Carlos Parente*
Entrar para esse grande organismo que se chama venda direta foi como desbravar um novo mundo. Um estrangeiro que chega em uma verdadeira nação com milhões e milhões de habitantes, os quais em sua grande maioria pensam, trabalham, amam, vivem a vida da forma como somente as mulheres poderiam fazê-lo. Com a entrega que só pode quem a natureza preparou para ser mãe. Uma nação que permeia países em todo o mundo, há gerações, ultrapassando fronteiras do espaço, do tempo e do imaginário. E meus desafios se acumulando: propor novas possibilidades de comunicação...que pretensão a minha.
Como todo emigrante, procurei imediatamente localizar-me no compasso histórico de meu novo território: a Avon - pioneira desse mercado. Fui buscar algumas respostas.
Olhei com curiosidade para o passado desta organização, e percebi que essa estrutura construiu uma nova forma de pensar e fazer o trabalho. Uma forma que reconhece e legítima a importância imprescindível do outro, das suas aspirações, dos seus afetos. Uma forma que aproxima o trabalho de valores universais como a auto-estima e o auto-respeito. Dar a outros a oportunidade de ganhar proporcionando-lhes felicidade, bem estar e tranqüilidade, escreveu seu fundador McConnell. A ética da subjetividade. A política da vida, da força da vida. Ingredientes até então desconhecidos. Naquele tempo pós-revolução industrial, em que os trabalhadores eram tratados ainda como peças mecânicas de uma engrenagem industrial, essa companhia surgia como uma cadeia de vida, humanizando os paradigmas vigentes.
Voltei minha atenção então para o presente. Vi um ciclo econômico que é o resultado de um sistema complexo de fenômenos.
A cada campanha de vendas, um desencadear gigantesco de forças humanas, de paixões, que resulta em volumes de operações de sete, oito dígitos. Um milhão de estratégias convergentes, por campanha, no Brasil. Uma rede perfeita e espontânea de conciliação de interesses privados, capaz de sustentar uma marca de sucesso, mas também capaz de sustentar uma das maiores operações de distribuição de renda da América do Sul, e assim, também capaz de conciliar o interesse público.
Talvez nenhuma outra empresa de venda direta em todo o mundo se equipare à Avon. E tampouco nenhum projeto social. Com esta percepção, deixei-me perder de vista, contemplando o futuro à frente dessa empresa que leva vida e beleza aos lugares mais inimagináveis. Foi quando entendi (finalmente) o olhar visionário de McConnell. Simplesmente porque descobri que pensar no futuro que a Avon está construindo significa entender, profundamente, a mulher. Aprender com ela. Pois é a lógica feminina que executa as estratégias na empresa. Que dá o pulso econômico e o sentido social. Mulheres que se comunicam, que vendem, que compram. Tudo com uma intensidade emocional impossível de sistematizar em mecanismos ditos masculinos.
Existem poucas empresas que majoritariamente chegam nos rincões mais distantes do Brasil: a Avon é uma destas desbravadoras. Onde você for neste país elas estarão lá. As revendedoras entram nas casas dos brasileiros quase todos os meses, abraçam, beijam, dão conselhos, perguntam pelos filhos e algumas vezes se surpreendem de como eles cresceram tão rápido. Para milhões de famílias brasileiras são o ombro amigo para compartilhar risos e lágrimas.
Assim como as mulheres há décadas ajudam a ensinar nosso País a trabalhar e a viver em paz e com dignidade, me permitiram aprender que o afeto é uma fronteira ética e eficiente para a comunicação. Nosso desafio é ampliar os seus limites, cada vez mais.
*Carlos Parente
Diretor de Comunicação da Avon Brasil
Carlos.parente@avon.com
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