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Se você ainda não sabe, o Linkedin incluiu mais um item na nossa lista de resoluções de Ano-Novo: o das palavras proibidas. A rede social alertou para os chavões mais usados e que devem, portanto, ser evitados.

Entre as palavras que executivos e empresas adotaram e não devem representar ninguém estão: especializado, líder, estratégico, focado, responsável, com experiência, inovador, apaixonado, criativo e excelente.

O que o LinkedIn e os headhunters propõem é uma redescoberta da própria história. É praticamente um convite de Sócrates: conheça-se a ti mesmo.

O fio narrativo de cada um esconde valores e propósitos e é da afirmação destes, em atos e discursos, que a autenticidade se forma e a dádiva da individualidade, aquilo que nos torna tão especiais no mundo (corporativo ou não), se sobressai.

Paul Ingram, Professor de Negócios e Diretor da Columbia Business School, considera a autenticidade o ingrediente mágico da liderança.  Para ele, um líder, ao conseguir alinhar seus valores e comportamentos, sente-se mais autêntico e, em contrapartida, é também percebido dessa forma.

De acordo com estudos conduzidos pela escola de negócios, um indivíduo autêntico torna-se automaticamente mais eficiente e desperta nos outros confiança. Este elemento, por sua vez, está em extinção e, de acordo com o Barômetro da Edelman, é um dos principais responsáveis pela atual crise vivida pelas instituições e lideranças. Divulgado neste início de ano, o estudo mostra que a confiança em CEOs atingiu o menor índice em 17 anos. A confiabilidade é colocada em xeque até mesmo ao tratar de assuntos relacionados à estratégia da empresa que presidem.

Segundo a numerologia, 2017 é regido pelo número 1, que remete à renovação. Que tal, então, começar o ano revisitando e reescrevendo a própria história? Ano-Novo, palavras novas e, quem sabe, vida nova.


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