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Racista, eu?

Publicado no Linkedin em abril de 2019

 

 

 

 

 

 

Em 1500 nossa terra brasilis era formada por indígenas. Eis que chegaram os homens brancos e seus escravos negros. De lá para cá, acolhemos os asiáticos e toda sorte de etnias. Hoje somos considerados um dos países mais miscigenados do mundo. Será?

Cerca de 45% dos brasileiros se autodeclaram pardos – mestiços com diferentes ascendências étnicas, frutos de uma mistura de cores de peles entre brancos, negros e indígenas.

Somos o segundo maior país negro do mundo, atrás apenas da Nigéria. Mais da metade da nossa população, 54%, é formada por pretos e pardos. Três em cada 10 brasileiros, são mulheres negras. Pouco mais de dois milhões se declaram amarelos e quase 900 mil se dizem indígenas, representantes de 305 etnias, que falam 274 línguas.

Se somos essa mistura de brancos, pardos, pretos, amarelos e indígenas, onde está representada toda a diversidade brasileira? Quantas pessoas negras havia na sua escola? E na faculdade? Já teve colegas, chefes, gente negra contratada para fazer parte do seu time de trabalho?

Você acredita que tem “coisa de preto” e “dia de branco”? Que “preto quando não suja na entrada suja na saída”? Que uma pessoa tem “um pé na cozinha”? Que “oriental é tudo igual”?

No ano de 2012, uma colega de trabalho me ensinou que “oriental é para tapetes” e que, quando nos referimos a pessoas, deveríamos usar o termo “asiáticos”.

Ao ouvir uma piada racista, qual a sua atitude? Ri junto, compartilha, fica em silêncio ou combate?

Já parou para pensar que não existe neutralidade nesses casos? Que, se não combater aquela “brincadeirinha”, você está perpetuando o racismo?

É, “cara pálida”, “a coisa está ficando preta” para o seu lado.

Que tal começar a acolher a diversidade, promover a inclusão e se tornar agente da mudança desse nosso “passado negro”?

Pense nisso.

Neivia Justa
Neivia Justa
Neivia é executiva sênior de Comunicação e Diversidade&Inclusão, com 29 anos de experiência em empresas como Natura, GE, Goodyear e J&J. Jornalista, Palestrante, Mentora e Professora de Cultura e Transformação Digital, Liderança, Comunicação Inclusiva e Gestão de Mudança. Criadora da #JustaCausa e dos movimentos #ondeestãoasmulheres e #aquiestãoasmulheres. Vencedora do Troféu Mulher Imprensa e do Prêmio Aberje 2017. Top Voice 2018 do LinkedIn Brasil.

Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor.

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