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O que aprendemos com o Congresso da APCE e o Prêmios Fundacom 2018?

Redação Portal Aberje

Por Kátia Brasileiro

Aconteceu em Lisboa (Portugal), no dia 23 de maio, o Congresso APCE – Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa. O evento é voltado para os falantes de língua portuguesa e espanhola, e tratou dos temas fundamentais para a comunicação hoje, como algoritmos, internet das coisas, data science, além de fake news, ética e reputação. Neste contexto, quais os impactos das tecnologias intensivas em informação nas tomadas de decisão organizacional? Quais os desafios para o gestor de comunicação empresarial? Veja alguns insights de quem esteve lá:

 

> Despolitização da comunicação pública e humanização da marca país: O tema Inovação, Reputação e Fortalecimento de Marcas foram discutidos sob o viés da ressignificação da marca Portugal, enquanto país, realizada pela gestão pública, debatendo sobre os desafios da comunicação digital com cases que nos fizeram refletir sobre gestão de marcas, redes e crise;

> Boas Práticas em redes: Boas práticas nas redes sociais foram levantadas, repensando as formas de produzir conteúdos, respeitando as questões regionais e a diversidade cultural, ética e social dos públicos e meios;

> RGPD, Compliance e Reputação: Discutiu-se o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) aplicado para empresas, organizações, autoridades públicas, agências ou outros organismo que procedam no tratamento de dados pessoais e que estejam e/ou façam negócios com a União Europeia. O Regulamento entrou em vigor no dia 25 de maio na UE e prevalece sobre quaisquer leis nacionais. A discussão girou em torno do plano de ação de empresas e governos para atender a legislação e na gestão dos riscos e resultados e impactos sobre o os modos de fazer negócios.

> Ética na Era Digital: A mesa tratou sobre quais os padrões que ainda precisamos discutir para definir e estabelecer o “uso de robôs” nas relações de comunicação e marketing das empresas. Os conflitos e dúvidas são muitos e os limites desta utilização perpassam por questões culturais e éticas.

> O que pensam organizações que nos representam? Com a moderação da Fundacom, entidade que congrega associações de comunicação de diversos países, o debate foi sobre os desafios da representação empresarial e as diretrizes para o futuro da comunicação no cenário atual.

> A digitalização dos líderes: Outro assunto relevante foi como gerenciar a comunicação das lideranças e CEOs com os públicos internos e externos por meio digital: oportunidades, riscos e resultados. Como lidar com a comunicação na modernidade, compreendendo as questões geracionais, mudanças culturais e humanização das relações e os riscos de reputação e de imagem para as companhias.

Um ponto forte do encontro foi a entrega do 2° Prêmios Fundacom 2018, premiação internacional de Comunicação Corporativa, voltada aos países ibero-americanos. Nele tivemos empresas brasileiras finalistas, como a Telefônica Brasil, Fibria e ECAD, sendo a última ganhadora na categoria Multimídia&Digital.

Em última análise, percebemos que os temas de comunicação são comuns, independente dos problemas econômicos, culturais ou sociais dos países representados. Marketing digital, construção de marcas, reputação, fake news, pós-verdade, big data, neurociência, mídias sociais e ética serão parte de nossa agenda nos próximos anos, exigindo pesquisa, inovação e qualificação profissional. O evento tratou de conteúdos e pautas importantes, onde muitas empresas construíram e compartilharam conhecimentos.

Em 2019, o Prêmio Fundacom deve ocorrer na Espanha e esperamos cada vez mais representatividade Brasileira.

*Katia é aluna do curso de MBA em Comunicação Empresarial da Aberje, mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, com formação em História e Educação. Atualmente é CEO da Rede Educare, onde atua há 10 anos com consultoria para empresas e organizações. Tem experiência na área de gestão cultural, mantém pesquisas  sobre o financiamento à cultura, leis de incentivo, marketing cultural e produtos midiáticos.