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 O 1º PORTAL DA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL BRASILEIRA - DESDE 1997
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Livros

 
 

Coleção Comunican-Do - Livros de bolso que falam dos códigos da Comunicação e a maneira mais eficaz de utilizá-los, como funciona a imprensa e a comunicação interpessoal.

Cá entre nós
Olga Curado

Há som, quando uma árvore desaba numa floresta, se não tiver alguém para ouvir? Não, a queda da árvore gera vibrações. O som só ocorre se elas forem percebidas por um ser vivo.
Talvez o que uma pessoa percebe como uma cor e cheiro, não é exatamente igual à cor e cheiro que você percebe, e isso nunca saberemos.

Quando olhamos para um céu estrelado, vemos um antigo mosaico temporal, já que a luz que chega até nós partiu de cada estrela há muito tempo, e em momentos distintos.

O que enxergamos depende de nossas expectativas, daquilo que esperamos encontrar, embrulhadas em emoções de medo, raiva, compaixão...
Pessoas, escolas, livros, palavras escritas ou ditas também mostram o mundo, sob variadíssimas formas que dependem da experiência pessoal, aprendizado, imaginação, memórias e valores. Conhecer o mundo é um exercício de reflexão.

A Comunicação é o processo por meio do qual fazemos as trocas de mensagens - o que nos aproxima e nos distancia do outro. Pela maneira como usamos nossos sentidos, conhecimentos, emoções, experiências e motivação construímos uma ponte ou uma barreira entre nós e os outros.

Cá entre nós é uma tentativa de facilitar a construção de pontes.

Correr para o Abraço
Olga Curado

É possível evitar o conflito? Como resolvê-lo? Afinal, o conflito tem que existir? Qual o papel da comunicação no conflito?
Existe um mundo ideal, o mundo utópico, dos desejos, sonhos. Porque não podemos tocá-lo, medi-lo, não significa que ele não seja real. O nosso desejo o torna possível.

O conflito não existe nesse mundo desejado, mas está na rotina das nossas experiências diárias.

Conflitos podem ser evitados, quando impedir que eles aconteçam é a intenção daqueles que divergem. O confronto é necessário; o conflito não.

Não temos, cada um de nós, onipotência ou sabedoria para conduzir sempre o outro e a nós mesmos a uma opção pacífica. Temos a nós mesmos, como um imenso laboratório para desenvolver a tolerância e as habilidades para praticarmos a sabedoria pela comunicação, que é nossa capacidade maior.

Encontro com a Imprensa
Olga Curado

A imprensa é um canal de comunicação permanente entre a sociedade e as instituições públicas e privadas, e entre cidadãos.
O poder da imprensa faz com que ela seja identificada como responsável por desempenhar papel essencial na construção das democracias.

Para que é notícia, nem sempre é fácil compreender o jornalista.
Todas as práticas têm regras e rituais e o jornalismo não é diferente de nenhuma delas. Possui limites e injunções próprias, de natureza técnica, ideológica e ética.
Durante mais de vinte e cinco anos Olga Curado esteve nas redações de jornais, ouvindo as fontes, selecionando e divulgando notícias.

Do lado de cá, como consultora de Comunicação, olha a imprensa na perspectiva da fonte.

Contato para compra de livros:
Curado & associados Consultores
Telefones: (11) 2167-5811 / 14
curado@curadoeassociados.com.br
Contato com Ana Cláudia ou Patrícia.


JORNALISMO POLÍTICO
Franklin MARTINS
São Paulo: Contexto, 2005
(139 páginas)

O jornalista Franklin Martins, comentarista político da rede Globo, mostra em seu livro o cotidiano da cobertura política e as questões éticas e técnicas que envolvem essa atividade jornalística. Frente ao poder em Brasília, Martins enumera, por exemplo, lealdades fundamentais para a prática excelente do jornalismo, entre elas: lealdade às fontes, aos colegas, à categoria, ao chefe, à empresa, à carreira e a sociedade. No exercício dessas lealdades, mostra aos profissionais e estudantes de comunicação como se desviar das tentativas de sedução e cooptação e de práticas ilegais ou apressadas de captação de informações (fitas, gravações e câmeras ocultas), que minam a ética jornalística.


 

Com-Arte Editora Laboratório
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 Bloco A - Sala 10 05508-900 - São Paulo - SP tel: (11) 3091-4016 www.eca.usp.br/comarte

 

A Com-Arte, editora-laboratório do curso de Editoração da USP, em co-edição com a Gráfica Bartira, apresenta DIAGRAMAÇÃO EFICAZ de Ricardo Amadeo Jr. Um livro de introdução à prática da comunicação visual com dicas importantes sobre a utilização correta de recursos gráficos, em linguagem simples e direta.

título
Diagramação eficaz
páginas
94
autor
Ricardo Amadeo Jr.
isbn
85-7166-053-0
editora
Com-Arte
preço
R$ 20,00

 

Sobre o livro

Assuntos difíceis abordados com linguagem fácil. Essa é a proposta de Diagramação eficaz, livro de Ricardo Amadeo em que a larga experiência na área rende conselhos a um só tempo objetivos na abordagem do assunto mas que ao mesmo tempo descortinam as possibilidades de diagramação.

O leitor navega tranqüilamente pela obra. Sente-se integrado ao sistema de sua ordenação e vai aos poucos descobrindo que sua viagem é segura, para afinal sentir-se confortável ao explorá-las.

A escolha da simplicidade do design gráfico deixa clara a filosofia do autor de editar pelo desenho. Não privilegia o texto nem a imagem. Integra-os na criação de uma semântica visual personalizada e combina os elementos mostrando a necessidade e a importância de uma sintaxe gráfica que leva o leitor a compreender o gênero e a natureza da informação pela estrutura do espaço.

Amadeo prega a sedução consentida pelo produto gráfico, no qual programador, editor de texto e leitor assumem compromisso com as linguagens do produto. Para chegar a isso, o leitor é levado a exercitar valores para coordenar a área gráfica, respeitando os valores dos que serão os receptores de sua mensagem.

O livro mostra ainda que não há tecnologia que substitua o ser humano no constructo da área gráfica já, que por trás de qualquer trabalho não está somente a máquina, mas o designer a comandar suas ações.

Sobre o autor

Ricardo Amadeo jr. é professor do curso de editoração da USP. Atua como profissional na área de arte e diagramação há mais de vinte anos. É também artista plástico.


LIVRO ADVOCACIA PRO BONO EM DEFESA DA MULHER
VÍTIMA DA VIOLÊNCIA

O livro abriga a colaboração das melhores competências e pesquisadores do tema em artigos, intervenções e em um manual de capacitação, além das resoluções tomadas em seminário, é a primeira obra de referência sobre o assunto. Além disso, lança os fundamentos da advocacia pro bono de maneira formal no País.

Como é de seu conhecimento, a advocacia pro bono ao interagir com o sistema judiciário, pode contribuir decisivamente não apenas para a eliminação da violência contra as mulheres, conforme estabelece este convênio, mas também influir futuramente na inclusão na cidadania de todos os segmentos da sociedade hoje à margem dos seus direitos mais elementares.

Editora Unicamp e Imprensa Oficial


JORNALISTA ANALISA A PESQUISA ACADÊMICA SOBRE
A COMUNICAÇÃO ECLESIAL CATÓLICA

Desde quando surgiram os tipos de imprensa, no século XV, e com o posterior desenvolvimento de novas e sofisticadas tecnologias, a Igreja Católica se viu cada vez mais desafiada a preocupar-se com a comunicação. Os estudos sobre ela se intensificariam a partir do decreto Inter mirifica, sobre os meios de comunicação social, gerado pelo Concílio Vaticano II, em 1963.

No caso do Brasil, destaca-se nessa área a UCBC - União Cristã Brasileira de Comunicação Social, com os congressos que promove desde o ano de sua fundação, em 1970. Ou, para citar outro exemplo, o Setor de Comunicação Social da CNBB, com sua Equipe de Reflexão, formada por bispos, padres, religiosos e leigos, constituída em 1989.

Mas, como estariam os estudos sobre a comunicação eclesial nos programas universitários brasileiros de pós-graduação em comunicação social, centros de pesquisa por excelência? Qual seria o volume da produção gerada sobre ela desde quando surgiu o primeiro programa? Onde estaria concentrada a produção? Seria ela obra, principalmente, de padres e ex-padres e religiosos ou ex-religiosos?

Questões como essas levaram o filósofo, jornalista e relações-públicas Waldemar Luiz Kunsch, capixaba de nascimento, radicado em São Paulo, a abordar a temática na dissertação de mestrado que defendeu na Universidade Metodista de São Paulo no ano passado, sob a orientação de José Marques de Melo. Seu trabalho acaba de ser publicado pelas Paulinas, com o título O Verbo se faz palavra: caminhos da comunicação eclesial católica.

Pesquisa acadêmica

Waldemar restringiu sua pesquisa exclusivamente aos catorze programas brasileiros de pós-graduação em Comunicação Social que se achavam oficialmente reconhecidos, até o final de 1000, pela Capes - Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Ministério da Educação. Não entraram, assim, em seu universo trabalhos de áreas como Ciências da Religião, Educação, Sociologia e outras, embora o autor assinale que, fora da área de Comunicação Social, só encontrou mais três dissertações.

A primeira parte de O Verbo se faz palavra traz o levantamento da produção científica sobre a comunicação eclesial católica desde 1972. Nesse ano surgiram os dois primeiros programas de pós-graduação em Comunicação Social: o da ECA-USP - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo; e o da ECO-UFRJ - Escola de Comunicações da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Entre os programas, três são de universidades católicas: PUC/SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1978); Unisinos - Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1994); e PUC/RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1994). Destaque-se ainda o programa de uma quarta instituição confessional, a Umesp - Universidade Metodista de São Paulo (1978).

No período considerado, o autor identificou 6 teses de doutorado e 30 dissertações de mestrado. O primeiro trabalho foi a dissertação O canto e a música litúrgica, de Danilo Vieiro, na ECA-USP, em 1974; o último, outra dissertação, Padre Landell de Moura, pioneiro da radiodifusão, de César Augusto dos Santos, na Umesp, em 2000.

Do total de 36 produtos, 17 foram gerados na Umesp e 14, na ECA-USP, somando as duas juntas 86,11%. O autor crê que se pode ver neste fato a influência exercida pela presença, nessas duas entidades, de membros ligados à ecumênica UCBC, como, entre outros, José Marques de Melo e Ismar de Oliveira Soares. Os outros trabalhos surgiram na UFRJ (3) e na Universidade de Brasília (2).

As universidades católicas não produziram nenhuma dissertação ou tese até o final de 2000, devendo-se levar em conta que, se os programas de pós-graduação da Unisinos e da PUC/RS são recentes, o da PUC/SP já foi aprovado em 1978. O fato chama a atenção, pois sabe-se que as escolas católicas brasileiras se originaram exatamente da preocupação da Igreja com a questão da comunicação, manifestada no decreto Inter mirifica e também na instrução pastoral Communio et progressio (1971).

Das 36 dissertações e teses, sabe-se que, pelo menos, 11 foram publicadas em forma de livro, por editoras comerciais. A última, antes dessa de Waldemar, foi Domingão do cristão: estratégia de comunicação da Igreja Católica (Salesiana, 2001), resultante da dissertação que Arlindo Pereira Dias defendeu na Umesp em 2000, sobre aspectos da trajetória da Igreja Católica na mídia televisiva na década de 1990.

Entre os autores há, reconhecidamente, treze padres ou ex-padres, seis religiosos(as) ou ex-religiosos(as) e um ex-seminarista, mas o laicato, com 44,5% dos trabalhos, tem expressiva participação nas pesquisas. Waldemar destaca a presença de quatro irmãs da Pia Sociedade das Filhas de São Paulo, que gere o Serviço de Pastoral da Comunicação (Sepac), a revista A Família Cristã e a Paulinas Vídeo.

Como se observa no caso das paulinas, as dissertações ou teses, freqüentemente, provêm de membros de comunidades religiosas que têm publicações ou serviços de comunicação. É o caso, por exemplo, da Congregação do Verbo Divino (Verbo Filmes), do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras (revista Mundo e Missão), dos padres combonianos (revista Sem Fronteiras) e da Ordem de Dom Bosco (Editora Salesiana).


Acervo denso e rico

Dos 36 trabalhos, um bom número focaliza de maneira abrangente o processo, a mensagem e as políticas da comunicação eclesial. Mas predominam os estudos pontuais, sobressaindo os que abordam os meios (jornal, rádio, revista, vídeo, folhetos etc.), aos quais foram dedicadas 22 dissertações. Certos temas, retratando as tendências dos estudos eclesiais da comunicação em momentos determinados da história, se fazem presentes de forma incisiva e até recorrente. É o caso, por exemplo, das Comunidades Eclesiais de Base, da Campanha da Fraternidade, da comunicação popular e participativa, do discurso eclesial e da mediação sócio-cultural.

A segunda parte de O Verbo se faz palavra é a de maior interesse. Nela o autor faz uma revisão das seis teses de doutorado, produzidas por nomes de peso como Ismar Soares, Pedro Gilberto Gomes, Anamaria Fadul, Attilio Hartmann, Nivaldo Pessinatti e Maria Salett Tauk Santos, a maioria deles intimamente ligada à UCBC. A riqueza desses trabalhos permitiu a Waldemar resgatar, entre outros aspectos, a comunicação como natureza e missão da Igreja, o discurso da comunicação eclesial católica, a Igreja e os meios de comunicação social e as relações entre comunicação eclesial e cultura.

Aqui, como escreve José Marques de Melo no prefácio, “o autor refaz o percurso histórico da comunicação eclesial, partindo da Igreja construída pelos Apóstolos e palmilhando todos os seus caminhos, antigos e modernos, para chegar ao período contemporâneo. A fase pós-gutenberguiana constitui o calcanhar-de-aquiles da instituição romanizada, cujas políticas oscilam entre o endeusamento e a demonização da mídia. O cerne da análise concentra-se, porém, na conjuntura mais conhecida como Igreja pós-conciliar, quando as estratégias de comunicação deixam de ser monasteriais ou paroquiais para contemplar os desafios da aldeia global”.

Segundo Melo, o foco investigativo do trabalho “privilegia as singularidades brasileiras, percebidas e diagnosticadas por um segmento da comunidade universitária que transita habilmente entre os laboratórios de pesquisa e os templos religiosos. Coube ao autor o papel de intérprete e crítico desse conhecimento cifrado academicamente, explicando-o de forma clara e convincente aos leitores potenciais, num trabalho de mediação pedagógica e divulgação científica. Sua façanha meritória é sem dúvida a de haver descomplicado as hipóteses, teses e sínteses construídas pelos comunicólogos, tornando-as palpáveis, inteligíveis e aplicáveis”.


Comunicação e teologia

Licenciado em Filosofia (1973) e bacharel em Jornalismo (1979) e Relações Públicas (1986), Waldemar trabalhou de 1970 a 1995 nas áreas de comunicação mercadológica e institucional de uma grande multinacional. Retornando à vida acadêmica em 1996, co-organizou as obras De Belém a Bagé: imagens midiáticas do Natal brasileiro (Umesp, 1998); Estado, mercado e interesse público: a comunicação e os discursos institucionais (Labjor-Unicamp/Banco do Brasil, 1999); Matrizes das idéias comunicacionais latino-americanas: marxismo e cristianismo (Umesp, 2002, no prelo).

Professor da Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas da Umesp e do curso de Comunicação Social das Faculdades Integradas de São Paulo (Fisp), é, desde 1999, editor-adjunto da revista Comunicação & Sociedade (Pós-Graduação em Comunicação Social da Umesp) e, desde 2001, editor-associado da revista digital PCLA - Pensamento Comunicacional Latino-Americano (Cátedra Unesco-Umesp de Comunicação e Alaic - Asociación Latino-americana de Investigadores de la Comunicación). Editou os textos de treze livros e coletâneas da área de Ciências da Comunicação.

Em sua obra, o autor valeu-se da experiência assimilada em duas instituições a que esteve vinculado antes da trajetória acadêmica de hoje. Assim, resgatou o conhecimento eclesial apreendido durante a juventude, como estudante de Filosofia e Teologia da Congregação do Verbo Divino. Da mesma forma, aplicou a experiência da sua atuação profissional como jornalista e relações-públicas. O resultado, segundo Marques de Melo, foi um trabalho que “reúne o manejo da escrita correta, elegante, saborosa, ao domínio das demandas cognitivas do público-alvo, aqui interpretadas magnificamente”.

Salientando que o mérito principal do trabalho está na capacidade argumentativa do autor, Melo aponta como seus principais destinatários não apenas os agentes pastorais e os profissionais da comunicação, mas também os acadêmicos, docentes e estudantes das escolas de Comunicação, “que podem aprender as lições esboçadas pelo autor ao desvendar o emaranhado teórico-metodológico das fontes da sua pesquisa, simplificando estruturas que a linguagem universitária complica desnecessariamente”.


Caminho aberto

Para Waldemar, a produção de 36 dissertações e teses ao longo de pouco mais de 25 anos, não é propriamente um resultado satisfatório para os programas de pós-graduação em Comunicação Social. A pesquisa acadêmica da comunicação continua bastante ausente das preocupações da Igreja Católica, numa época em que se consolida cada vez mais o campo das Ciências da Comunicação. Trata-se de uma conclusão à qual já havia chegado também Nivaldo Pessinatti, reitor do Centro Universitário Salesiano de São Paulo, em sua tese Políticas de comunicação da Igreja Católica no Brasil, defendida na Umesp em 1997 e publicada em 1998 (Unisal/Vozes).

O caminho permanece, pois, aberto, afirma o autor. Para ele, podem ser retomados temas abordados pelas 30 dissertações e 6 teses, que refletem uma situação da época em que foram escritas, entre 1974 e 2000. E novos tópicos podem ser desenvolvidos, dentro de uma temática que encerra uma grande e rica variedade de aspectos, acelerando o percurso do conhecimento sistemático sobre os fenômenos comunicacionais da Igreja. “O caminho continua aberto não apenas para as produtivas Umesp e ECA-USP, mas, principalmente, para os programas de pós-graduação em Comunicação das instituições católicas de ensino superior”, acentua Waldemar.


CONCEITOS E PRÁTICAS, ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DA EMPRESA SOCIALMENTE RESPONSÁVEL

O livro traz textos dos finalistas do Prêmio Ethos-Valor, entregue em abril de 2001, e revela o interesse dos profissionais de comunicação em formação e seus professores orientadores sobre o tema responsabilidade social empresarial. Ao todo foram 105 trabalhos inscritos, provenientes de 156 candidatos de todo o país, envolvendo 57 instituições de ensino. Três trabalhos foram selecionados por uma banca de 56 julgadores voluntários, representantes de empresas, entidades sociais e governo. Com abordagem focada em Responsabilidade social: conceitos e práticas, Responsabilidade social: comunicação e marketing, Responsabilidade social: meio ambiente e desenvolvimento sustentável, o livro conta ainda com textos de Patrícia Almeida Ashley, doutora em responsabilidade social pela PUC-Rio, Paulo Nassar, mestre em comunicação pela Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP) e diretor-executivo da ABERJE, e João Paulo Capobianco, coordenador e secretário-executivo do Instituto Sócio-Ambiental.

Responsabilidade Social das Empresas - A contribuição das universidades

Editora Fundação Peirópolis
Rua Girassol, 128 - Vila Madalena
05433-000 - São Paulo - SP
(5511) 3816-0699 e fax (5511) 3816-6718
E-mail: editora@editorapeiropolis.com.br
www.editorapeiropolis.com.br


TRATADO DE COMUNICAÇÃO, DE GAUDÊNCIO TORQUATO

Este livro reúne conceitos, técnicas, casos, projetos,orientação e consultoria em todos os campos da comunicação em organizações privadas e públicas, do marketing político e do marketing social, além da indispensável base teórica, fundamental para a aprendizagem das áreas clássicas da comunicação.

Para mais informação, entre em contato.

Tatiana - Villa-Lobos
Livraria Cultura Editora Ltda.
Av. das Nações Unidas, 4777
Shopping Villa-Lobos - Loja 245
05477-000 - São Paulo - SP
(011) 3024-3599 Fax 3024-3570
www.livrariacultura.com.br
livros@livrariacultura.com.br


...COMO FAZER RELATOS CONFIÁVEIS SEM SE ENVOLVER NOS CONFLITOS?...

O livro Linguagem dos Conflitos, do jornalista e professor Manuel Carlos Chaparro (ECA-USP), foi lançado em Lisboa em novembro de 2001 durante evento da APCE - Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa - e faz parte da Coleção Comunicação da Edições Minerva Coimbra. Aqui no Brasil, o livro teve o pré-lançamento durante o Fórum ABERJE / Instituto Roberto Simonsen, dia 10 de abril de 2002, quando os associados da ABERJE / IRS foram presenteados em primeira mão com a publicação portuguesa. Manuel Carlos Chaparro é o autor de expressão portuguesa que melhor cultiva os estudos de jornalismo comparado entre as práticas mediáticas em Portugal e no Brasil. Escrito num estilo coloquial, situado entre a crônica e o ensaio, Linguagem dos Conflitos resulta, precisamente, de “cinco anos de observação comparada, regular e metódica dos jornais portugueses e brasileiros”. Linguagem dos Conflitos será debatido no Brasil com o professor Manuel Carlos Chaparro, durante eventos regionais promovidos pela ABERJE.

Edições MinervaCoimbra - Rua dos Gatos, 10 - 3001 - 501 Coimbra
Tel.: 239 826 259 / 239 701 117 - Fax 239 717 267

(livrariaminerva@mail.telepac.pt)


A COMUNICAÇÃO DA PEQUENA EMPRESA

Uma obra de motivação e sensibilização de pequenos negócios sobre a importância do “Comunicar-se” para o sucesso de qualquer negócio. Baseado em experiências de líderes empresariais brasileiros, como Estefânio Costa, responsável pela máquina de fazer hóstias, e o Táxi Cão de Rosana Bittencourt, o livro apresenta exemplos que mostram como a comunicação empresarial foi e é importante para muita gente que partiu de uma base modesta e hoje tem seu nome entre os mais quentes do mercado.


A Comunicação da Pequena Empresa
Nelson Gomes Paulo Nassar Editora Globo
Avenida Jaguaré, 1485, São Paulo - SP
CEP 05346-902
Telefone: (11) 3767-7000
E-mail: atendimento@edglobo.com.br


MARKETING E DIVULGAÇÃO DA PEQUENA EMPRESA
COMO O PEQUENO E O MICROEMPRESÁRIO PODEM CHEGAR Á MÍDIA

Das empresas comerciais em atividade no Brasil, as pequenas e as microempresas constituem grande maioria, não apenas pela quantidade de estabelecimentos abertos, mas também pelo número de trabalhadores que empregam: mais de 40 milhões, a receberem 42% do total de salários pagos no país. Elas respondem por 30% do produto interno bruto e têm muito poder de distribuição de renda, na medida em que incluem no processo de produção os menos favorecidos e lhes dão novas oportunidades.

A chave do negócio para o empresário de maior porte é a comunicação. Também para o pequeno e microempresário, a chave é comunicar. Eles não dispõem da facilidade de “caixa” que lhes permita recorrer à publicidade e à propaganda de alto custo, mas têm muitas possibilidades de transmitir sua mensagem ao mercado com eficiência e profissionalismo. Marketing e Divulgação da Pequena Empresa mostra como se faz isso, com objetividade, clareza e atenção para os cases do tema, as histórias e os planos que ilustram trabalhos vencedores.

Marketing e Divulgação da Pequena Empresa
Rivaldo Chinem
Editora Senac
Rua Rui Barbosa, 377 - 1º andar - Bela Vista - CEP 01326-010
São Paulo - SP
Telefone (11) 3284-4322 - Fax (11) 289-9634
E-mail: eds@sp.senac.br
Home page: www.sp.senac.br


12 ANOS DE REFLEXÃO SOBRE ÉTICA

Uma coletânea dos principais artigos publicados nas últimas três décadas pelo consultor Mario Ernesto Humberg em vários veículos brasileiros forma o volume Ética na Política e na Empresa.

O livro inaugura a Coleção ABERJE, apoiada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE). Seus textos abordam o vasto cenário em que se debatem as questões éticas em nosso País, principalmente as que permeiam as relações políticas e empresariais.

No prefácio, o empresário José Mindlin observa que o autor analisa os fatores que levam aos mais correntes exemplos de falta de ética de forma objetiva, sem qualquer tipo de sensacionalismo e com interessantes revelações sobre o que vem sendo feito para combater esse pernicioso fenômeno.

O jornalista Paulo Nassar, que escreve a orelha do livro, destaca a capacidade do autor de enxergar à frente de seu tempo e o compara ao Galo da Madrugada, do poema de João Cabral de Melo Neto, concluindo: “Mario Ernesto Humberg teima em repetir, crônica a crônica, o mantra que é possível melhorar o mundo”. E Jorge Cunha Lima acrescenta que “Mario Ernesto Humberg nos dá uma esperança alentadora, pois foi um dos pioneiros, ao levantar a lebre”.

Mario Ernesto Humberg é consultor, jornalista e empresário do setor de comunicação e relações públicas, presidindo a CL-A Comunicações desde 1981, e atuando como consultor e estrategista de negócios de corporações e de entidades nacionais e multinacionais. É autor e co-autor de vários estudos sobre oportunidades de negócios no Brasil e países do Cone Sul, além de centenas de artigos sobre ética, política e comunicação. Escreveu o capítulo sobre ética do livro Obtendo Resultados com Relações Públicas e o capítulo inicial do livro Ética no Mundo da Empresa, ambos da editora Pioneira.

Foi presidente da ABERP - Associação Brasileira de Empresas de Relações Públicas, é coordenador do PNBE - Pensamento Nacional das Bases Empresariais, conselheiro da ADVB - Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil e diretor da ADEBIM - Associação de Empresas Brasileiras para Integração de Mercados.

Ficha Técnica
Humberg, Mario Ernesto
Ética na Política e na Empresa - 12 Anos de Reflexões
2002 - 1ª edição
122 páginas
R$ 25,00
Editora CLA Cultural Ltda
Rua Coronel Jaime Americano 30 - salas 11/12/13
Tel.: (11) 3766-9015
e-mail: editoracla@editoracla.com.br



O QUE É COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

As empresas brasileiras estão sendo submetidas a desafios inéditos que colocam em xeque seus processos de trabalho e suas estruturas.

Este livro mostra como o diálogo correto e permanente com os diferentes públicos (consumidor, comunidade, trabalhadores, sindicatos, governo etc.) tornou-se, para as empresas, tão importante quanto um novo produto, uma nova fábrica ou a conquista de novos mercados.


Editora Brasiliense
Fone: (11) 6941-7186
www.editorabrasiliense.com.br


QUEM TEM MEDO DE SER NOTÍCIA ?

Marilene Lopes, Gerente de Comunicação Corporativa e Relações com a Imprensa, lança livro contando como a Xerox do Brasil virou "Benchmarking" em Comunicação Empresarial e como chegar o mais perto do ideal na relação Imprensa X Empresa

Lançado pela Editora Makron Books, "Quem tem medo de ser notícia?", de Marilene Lopes, o livro, que conta o case de comunicação da Xerox, aborda a parceria, às vezes difícil, da imprensa em relação à empresa, resumindo experiências bem sucedidas da autora no que se refere a aplicação dos princípios e ferramentas da Qualidade Total no estabelecimento de uma relação entre o mundo empresarial e a Mídia.

Vencedora de 3 prêmios Aberje de melhor Assessoria de Imprensa do país, a política "De portas abertas" com a Imprensa, da Xerox do Brasil, foi implantada por Marilene Lopes, que lançou o conceito de que jornalistas merecem tratamento de "clientes" dentro de uma empresa, que, por sua vez, precisam de um agente "facilitador" para atendê-la: a Assessoria de Imprensa.

Como dito por Carlos Salles, presidente da Xerox do Brasil, no prefácio desse livro, Marilene foi figura-chave nessa relação criada da Xerox com a Imprensa, "Marilene ousou e propôs e extinção da figura do porta-voz, partindo da premissa que quanto mais gente falasse, mais conheceria sobre a empresa e seu negócio", conta Salles. O meio de preparação foi o "Media Traning" e uma apostila, com o mesmo nome do livro, que serviria como um material de referência.

Essa apostila tornou-se um best seller na Xerox do Brasil e, depois, na Xerox Corporation, onde foi adaptada e traduzida para a Inglês. O manual foi a matriz do projeto, inspirando "Quem tem medo de ser notícia?", que tem tudo para servir como referência a estudantes de comunicação, jornalistas, empresários, políticos, artistas e, principalmente, pessoas públicas em evidência. Um livro didático e ao mesmo tempo dinâmico, que serve como peça de cabeceira; escrito por alguém que viveu as batalhas da trincheira e ensina o caminho das pedras para quem quiser chegar lá.
  

A autora

Marilene Lopes, formada em jornalismo pela PUC-RJ e pós-graduada pelo MBA Executivo da AMANA-SP, ingressou na Xerox do Brasil em 1974, onde desempenhou várias funções nas áreas de propaganda, promoções, assessoria de imprensa e relações públicas.

Responsável pela idealização e implantação da estratégia de comunicação e de relações públicas em 1991, que mudou a postura da Xerox do Brasil de empresa "low profile" para a de "portas abertas", teve seu trabalho transformado em benchmarking pela própria Xerox Corporation.

Hoje, membro do conselho da ACELP – Associação de Comunicação Empresarial de Língua Portuguesa, teve seu trabalho reconhecido em 1997 quando a Xerox do Brasil recebeu o título de "Empresa de Comunicação do Ano", conferido pela Aberje, Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. Foi também premiada por três anos consecutivos na categoria Assessoria de Imprensa, com os cases "Sem Medo de Ser Notícia" (Aberje Brasil’95), "De Portas Abertas para o Brasil e o Mundo" (Aberje Brasil’96) e "Clientar, o Nosso Melhor Negócio" (Aberje Brasil’97).


VOCÊ TÊM MEDO DO QUÊ?

São trinta crônicas que vão, junto com você, mapear os paradoxos do nosso tempo e pincelar de otimismo a sua visão de mundo. Algumas vezes com exemplos emprestados da vida das empresas e outras, das imagens do cotidiano de todos nós. Mexer no entorno, com sua capacidade de liderança, mudar seus hábitos levemente e provocar transformações. Você tem medo do quê? é como um envelopinho com 30 sementes que esperam brotar em solo fértil, como seu coração. Leia e deixe a semente germinar. Compre e dê de presente para quem você gosta.
 

Ficha técnica:
Você tem medo do quê?
Crônicas do seu tempo
Luiz Márcio Ribeiro Caldas Junior
Editora Fundação Peirópolis
136 páginas
R$ 15,00

Você encontra à venda o Você tem medo do quê? nas melhores livrarias, diretamente na Editora, (11) 816-0699, ou pelo site: http://www.servicebooks.com.br.


LIVRO "ITAIPU, A LUZ"  - 25 anos em texto e fotos

Em comemoração aos seus 25 anos de criação, a Itaipu Binacional lançou, em maio, o livro "Itaipu, a luz". Escrito pelo jornalista Nilson Monteiro, o livro conta toda a história da maior hidrelétrica em operação
no mundo, construída em consórcio pelos governos do Brasil e do Paraguai. A Itaipu Binacional é uma entidade constituída em 17 de maio de 1974 para gerenciar as obras e, posteriormente, a produção e venda da energia gerada pela Usina de Itaipu.

No livro, editado em três idiomas (português, espanhol e inglês) e com 130 páginas, ilustradas com cerca de 100 fotos, Nilson Monteiro conta a
história da hidrelétrica desde as intensas negociações, ainda na década de 60, entre os governos do Brasil, Paraguai e Argentina para a implantação de uma hidrelétrica no Rio Paraná, que marca a fronteira entre os três países, e depois discorre sobre a verdadeira aventura humana que foi a construção da usina e todos os reflexos de sua instalação para Foz do Iguaçu e região.
    

Cérebros e mãos

A elaboração do livro foi um trabalho de fôlego, iniciado em 1997, que exigiu meses de pesquisa bibliográfica e de campo, além de muitas entrevistas com pessoas que participaram da obra e com técnicos da hidrelétrica. A pesquisa de campo foi feita pelo jornalista Joel Sampaio, que na época trabalhava na Itaipu, e a coordenação editorial é do jornalista Helio Teixeira, chefe da Assessoria de Comunicação Social. Para Nilson Monteiro, "a grandiosidade de Itaipu não está exatamente em suas dimensões físicas, mas no fato de que a grandiosa obra foi feita por pessoas, gente que emprestou seus cérebros e mãos para a construção da usina monumental". E é com histórias dos quase cem mil homens que passaram por Itaipu ao longo desses 25 anos que o autor tempera sua narrativa.
    

Carreta gigante

Monteiro vai além dos aspectos político-diplomáticos da decisão de se construir a usina pelo Brasil e pelo Paraguai. Ele mostra a revolução que a obra significou para Foz, uma cidade que tinha cerca de 20 mil habitantes e transformou-se no quinto maior aglomerado urbano do Paraná, com cerca de 230 mil moradores. E destaca os grandiosos números da usina, a quantidade espetacular de concreto, ferro e aço empregados na obra, suficientes para se construir 210 estádios do tamanho do Maracanã, ou 380 torres iguais à Eiffel, de Paris.

O autor cita momentos de grande emoção entre os trabalhadores, como a chegada da roda da turbina ao canteiro de obras, em 1982. Era uma peça única de 300 toneladas que, por suas dimensões, teve de ser transportada de São Paulo a Foz em uma carreta com dois cavalos mecânicos, com 16 eixos cada, e 256 pneus. Seu transporte, assim como o de outros equipamentos, exigiu reforço em estradas, pontes e obras de arte para suportar o peso. Na viagem da primeira carreta a distância entre São Paulo e Foz foi vencida em nada menos que 90 dias.
   

Sem Itaipu, escuridão

Nilson Monteiro é editor executivo da Gazeta Mercantil Paraná, em Curitiba. Jornalista experiente, com 28 anos de carreira e com passagens
por alguns dos mais conceituados veículos do país entre eles, O Estado de S. Paulo, Folha do Paraná e IstoÉ, além de emissoras de rádio e de
televisão, ele admite que foi a partir da elaboração do livro "Itaipu, a luz" que se convenceu de que a usina é necessária. A opinião que tinha sobre Itaipu na época da construção, assim como a maior parte das pessoas com uma postura mais crítica ao regime militar, deu lugar agora a outra certeza: "Sem Itaipu, já estaríamos há muito tempo às escuras". O jornalista já publicou 12 livros, a maioria coletâneas de poesias em que seus versos aparecem ao lado dos de Paulo Leminski e outros autores brasileiros respeitados no meio literário. Também publicou "Novos rumos do Paraná", uma grande reportagem sobre a ferrovia no mundo, no Brasil e no Paraná.


OURO PRETO GANHA O ÚNICO MUSEU DE ORATÓRIOS DO MUNDO

Na última sexta-feira de outubro, dia 30, a cidade de Ouro Preto ganhou um museu inédito no mundo: o Museu do Oratório. A criação deste espaço é um antigo sonho da empresária Angela Gutierrez, ex-secretária de Cultura de Minas, que desde a adolescência vem colecionando um rico e único acervo de oratórios brasileiros. As peças - 162 oratórios e mais de 300 imagens, dentre elas um Aleijadinho - foram oficialmente doadas ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. "Doar as peças para esta cidade que, mais que todas, sabe receber de braços abertos tudo aquilo que nos sirva de referência do passado, é motivo de muita satisfação", exulta Angela.

Esses oratórios podem ser caracterizados pela época (do século XVII ao século XX), pela tipologia (oratórios itinerantes ou nômades, domésticos e eruditos) e até mesmo pelo tamanho, variando de três centímetros a 3,20 metros. As peças do acervo são genuinamente brasileiras, principalmente mineiras. Entre os diversos tipos de oratórios pode-se destacar os de bala, assim denominados pelo formato ovalado, semelhante às balas de cartucheira; os de esmoler, que eram pendurados no pescoço ou no lombo de burro e acompanhavam os esmoleiros, pedintes de confrarias ou irmandades, em geral sob a invocação de Nossa Senhora das Mercês; ou ainda os famosos lapinhas, oratórios tipicamente mineiros, próprios da região de Santa Luzia, também denominados "maquinetas".

Museu moderno

O Museu do Oratório está sendo administrado pelo recém-criado Instituto Cultural Flávio Gutierrez - uma homenagem ao pai da colecionadora. Um casarão do século XVIII, pertencente à Ordem Terceira do Carmo, onde morou Aleijadinho durante o período em que trabalhou na Igreja do Carmo, abriga o novo museu. O imóvel foi cedido pela Ordem através de um contrato de empréstimo, por intercessão do padre José Feliciano Simões, pároco do Pilar.

Depois de percorrer um longo processo de aprovação da restauração pelo IPHAN, o casarão foi totalmente preparado para adequar-se a sua nova função. Preservando o projeto arquitetônico original, o trabalho de restauração da Casa Capitular da Ordem Terceira do Carmo incluiu equipamentos anti-incêndio e alarmes contra roubo, além de dotar todas as vitrines com iluminação de fibra ótica, igual à instalada na área moderna do Museu do Louvre, em Paris.

Para a criação do Museu do Oratório, Angela Gutierrez contou com a assessoria do museólogo francês Pierre Catel e da antropóloga brasileira Gisele Catel que, juntos, fizeram o projeto museográfico e museológico; pela historiadora e pesquisadora Cristina Ávila, que há três anos vem estudando e catalogando cada uma das peças do acervo; e por Adriano Ramos, do Grupo Oficina de Restauro que, junto com a própria Angela Gutierrez, restaurou todos os oratórios da coleção.
 

Coleção por acaso

A obsessão de Angela Gutierrez pelo trabalho de restauração começou ainda na adolescência, certamente influenciada pela coleção dos mais variados objetos antigos de seu pai, Flávio, um dos fundadores da Construtora Andrade Gutierrez. Certa vez ele deu à filha, então com 14 anos, um oratório, feito em tronco de goiabeira, com a recomendação de que cuidasse daquela peça, rara e antiga. Foi seu primeiro oratório. "É uma peça especial, com uma imagem de Sant'Anna, e sempre ficou ao lado de minha cama", emociona-se Angela.

O trabalho de restauração continuou e, vez por outra, um oratório vinha juntar-se às peças antigas de seu pai. "Quando me dei conta, já tinha 47 oratórios restaurados. Foi então que resolvi fazer a primeira exposição, numa casa antiga de Sete Lagoas", recorda-se. A partir daí, a coleção só cresceu. "O acervo de hoje é uma conseqüência da paixão que sempre tive pela restauração", explica a empresária, que tem uma queda especial pelos oratórios afro-brasileiros. "São os mais interessantes, os que instigam os europeus pois, apesar de feitos à imagem e semelhança dos oratórios portugueses, são mais toscos e têm sempre uma pintura, um desenho, uma talha com a marca da cultura dos negros africanos", conta.

 
Roda mundo

A coleção de oratórios de Angela Gutierrez já saiu cinco vezes do Brasil. Foi exposta pela primeira vez fora do país em 1994, quando representou o Brasil em uma exposição em Portugal; depois esteve na sede da Unesco, em Paris; no Museu de Arte Sacra, em Santiago do Chile; na Venezuela, a pedido do Ministério das Relações Exteriores e, neste ano, na França, onde ocupou durante 17 dias um nobre espaço no Museu do Louvre, merecendo uma destacada saudação de primeira página no jornal francês Le Figaro: "É uma maravilhosa coleção de oratórios brasileiros".

Para que os oratórios brasileiros continuem a ser expostos e vistos em outros países, uma parte da coleção de 162 peças doadas - cerca de 50 - será reservada para montagem de um acervo itinerante, que deve iniciar no próximo ano, pelo Japão, uma tournée internacional.


RUY ALTENFELDER COMANDA DIÁLOGO NACIONAL

O jornalista e presidente da ABERJE, Ruy Altenfelder, está comandando o programa de entrevistas Diálogo Nacional, veiculado pela TV Comunitária, canal 14, em operação dentro dos sistemas de televisão a cabo – Net, Multicanal e TV A – disponíveis nas cidades de São Paulo e Brasília. Diálogo Nacional, que está sendo retomado por Ruy Altenfelder, foi comandado durante anos pelo jornalista Brota Júnior. Os dois primeiros programas tiveram como entrevistados o empresário Horácio Lafer Piva e o presidente do PFL, Jorge Bornhauser. O terceiro programa, a ser veiculado na primeira semana de julho, traz como entrevistado o vice-governador de São Paulo, José Geraldo Alckmin. Diálogo Nacional tem os seguintes horários: São Paulo, quinta-feira, às 23 horas, canal 14; Brasília, terça-feira, às 22 horas, canal 11.
    


ALEX PERISCINOTO É O DEPOIMENTO MAIS VISITADO
NO SITE DO MUSEU DA PESSOA

O site do Museu da Pessoa abriga atualmente cerca de 200 biografias de anônimos e famosos, ajudando a contar, na primeira pessoa, um pouco da historia do século XX. Com uma audiência média de 5.000 usuários/mês, o site do Museu da Pessoa tem como a biografia mais visitada nos últimos 3 meses a do publicitário Alex Periscinoto. Em longa entrevista exclusiva, Alex revela um pouco da sua origem, da infância passada em Mocóca-SP, dos inúmeros empregos (entregador de leite e de marmitas, enlatador de biscoitos, ajudante de tecelão, desenhista de cartazes) e de sua vida como publicitário de sucesso, alternando agudas análises do mundo da publicidade com histórias de muita ação e humor. Você pode acessar a entrevista de Alex Periscinoto a partir deste web-site. Basta clicar aqui: http://www.museumpessoa.com.
    


DIRETOR DA ANDRADE GUTIERREZ LANÇA LIVRO DE CONTOS

Nos primeiros dias de junho, em Belo Horizonte, o diretor de Comunicação da Andrade Gutierrez, José Eduardo Gonçalves (jeduardo@agnet.com.br), lançou o livro de contos Cartas do Paraíso. Leia o texto do escritor Roberto Drummond, autor de Hilda Furacão, sobre Cartas do Paraíso.
   

Aleluia Nasce um Escritor

Que, daqui para a frente, proíbam a José Eduardo Gonçalves os cursos de inglês em San Francisco.
Proíbam os desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro.
Proíbam festas e mares, bares e praias, papos varando a madrugada, fins de semana na roça, com pássaros cantando e bois berrando no pasto.
Proíbam grandes responsabilidades empresariais.
Proíbam congressos, eventos, badalos.
Proíbam os amigos de telefonar.
Proíbam as tentações.
Proíbam até mesmo (quanto me custa dizer) amores.
Que digam à moça amada, amiga de cravos de Lisboa e querubins: de agora em diante, José Eduardo Gonçalves viverá para se queimar e molhar no fogo e na chuva, em desvairada orgia, em função de seu amor maior, sua vocação, aquela que há de ser a amante exclusiva maior - a literatura.
A quem estranhar o presente decreto, esclareço: acabo de ler "Cartas do Paraíso", de José Eduardo Gonçalves, e enquanto ia lendo, com o prazer de ler de que falava Mestre Roland Barthes, enquanto ia fruindo cada uma das histórias, fui ganhando uma certeza: aí está, com tudo que é festa e promessas, um escritor, que, para se realizar por inteiro, se soltar por inteiro, tem que se dedicar, mais e mais (e acima de todos os amores) a seu ofício de escrever, com uma paixão de amante, a fé de um ourives e a devoção de um monge.
Para o bem da literatura (e do grande talento de José Eduardo Gonçalves), revogam-se as disposições em contrário.
Cumpra-se.
Ps - Quem duvidar de meu entusiasmo que leia "Cartas do Paraíso", livro que mostra o talento de um escritor clandestino, até aqui, pelo menos para meu juízo.

Roberto Drummond

 
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