é algo que claramente fizemos no relatório Perspectivas Econômicas de junho. Nossas projeções indicam dois cenários possíveis:  um em que uma segunda onda de infecções, com novos bloqueios, ocorre antes do final de 2020 e outro em que esse segundo surto é evitado.

Mas, se você me permitir, também quero levantar uma questão desconfortável que, como comunicadores, todos precisamos ter em mente. Muito antes do surgimento da Covid-19, a manifestação mais perigosa de “Pós-verdade” com impacto na vida e na morte foi o surgimento do chamado movimento “Anti-Vaxx”. O impacto desse movimento, usando estratégias de comunicação hábeis, foi considerável. O doutor Anthony Fauci [da força-tarefa americana contra a Covid-19] chegou ao ponto de dizer que “o sentimento geral anticiência, antiautoridade, antivacina” provavelmente frustrará os esforços de vacinação! Claramente, temos muito trabalho a fazer para educar as pessoas sobre vacinas, se quisermos efetivamente combater as desinformações. Nossas próprias vidas podem depender disso. A comunicação será fundamental para o sucesso da vacina.

Apesar do atual cenário sombrio, que oportunidades a pandemia abriu?

Enquanto ainda estamos mergulhados nessa crise de saúde, podemos e devemos aprender com ela para reconstruir nossas sociedades de maneira mais justa e sustentável, aumentar a transparência e enfrentar as desigualdades. A aceleração da digitalização de nossas sociedades pode promover inovação e crescimento enquanto a sociedade como um todo estiver envolvida. Talvez a educação tenha mudado para sempre. Em saúde, tenho certeza de que teremos feito um progresso extraordinário ao aprender sobre a esperança de antecipar e impedir a propagação de pandemias. Também tenho certeza de que muitos nas gerações mais jovens agora sonham em se tornar os heróis e heroínas do combate à Covid-19: médicos, enfermeiros, técnicos e epidemiologistas. Essa crise também pode nos forçar a mudar maus hábitos e viver com mais saúde em todos os aspectos. Vivemos na esperança!

 
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