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O que o prefeito eleito de São Paulo, João Doria, comunicou sobre mobilidade

Aberje

Danilo Thomaz

São Paulo- SP, Brasil- A prefeitura de São Paulo anunciou hoje (12/09), que irá liberar as faixas exclusivas para ônibus para a circulação táxis com passageiros, a partir de amanhã (13/09). Na foto, táxi na faixa exclusiva de ônibus, na avenida 23 de maio, no sentido Aeroporto. Foto: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas

Foto: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas

Numa campanha marcada pela crise política nacional, o cansaço da população com os políticos tradicionais e a questão da mobilidade, o candidato que adotou como símbolo de campanha um “V” deitado, formado a partir do dedo indicador e o dedo-médio, para dizer “Acelera” foi eleito prefeito de São Paulo em primeiro turno, com 53,5% dos votos.

A comunicação por símbolo deu lugar às propostas tão logo Joao Doria Junior (PSDB) foi confirmado como sucessor de Fernando Haddad (PT).

Mas quais são os planos de Doria para a questão que está sempre na lista de preocupações – e conversas – do paulistano?

Segundo o próprio prefeito eleito divulgou ao longo da campanha, uma de suas primeiras medidas será elevar a velocidade máxima permitida nas marginais, revertendo a medida adotada pelo atual prefeito, Fernando Haddad (PT), que, em um ano, reduziu as mortes no trânsito de 879 para 729 no primeiro semestre de 2016 em comparação a 2015 e o número de acidentes em 37,5% no mesmo período. Os dados são da CET. Doria pretende aumentar, logo na primeira semana de governo, a velocidade nas marginais para 60, 70 e 90 km/h. Hoje, a velocidade varia entre 50 km/h e 70 km/h. (A redução da velocidade, segundo dados da última pesquisa Nossa São Paulo, tem aprovação de 47% dos paulistanos ante 40% em 2015.)

Crítico do que, como outros candidatos adversários ao atual prefeito, chamava de “indústria da multa”, Dória prometeu “readequar” o monitoramento por radares, sem detalhar como o faria. Atualmente, 5% dos motoristas correspondem a mais de 50% das autuações por infrações de trânsito e 29% dos motoristas pelo total de infrações, segundo dados da prefeitura de São Paulo.

Uma das principais marcas da gestão Haddad, as ciclovias serão mantidas, mas terão sua gestão privatizada. O prefeito prometeu, contudo, manter sob o comando da prefeitura as ciclovias que julgar bem geridas e disse que a eventual publicidade nas ciclovias privatizadas serão feitas dentro das regras da Lei Cidade Limpa, criada na primeira gestão Kassab (2006-2008).

O prefeito eleito pretende também acelerar a velocidade dos corredores e faixas de ônibus, com a adoção do Bus Rapid Transit (BRT), além de criar linhas de ônibus que conectam bairros e ampliar as linhas noturnas. Assim como no caso das ciclovias, o prefeito eleito tem a intenção de conceder faixas exclusivas de ônibus ao setor privado.

Ao pedestre – aquele que deveria ser o principal beneficiário das políticas de mobilidade –, o prefeito promete criar maiores espaços de circulação e integração com os modais de transporte da cidade.

A avenida Paulista continuará fechada aos domingos para o lazer, como desejam 76% dos paulistanos, de acordo com a pesquisa Nossa São Paulo/Ibope divulgada recentemente.