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Você está satisfeito com a maneira como os profissionais interagem com os canais de comunicação da sua empresa?

Embora muitas empresas ainda utilizem formatos antigos para conduzir a comunicação com seus stakeholders, os departamentos de marketing, relações públicas e de assessoria de imprensa têm o papel transformador de desenhar as estratégias que serão lançadas nos canais digitais.

Se em uma reflexão inicial esses canais – e por eles entendemos websites, aplicativos, redes sociais – podem ser também os propulsores na coleta de dados e informação, a grande sacada é saber como utilizá-los para que a empresa possa se preparar para produzir um conteúdo ainda mais relevante e por meio deles prover relacionamentos duradouros com seus stakeholders.

A professora titular da USP Margarida Kunsch , em seu livro “Planejamento de relações públicas na comunicação integrada” (2003), destaca que muito mais do que definir atividades e propósitos, é necessário levar em conta os aspectos relacionais, os contextos, os condicionamentos internos e externos, bem como a complexidade que permeia todo o processo comunicativo.

Para ela, as atividades dos profissionais de Relações Públicas, por exemplo, significa “ajudar as organizações a se posicionarem perante a sociedade, demonstrando qual é a razão de ser do seu empreendimento, […] bem como definir uma identidade própria e como querem ser vistas no futuro”.

Sob essa análise, o papel dos RPs passa a convergir com o que Philip Kotler chama de Marketing 3.0, no qual a teoria principal do tema é que as ações estejam voltadas à emoção e percepção de valor do cliente. Por isso, e não menos importante, o que de fato importa é o modo como esses profissionais recebem e processam esse grande volume de dados, advindos do que Kunsch chama de quatro tipologias da comunicação: interna, mercadológica, institucional e administrativa.

Mas, afinal, como coletar, analisar e aplicar a estratégia se o volume de dados está presente nas multiplataformas?

Segundo um estudo elaborado pelo IDC (American Data Corporation) em 2013, o total de dados gerados no mundo era de 4,4 trilhões de gigabytes. Entretanto, a estimativa é que desse volume atual de dados coletados, 22% contém informação útil e apenas 5% foram analisados e utilizados de alguma forma.

Se por um lado a tecnologia oferece o dado, todo o time de especialistas ainda é o responsável pela contextualização entre a informação e a realidade da empresa. O próximo passo – e certamente o mais importante – é ser assertivo na análise desses dados, a ponto de se criar uma comunicação única, embasada nos seguintes questionamentos:

  • Em que momento o conteúdo do meu texto impacta as pessoas com base na tecnologia de relevância contextual, inteligência artificial, big data etc.?
  • E como essas tecnologias podem ultrapassar a análise simples de interpretação de um relatório estatístico e de percepção de leitura?
  • No cenário atual da minha empresa, quais dados permitem a produção de conteúdo e relacionamentos relevantes e qual a sua adaptabilidade a um público de interesse específico ou macro?

O big data e as métricas estão aí, bem como os meios digitais. Já a análise de dados ainda é feita pelo homem e por seu time de especialistas, sejam eles profissionais de marketing, RPs, jornalistas ou analistas de informação. E são eles quem farão a sua empresa avançar cada jarda, polegada por polegada.

Samuel Leite
Samuel Leite
Samuel Leite é jornalista pela PUC, MBA em marketing pela ESPM, fundador, sócio e CEO da Digitale, hub de branded content e ações digitais experienciais. Profissional com mais de 15 anos de experiência em comunicação corporativa e digital, trabalhou no gerenciamento e no planejamento de ações para grandes marcas, como: Honda, VIVO, Universal Music, John Deere, Microsoft, Bradesco, entre outras.

Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor.

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