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Flip demonstra que evento cultural é capaz de alavancar uma cidade

Em artigo publicado na seção Tendências/Debates, da Folha de S. Paulo, Mauro Munhoz, diretor-geral da Flip, falou sobre a transformação do território de Paraty por meio do planejamento e da ocupação dos espaços públicos pela cultura, o que permitiu a Paraty criar uma nova temporada turística em pleno inverno. Confira o caminho trilhado por Paraty, unindo cultura, educação, arquitetura e urbanismo – e, claro, comunicação.

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Flip demonstra que evento cultural é capaz de alavancar uma cidade

Paraty durante a Flip 2016

Paraty durante a Flip 2016

Por que a Flip é uma festa literária e não uma feira de livros? Paraty (RJ) sempre foi palco de celebrações que reúnem a população local e o público de fora. Somente num lugar como esse, em que a rua é o principal espaço para a manifestação cultural, seria possível estabelecer uma intersecção sem objetivos comerciais entre a literatura e a cidade.

Isso não significa que a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) não se preocupe com a economia. Criada em 2003, a festa demonstra que um evento essencialmente cultural é, sim, capaz de catalisar uma segunda alta estação, em pleno inverno, e movimentar negócios que, de outra forma, ficariam ociosos.

A Associação Casa Azul, organização sem fins lucrativos que concebe e realiza a Flip, se debruça desde os anos 1990 sobre as possibilidades do território de Paraty.

Por meio desse trabalho de longo prazo, a cidade foi reconhecida como local de referência para o turismo cultural e, em 2015, premiada pelo Ministério do Turismo como destino turístico que mais evoluiu em temas como monitoramento e economia local.

Essas conquistas devem muito ao plano Mar de Cultura, de 2008 -processo participativo coordenado pela Casa Azul, com um conjunto de atores públicos e privados, sob a consultoria de Josep Chias, responsável pelo plano estratégico para a Olimpíada de Barcelona, em 1992 – talvez a única edição dos Jogos que tenha, de fato, conseguido promover uma transformação urbana efetiva e permanente.

Continue lendo no site da Folha de S. Paulo.

Mauro Munhoz
Mauro Munhoz

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