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O agro é cidade

(Credits:Free-Photos/Pixabay)

 

Quando se fala em agronegócio já pensamos no campo, em fazendas, animais e agricultura. Não está errado, mas o agronegócio é muito mais que isso. Ele é difusor de cultura, seja ela sinônimo de conhecimento (estudo, sapiência), indivíduos (grupo, povo, raça), costumes (comportamentos, hábitos), civilização (desenvolvimento, progresso ou agricultura).

Temos muitos sinônimos para a cultura, principalmente quando se trata da cultura do agronegócio. Mas não podemos nos esquecer do sujeito, que independente de ser um agricultor pequeno ou um grande empresário, é determinado, responsável diretamente pela ação que gera reação. Esse sujeito é capaz de mover montanhas com o seu negócio. Negócio este tão nobre quanto salvar uma vida, pois o alimento é vida!

Comparar o agricultor ou o pecuarista a um médico não é exagero. Ambos cuidam da saúde dos seus. O produtor rural precisa tratar da saúde das plantas e dos animais para ter uma produção saudável que possa servir de alimento às pessoas.

O homem do campo trabalha duro, em silêncio. Quase invisível aos olhos das grandes cidades e capitais onde o sujeito determinado passa a ser oculto. O Brasil tem o agro em seu DNA, foi colonizado cultivando cana-de-açúcar, foi governado pela política do café com leite e até hoje sustenta a balança comercial do País.

O Brasil é um dos principais produtores e exportadores de commodities do mundo. Líder em alguns segmentos como café e suco de laranja, gigante produtor de soja, milho, algodão, carne bovina, cana-de-açúcar, entre outros. Autossuficiente com a maioria das culturas básicas de consumo interno. No segmento hortifrúti, o Brasil é referência em frutas e verduras de qualidade e sabor.

O grande desafio da comunicação é trazer isso à tona para a sociedade que não vive o agronegócio, mas consome com fome o que é plantado. O tomate não nasce na prateleira, assim como não existe árvore de feijão ou pequena plantação de soja em um quintal. O agricultor não é àquele Jeca-Tatu retratado por Monteiro Lobato, ele também é empresário, seja de uma propriedade com centenas de funcionários ou mesmo familiar. Ele é tecnificado e sabe que a tecnologia pode ser usada a seu favor. Afinal, a tecnologia chegou sem volta para o meio rural.

Neste momento em que as redes sociais são enormes difusoras de informação e que, o Brasil possui uma das principais audiências do Facebook, contribuímos com a comunicação do setor por meio das histórias de amor, resiliência e superação de quem faz o agro acontecer no campo e na cidade: a série Ser Agro é Bom destaca as principais culturas produzidas no País. São 12 vídeos que colocam em evidência a vida do campo, as diferenças entre as produções e a importância do agro para todos. A paixão pela agricultura, o compromisso com a terra e com o planeta. O amor pela profissão e a vontade de ser reconhecido.

São mais de 15 milhões de visualizações desses vídeos nas mídias sociais em 2017. Agricultores de todos os cantos do Brasil falando sobre soja, laranja, algodão, uva, trigo… e não só sobre o que plantam, mas o que os move a plantar, o sentimento de gratidão e respeito que tem com a terra.

A série é uma iniciativa de aproximarmos o campo da cidade. Humanizar o agricultor e a valorizar a importância da agricultura. Uma tentativa de desmistificar a imagem que muitas pessoas pensam do produtor rural, pois ele é um ser humano como nós, tem família, sonhos e problemas como qualquer outro indivíduo. Disseminar a agricultura do campo à mesa. Reconhecer quem nos dá de comer e beber. Aceitar a nossa origem e mostrar que evoluímos, e muito, nesse quesito.

Ser agro, é muito bom.

 

Assista ao vídeo Ser agro é bom:

 

 

Paulo Pereira
Paulo Pereira
Formado em Propaganda & Marketing pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e pós-graduado em Marketing & Advertising pela New York University. É Diretor de Comunicação Corporativa da Bayer no Brasil. Anteriormente, ocupou a Gerência de Comunicação e Relações Públicas da divisão Bayer HelthCare no País. Possui mais de 30 anos de experiência em comunicação e relações públicas.

Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor.

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