O pátio de estocagem da Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS), no Rio de Janeiro, está sendo palco de uma iniciativa inovadora e sustentável que visa minimizar a emissão de particulados na atmosfera por conta da ação do vento nas pilhas de minério de ferro. Empregados da operação da Vale, empresa associada à Aberje, passaram a plantar mudas de eucalipto, para, em um futuro próximo, as árvores deterem a força do vento, trazendo ganhos ao meio ambiente de forma natural. A ação visa o longo prazo e é realizada em paralelo a outras mais imediatas, como a aplicação de polímeros.

No passado, algumas mudas de árvores foram plantadas ao redor do pátio e, em 2016, decidimos retomar a ação, contando com apoio da equipe de Meio Ambiente. O eucalipto foi escolhido por ser uma árvore capaz de conviver com o minério, por crescer rápido e por não necessitar de cuidados exigentes”, explica o supervisor de operação Vitor Tavares.

Eles então compraram mais de 1.000 mudas e iniciaram o plantio, que levou cerca de três semanas. Em 2017, o local já recebeu uma segunda leva de mudas, cobrindo cerca de 80% do formato da letra U ao redor do pátio. “O objetivo agora é esperar que essas mudas cresçam até um metro mais ou menos, para darmos seguimento ao plantio no espaço que falta”, acrescenta Vitor.

Analista de Meio Ambiente, Junior Pereira destaca os ganhos intangíveis que a iniciativa já trouxe. “Os empregados que ajudaram no plantio vêm aqui pessoalmente regar as mudas, que se tornaram orgulho para todos nós. As visitas que recebemos de fora da Vale, em especial de alunos, adoram ver o pátio com as plantas e isso facilita o entendimento de que somos uma empresa comprometida com o valor ‘Cuidar do nosso planeta’”, pontua.

O plantio de mudas foi recentemente replicado no Terminal de Ilha Guaíba (TIG), também no Rio de Janeiro. “Os empregados do TIG viram o projeto e estão replicando no pátio de estocagem de lá. Com aprendizados que tivemos aqui na CPBS, aconselhamos a evitar o plantio no verão e a pensar no formato correto de dispor as mudas na terra. Se há uma palavra para descrever essas mudas para mim é legado. Legado ambiental que deixamos para as próximas gerações da Vale e que nossa empresa deixará para o mundo”, finaliza Junior.