Os pequenos e médios negócios no Brasil têm um caráter significativo para a economia. As PME’s (Pequenas e Microempresas) correspondem a uma parcela bastante significativa do mercado nacional, cerca de 98% do total de empresas formalizadas (nos ramos de comércio e serviços). E mais, pelos últimos dados disponíveis, eram responsáveis por mais de 57% do trabalho formal no Brasil, respondendo por mais de 20% do PIB nacional.

No entanto, é notório que sua vida é curta. São conhecidos os dados do Sebrae que indicam que metade das PME´s fecham as portas em menos de dois anos. Principais motivos? A falta de capital de giro, seguida pelos impostos elevados, falta de clientes e concorrência.

Investir em PMEs é, definitivamente, algo importante para o setor econômico do país. Os planos de estímulos devem impedir ou ao menos reduzir que as empresas fechem suas portas. O problema? Os negócios das PME´s são absolutamente diversificados, o que exige uma alta customização da oferta, uma vez que não é possível estabelecer um modelo universal de atendimento. Por essa razão, muitas vezes as pequenas e microempresas são tidas como amadoras.

Mas, e do ponto de vista da comunicação? As PMEs devem, continuamente, inovar seu conteúdo, atitude vital para sua sobrevivência, uma vez que podem enfrentar concorrência tanto local, como nacional ou internacional. Buscar fazer diferente é fundamental para que a empresa consiga prosperar.

A globalização, o avanço tecnológico e a diversidade cultural estão na base e estimulam a existência de um pluralismo de práticas. É importante uma análise do cotidiano da PME para que assim possa ser alcançada uma melhor compreensão de seus objetivos e necessidades, definindo, a partir de dados reais, a metodologia que permitirá delinear e apreender as singularidades das empresas.

Cabe ao comunicador, assim como ao pesquisador, entender o mundo de uma forma mais empírica: olhando, ouvindo e, assim, propondo.