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LiderCom online: Líderes da comunicação debatem decreto da quarentena do estado de São Paulo

Redação Portal Aberje

Encontro contou com representante do Governo do Estado de SP e diretores de empresas associadas 

Por Aurora Ayres

Videoconferência do LiderCom

A Aberje promoveu hoje uma reunião online do LiderCom, grupo de liderança da comunicação empresarial brasileira, a fim de sanar eventuais dúvidas de seus associados sobre o Decreto de Quarentena 64.881/20, divulgado ontem (22) pelo Governo do Estado de São Paulo com o intuito de frear a pandemia do coronavírus. Eduardo Pugnali, secretário-executivo da Secretaria Especial de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo, foi o convidado especial para participar do encontro online, que contou com a participação de 40 líderes da comunicação empresarial e foi mediado por Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje e professor titular da ECA-USP.

Editado no último domingo (22) pelo Governador João Dória, o documento decreta quarentena no Estado de São Paulo, que consiste na restrição de atividades de maneira a evitar a possível contaminação ou propagação do coronavírus. A medida vigorará de 24 de março a 7 de abril de 2020.

Segundo Pugnali, ainda há muito o que ajustar, afinal a rede conta com lideranças de 645 municípios. “São muitas questões e dúvidas sobre o decreto, além de peças de comunicação. Sabemos da necessidade de alinharmos todas as ações com os governos estaduais, além da importante troca de experiência. Outros decretos surgirão”, salienta. “Cada decreto é como uma camada de proteção”, complementa. 

Na visão do secretário, o desafio agora é o de alinhar os discursos em níveis municipais, estaduais e federal. Entre os questionamentos durante o encontro, os comunicadores indagaram a respeito da unificação dos processos de comunicação nessas esferas. “É difícil desassociar à questão política, ou seja, as redes públicas e privadas são as mais impactadas, já que estados e municípios recebem as primeiras demandas. O Governo estadual avança e a presidência retrocede em alguns pontos, mas há um esforço de ordem federativa para que haja harmonia”, comenta o secretário.

Perguntado quanto a visão do governo estadual em relação à continuidade das atividades nas agências bancárias, Pugnali reconhece a importância do papel social do setor. “Por enquanto, as agências bancárias se enquadram como serviços essenciais. Há um entendimento para que haja um novo modelo de atendimento, mas ainda não temos isso claro”, afirma, acrescentando que bancos e lotéricas continuam abertos, assim como o setor das indústrias e construção civil. 

Outro ponto levantado por um dos participantes foi quanto ao tempo que a economia ‘aguenta’ diante de tantas mudanças provocadas pela quarentena. Pugnali frisa que a grande prioridade neste momento é o de não colapsar o sistema de saúde pública e privado. “Isso tudo é novo para a nossa geração e teremos que ter um ‘plano pós-coronavírus’. Assim como o Estado, as grandes corporações terão um papel importante: o de recuperar a economia”, lança. 

Como uma grande rede, a iniciativa privada já vem se oferecendo para se manter alinhada às ações públicas no combate aos impactos que a quarentena provocará pós-coronavírus. Isso ficou claro durante o encontro promovido pela Aberje e alguns membros do grupo quiseram saber do Governo qual poderia ser o papel do setor privado neste momento, sob o ponto de vista social. “Nosso grande ativo, além da quarentena, é a informação correta para a prevenção do coronavírus, no meio de tanta fake news. Temos que fazer o combate a partir dos canais oficiais e ‘doar’ informações corretas através dos sites de suas empresas”, ressalta o secretário.

O encontro, realizado por videoconferência contou com os líderes da comunicação de empresas, tais como: Accor, Alstom, Amaggi, Avon, Boticário, Braskem, Brookfield, CNH Industrial, CPFL, Dow, ESPM, Fundação Dom Cabral, Henkel, International Paper, Itaú, Localiza, Natura, Sabesp, Samsung, SAP, Thales Group, Toyota, Unisys e Via Varejo, entre outras.