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Grupo Solvay lança projeto social “Construindo Música”

O “Construindo Música” é um projeto de iniciação musical no qual as crianças aprendem noções básicas de música e constroem seus próprios instrumentos musicais reutilizando materiais e embalagens que iriam parar no lixo. A iniciativa, que conta com o apoio do Grupo Solvay por meio do Instituto Rhodia, promove a educação de uma forma lúdica e divertida, trabalhando conceitos de sustentabilidade, meio ambiente, coletivismo e responsabilidade social. A Rhodia Solvay é associada da Aberje.

O projeto, elaborado e realizado pela editora Evoluir – Educação Transformadora, prevê o atendimento de cerca de 5 mil estudantes do ensino fundamental de escolas públicas municipais de Paulínia, de Campinas (bairro Barão Geraldo) e de Santo André.

 

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Segundo Odete Duarte, diretora de comunicação do Grupo Solvay na América Latina e diretora de projetos do Instituto Rhodia, o objetivo da empresa na área social é apoiar projetos ligados à educação e ao desenvolvimento de crianças e jovens de escolas de ensino público de comunidades do entorno de suas unidades industriais. “O apoio a esse tipo de projeto também está alinhado ao pilar de sustentabilidade que é uma das prioridades do Grupo Solvay em todo o mundo”, disse.

Para o início do projeto, em todas as cidades atendidas, foram realizadas, na semana de 16 a 20 de abril, apresentações especiais, denominados pocket shows, com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar para uma formação continuada que possa ser incluída no plano político pedagógico e mostrar toda a potencialidade da ação, a qual inclui oficinas de regência, percussão corporal e sensibilização à música. Essas apresentações reuniram centenas de crianças, que se mostraram entusiasmadas com essa possibilidade de aprendizado.

As oficinas com os professores estão a cargo do arte-educador Mauro Tanaka, nome conhecido do movimento cultural. Além de todo o trabalho com os estudantes, estão previstos oitos horas de formação para os educadores (com duas horas semanais específicas para acompanhamento pedagógico) e 16 oficinas, com duas horas de duração cada uma, para os estudantes.

Nesse contexto, os educadores musicais fazem um show, no qual apresentam a diversidade dos sons e timbres, assim como as variadas possibilidades dos instrumentos musicais construídos a partir de materiais recicláveis.  Além disso, e com a ajuda de educadores experientes na construção de instrumentos, as crianças conhecem as possibilidades musicais do próprio corpo e dos objetos do dia a dia, reaproveitados e com novos significados. A atividade começa com jogos de percepção musical e com a coleta de materiais que acabariam no lixo, como garrafas PET e latas de alumínio, os quais são transformados em instrumentos.

Sobre os muitos benefícios gerados pelo ensino e prática da música, estudos científicos realizados pela Universidade Federal de Pernambuco têm mostrado que a musicalização e o aprendizado de um instrumento também podem ajudar na assimilação de conteúdos trabalhados em disciplinas que exigem raciocínio lógico e concentração.

A razão disso é a estimulação de regiões do cérebro ativadas especialmente no estudo de certas disciplinas, como matemática e línguas, que também atuam no processamento e produção de sentido e emoção da música. Esses estudos científicos indicam uma correspondência significativa entre a instrução musical nos primeiros anos de vida e o desenvolvimento da inteligência espacial, responsável por estabelecer relações entre itens e que favorece as habilidades matemáticas, necessárias ao fazer musical no processo de divisão de ritmos e contagem de tempo. “O projeto mobiliza toda a escola sobre a importância da música e seus benefícios para o aprendizado de crianças e jovens e ao mesmo tempo, por propor a construção de instrumentos musicais com material reutilizado, promove a conscientização sobre o consumo”, afirma Fernando Monteiro, diretor da Evoluir – Educação Transformadora, que desenvolve e aplica as metodologias do projeto. “Trazemos os professores para serem parceiros dos educadores musicais e, assim, todos aprendem juntos”, conta a artista Flávia Maia, responsável pelo conteúdo pedagógico do projeto e integrante do grupo de percussão corporal Barbatuques. De acordo com ela, “a cada encontro busca-se explorar todo o potencial das crianças. Elas se desenvolvem a ponto de compor músicas, criar fusão de ritmos e até formar bandas.”, finaliza.

Em Paulínia, as escolas que irão acolher o projeto “Construindo Música” são: EM Nelson Alves Aranha Neto, EM Professora Odete Emídio de Souza e EMEF Maria Regina Ferreira de Matos e Moura. Em Barão Geraldo, as escolas integrantes do projeto são EMEF Padre José Narciso Vieira Ehrenberg e EMEF Padre Domingos Zatti. Em Santo André serão atendidas as escolas municipais EMEIEF Luiz Sacilotto, Madre Teresa de Calcutá, Professor Antonio Virgílio Zaniboni, Professora Maria da Penha de Almeida Manfredi e Darcy Ribeiro.

 

Sobre o “Construindo Música”

O projeto “Construindo Música” tem como temas centrais a musicalização infantil, prevista na Lei  nº 11.769, que, desde 2008, torna obrigatório o ensino de música no ensino fundamental, e a preservação do meio ambiente.  Seus idealizadores acreditam que a escola deve ser um espaço para reflexão sobre valores, hábitos e, sobretudo, exercer o papel na construção de uma sociedade que respeita a natureza, se apodera e se responsabiliza pelos espaços e práticas públicas que promovem uma cultura saudável e responsável, envolvendo toda a escola e as famílias nessa reflexão e discussão sobre cultura, música e meio ambiente em uma atmosfera de troca e respeito, na qual todos se enriquecem de conhecimento e promovem uma transformação real. Além de aprender sobre música e preservação do meio ambiente, as crianças também têm a oportunidade de desenvolver habilidades socioemocionais como autonomia, autoconsciência, habilidades de relacionamento e consciência social. Desta forma, pode-se perceber que o projeto apoia o desenvolvimento dos alunos de forma integral (social, emocional e cognitivo) e fortalece as práticas já existentes dentro da escola.  Desde a sua criação, em 2014 o projeto já beneficiou 200 escolas e milhares de estudantes.