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Porto Seguro traça a diversidade e os perfis dos motoristas no Brasil

Rede Aberje

A única maneira de conviver bem no trânsito é aceitar que esse ambiente possui uma grande diversidade de veículos e muitos tipos de perfis de condutores. Caminhões, ônibus, carros, motos, bicicletas, patinetes e pedestres são agentes desse universo e é essencial que todos entendam como dividir o espaço entre si, seja nas estradas, avenidas, ruas, calçadas e ciclovias. Essa é a perspectiva da Porto Seguro, empresa associada da Aberje.

“Mesmo conhecendo direitos e deveres e seguindo as regras do Código Brasileiro de Trânsito, apenas o respeito à cidadania e a preocupação com todos a volta ajudará na construção de um ambiente mais saudável”, comenta Jaime Soares, diretor do Porto Seguro Auto. “Essa é a essência do Trânsito+gentil, por exemplo, iniciativa que construímos há quase 10 anos para fomentar atitudes conscientes no trânsito e incentivar o engajamento”, completa. 

Mas quem são esses agentes que compõem o trânsito e seus perfis?

Caminhões – Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte, divulgada no início do ano, os caminhoneiros do Brasil estão dirigindo veículos cada vez mais velhos, com idade média de 15,2 anos. Isso indica a necessidade de uma renovação da frota de pesados no País, uma vez que veículos muito antigos têm mais chances de quebrar, prejudicar o andamento das vias ou mesmo causar acidentes. Além disso, os caminhões, também em função do tamanho e robustez, precisam ser conduzidos com grande responsabilidade. Quanto mais carga, por exemplo, mais instável e, por isso, exigem um cuidado maior ao trafegar nas estradas e nas ruas. 

Ônibus – Com uma carga de trabalho extremamente desgastante, os motoristas de ônibus trabalham mais do que deveriam. Segundo pesquisa da CNT, mais de 30% dos entrevistados atuam entre 9 e 10 horas diárias e 8% dirigem mais de 11 horas por dia. Há ainda outros dois dados preocupantes: a média de quilômetros rodados é de 151,9 por dia e cerca de 46% realizam dupla função durante a jornada de trabalho, ou seja, atuam como motorista e cobrador, o que demanda muita atenção. Esses números demonstram que os ônibus, que só em São Paulo são cerca de 13.500 – só os de linha – podem ser determinantes para a saúde do trânsito. Para um ambiente mais tranquilo é essencial que esses veículos circulem em seus espaços permitidos e com gentileza, mas, principalmente, tenha motoristas descansados e aptos à função. 

Carros – O Brasil possui cerca de 45 milhões de carros em circulação. Um número maior do que as frotas da Índia, Canadá, Reino Unido, Rússia e Alemanha, por exemplo. Com uma quantidade tão grande e pouca fluidez, é fundamental o respeito no trânsito, principalmente dos maiores para com os menores. Motoristas de carro precisam levar em consideração as diferenças entre seus veículos e os demais. A velocidade e a frenagem, por exemplo, dos maiores (caminhões e ônibus) e dos menores (bicicletas e patinetes) exige tempos de respostas diferentes. Outro ponto é observar todas as situações ao redor para poder se antecipar a qualquer movimento, seja de pesados ou ciclistas. Hoje, com o aumento dos transportes alternativos, o bom motorista é aquele que respeita todos os veículos e promove a gentileza. Bicicletas – Ser menor, em um ambiente com tantos veículos, não significa apenas ser observado, mas também a responsabilidade de observar. Quem conduz bicicleta também precisa entender seu papel no trânsito, agir com calma, controle e cuidado. Seja em ciclovia ou nas ruas, recomenda-se que os ciclistas – que hoje, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) já são mais 50 milhões no País – sejam vistos e utilizem sinalizações (como luzes permitidas) e roupas claras, evitem avenidas e marginais movimentadas e sempre mantenham-se à direita ao invés de circular entre os carros.