Agenda 2030: Comunicação e Engajamento

A Comissão de Engajamento e Comunicação (CEC) é formada por comunicadores e profissionais de sustentabilidade que atuam em diferentes frentes de engajamento e comunicação das organizações signatárias do Pacto Global, uma iniciativa proposta pela ONU para encorajar empresas a adotar políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade. Esse grupo de trabalho tem como missão impulsionar o processo de engajamento aos Dez Princípios do Pacto Global e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) dentro e fora das empresas que compõem a Rede Brasil. Natália de Campos Tamura é representante da Aberje na secretaria executiva da CEC e editora do blog Agenda 2030: Comunicação e Engajamento.

2030 está mais perto do que pensamos
18 de março de 2020

Por Natália de Campos Tamura

Faltam apenas 10 anos para validarmos se atingimos cada um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Parece muito tempo, mas não é. Para que consigamos alcançar as metas pretendidas até 2030, será imprescindível o apoio e atuação do setor empresarial. Por isso, em março, a Rede Brasil do Pacto Global divulgou um plano que ajuda a guiar a ação das empresas brasileiras em relação à temática na próxima década entendida como a década da ação – ações com impacto direto nos ODS.

O plano foi construído ao longo de seis meses com uma equipe de consultores da Falconi que ficou imersa  no escritório do Pacto Global, conduzindo entrevistas com diversos públicos de interesse e dedicando-se a estudos exaustivos para definir estratégias de engajamento do setor empresarial com os ODS. A estratégia contempla cinco frentes de ação prioritárias.

Projetos com impacto mensurável nas metas dos ODS

Gerar impacto real nas metas dos ODS é o principal foco da Estratégia 2030 da Rede Brasil do Pacto Global. As frentes temáticas já existentes (Energia e Clima, Alimentos e Agricultura, Direitos Humanos e Trabalho, Anticorrupção, Água e Saneamento, ODS e Engajamento e Comunicação) conduzem alguns dos projetos de grande e médio portes. Há também os projetos globais de impacto, que abordam, neste momento o Clima (ODS 13), pelo compromisso Business Ambition for 1.5 Our Only Future, que no Brasil ganhou a campanha #aceitaestacaneta; Gênero (ODS 5), com a mobilização Equidade é Prioridade; SDG Ambition, que irá buscar o engajamento das empresas na ampliação do compromisso com os ODS.

Evolução do modelo de negócios

A inserção dos ODS dentro das estratégias de negócios é o modo essencial para que a Agenda 2030 esteja presente no dia a dia das empresas e verdadeiramente aconteça. A Rede Brasil do Pacto Global entende que é essencial que as empresas integrem a sustentabilidade nas suas operações, alinhando crescimento econômico às necessidades da sociedade e do planeta.

Um lugar na mesa nos fóruns decisórios globais de referência

Fazer parte da Rede Brasil do Pacto Global significa participar dos principais fóruns de discussão de sustentabilidade, que estão direcionando os rumos do mundo. A Rede seguirá conduzindo ou apoiando grandes debates nacionais e internacionais, como o Global Anti-corruption & Integrity Forum (março, Paris), o Fórum dos Oceanos (junho, Lisboa), o Leaders Summit (junho, NY), o SDGs in Brazil (junho, NY), a World Water Week (agosto, Estocolmo), a Assembleia Geral da ONU (setembro, NY), o Making Global Goals Local Business (outubro, SP), o Fórum Mundial de Empresas e Direitos Humanos (novembro, Genebra), a COP, entre outros.

Parcerias e regionalização

A proposta da Rede Brasil do Pacto Global é intensificar a atuação das parcerias entre empresas, agências da ONU e organizações do terceiro setor, expandindo os projetos em ecossistemas e com startups, com o apoio de consultorias, investidores, a academia e a sociedade civil. A proposta é também ampliar os signatários para outros estados brasileiros, para além de São Paulo onde temos a maior parte dos signatários, criando hubs regionais que atuarão como difusores locais dos ODS.

Engajamento da cadeia de valor

Fazem parte da Rede Brasil do Pacto Global grandes empresas com extensas cadeias de valor, com imenso potencial de engajamento e sensibilização. Nos próximos anos, a abordagem com as pequenas e médias empresas ocorrerá, principalmente, com o apoio das grandes empresas e terá como foco as cadeias de valor. A proposta é o desenvolvimento de plataformas online para capacitação e direcionamento deste público, como a ferramenta que está sendo construída em conjunto com o Sebrae e será disponibilizada para PMEs.

 
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