25 de fevereiro de 2016

Seminário Dialogar para Liderar terá novas edições

O seminário "Dialogar para Liderar", que aconteceu em Brasília na quarta-feira, dia 24, terá edições em diversas cidades brasileiras. “No primeiro semestre, pretendemos levar a discussão do tema central da Aberje deste ano para Belo Horizonte e ABC”, diz Hamilton dos Santos, diretor-geral da Aberje, que promoveu o evento em parceria com o jornal Correio Braziliense.  

“Nossa intenção é contribuir para a melhoria das práticas políticas e empresariais no Brasil. Para isso, queremos qualificar o diálogo, nos eventos e por meio da plataforma da Aberje.” No encerramento do seminário, Santos chamou a atenção para a urgência da inovação. “Vivemos um momento de necessidade de reinvenção”, afirmou. “Por isso, vamos gerar mais valor aos associados.”

O seminário contou com a participação de jornalistas, comunicadores e professores, que discutiram ideais com um público de 150 inscritos. O evento terminou com mesa “Brasil e democracia – novos paradigmas para o diálogo e a liderança”, com palestra do ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, o jornalista Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense, e o professor e filósofo Francisco Viana. A mediação foi do jornalista Caio Túlio Costa.

Renato Janine Ribeiro analisou as características dos presidentes da Nova República, de José Sarney a Dilma Rousseff. Ele usou dois conceitos do livro "O Príncipe", de Maquiavel, – “fortuna” e “virtù”, sorte e vigor –  para descrever o papel dos governos que se sucederam desde 1985. “Contamos com dois grandes líderes, Fernando Henrique Cardoso e Lula, mas hoje é preciso fazer a pegunta se podemos contar com líderes o tempo todo ou se é possível entregar a liderança da nação a ‘pessoas normais’." Ribeiro afirmou que falta transparência e ânimo para o diálogo por parte da presidente Dilma, que, segundo ele, está desconsiderando as três prioridades para o Brasil de hoje: a inclusão social, o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade. “Hoje existe um decompasso entre a política e a sociedade”, disse. “O líder tem o poder político. Liderança é a capacidade de converter o poder em outra coisa.”  

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