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Pra quê usar cartões de visita na era digital?

Você tem cartões de visita? Não? Está na hora de repensar seus conceitos inovadores. Ok. Você deve estar dizendo: “mas o mundo agora é virtual e eu sou sustentável, não gosto de papel“. Ou ainda: “eu  me perco em papel, prefiro salvar os contatos direto no meu celular”.

Suas ponderações não estão erradas. Mas cabe aqui uma reflexão sobre o novo mundo em que vivemos. Estamos na era digital onde o virtual colabora imensamente para que possamos nos conectar. Mas para as conexões terem validade e perpetuarem-se, é necessário saber o limiar entre o real e o virtual. O mundo virtual nos ajuda a conectar sim, mas ele não pode ser mais importante que o mundo real, o off-line, aquele de carne e osso. Ou seja: nem tanto ao céu nem tanto a terra. E esse é o exato ponto de que tratamos aqui: a essência de relacionar está em tangibilizar os encontros, marcar, reverberar conexões. Tudo a ver com comunicação assertiva e palpável.

No exemplo do cartão de visita, estamos falando em ritualizar encontros e da essência do relacionamento. E os rituais na nossa vida servem para perpetuar e marcar momentos. Encontrou alguém? Deixe sua marca de forma tangível. Entregue seu cartão que, mais do que um papel com seu nome e telefone (porque isso podemos escrever até num guardanapo, não é?), é um objeto que revela sua identidade em cores, forma, textura e cheiro. Um cartão pode revelar muito sobre a pessoa que você encontra e a empresa que ela representa; além de ser, é claro, um jeito de reverberar uma marca.

Numa recente matéria, o The Economist mostrou porque o cartão de visita  tem prosperado na era eletrônica. O artigo chama a atenção para as formas dos cartões e os profissionais que o usam. Encabeçando o time, o top executivo da mídia digital e do mundo da inovação, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. Sim! Ele usa cartões de visita tradicionais.

Em um trecho, o artigo do The Economist resume: “O mundo dos negócios está obcecado com a noção de inovação, mas algumas coisas não precisam ser inovadas e a troca de cartões de visita ainda parece ser uma excelente maneira de iniciar um relacionamento duradouro. A troca ritual de retângulos de papel pode ser antiga, mas ainda muito utilizada”.

O autor ainda adjetiva o cartão de visita como um instrumento que contribui para a construção de laços sociais. Leia o artigo original aqui e o artigo traduzido pela Printi aqui.

Vamos trocar cartões?

 

Erika Pessoa
Erika Pessoa
Fundadora da Pessoa. Relacionamento com Conteúdo, agência de relações públicas com 11 de mercado e unidades em BH e SP, é formada em Gestão da Comunicação pela Syracuse University e Aberje (2013, SP/EUA), e em Relações Públicas e Marketing pela Newton Paiva (1998, 1999, MG). Tem 20 anos de experiência no mercado de comunicação, atuando em diversas interfaces do segmento sempre com resultados efetivos e mensuráveis. É registrada no Conrerp 3ª Região e jurada do Prêmio Aberje em Minas Gerais e São Paulo. É colunista do Portal Aberje e da Revista PQN. Atua com comunicação desde 1995 tendo passado pelo Centro Universitário Newton Paiva (8 anos) e assessorias de imprensa local até fundar em 2005 a Pessoa Comunicação e Relacionamento. Nestes 11 anos de empresa já atendeu mais de 110 clientes, tendo desenvolvido de forma personalizada as estratégias de posicionamento de comunicação, marca e reputação de cada um. Além de atender clientes em Belo Horizonte e São Paulo, já atuou também diretamente nos estados da Amazônia, Amapá, Ceará, Alagoas, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Mais em https://br.linkedin.com/in/erikapessoa

Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor.

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