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Os especialistas que estão à frente da Indústria 4.0 apontam que é a primeira vez na história que uma revolução industrial é prevista e esperada. O que é bom para nós, pois ainda dá tempo de nos juntar ao time dos que estão fazendo essa transformação nas organizações.

Esses mesmos especialistas são quase unânimes ao dizerem que quem cria o futuro é o ser humano e ele precisa estar no centro de tudo. Não podemos perder de vista que as empresas estão investindo pesadamente para terem melhores produtos e serviços ao menor custo, para entregarem o melhor e o mais rápido a seus clientes. Isso tudo para que esses clientes tenham experiências significativas ao comprarem ou consumirem a sua marca.

Disso tiramos uma lição: a tecnologia está sendo criada pelo e para o ser humano. Então, se as áreas de comunicação interna quiserem se tornar estratégicas, elas devem sentar junto às três áreas que, de maneira geral, estão fazendo essa mudança acontecer nas organizações: TI, Operações e Marketing. E qual é a contribuição da área de comunicação interna nessa mesa? Ser uma área com foco na experiência e nos relacionamentos das pessoas internamente na empresa. Para que essas mudanças façam sentido e as pessoas possam se conectar e fazer parte dessa transformação.

Mais do que nos preocuparmos com as plataformas digitais, devemos perguntar para as pessoas o que elas desejam saber e como elas acreditam que possam se encaixar e contribuir com esse processo. Para isso, cito as três características que, para mim, definem a Comunicação Interna 4.0. E atuar com essas características não é assim tão simples. É uma jornada. Uma jornada de transformação que precisa começar já.

1ª.   Ser curador dos conteúdos
Os conteúdos pertencem às áreas e não à área de comunicação interna. Então, devemos estimular conversas que dão clareza e direção para que a transformação possa fazer sentido às pessoas. A cada dia, temos mais ferramentas de comunicação à disposição, mas o diferencial está nas conversas colaborativas e transversais. Não podemos esquecer da seguinte relação: quanto mais tecnologia como ferramenta de comunicação, mais olho no olho deve existir no processo.

2ª.  Promover experiências humanas
Na Comunicação Interna 4.0, é preciso conectar ainda mais as pessoas para que possam contribuir com as transformações necessárias. Portanto, nós, comunicadores, podemos e devemos provocar os colaboradores para que eles vivenciem uma experiência humana, assim como a indústria digital evolui baseada na experiência do usuário. Em nosso caso, além da experiência digital, a vivência pode acontecer por meio de uma conversa ou uma experiência real de uma mensagem da empresa. O importante é ser significativa e verdadeira. Com foco e humana. Chega de distração!

3ª. Mensurar o processo
E, por fim, é preciso mensurar o quão transformador está sendo o processo de comunicação. Se quisermos ter um lugar onde se define a estratégia, a linguagem a ser aprendida é dos números, algoritmos e de resultados concretos. É esse o idioma que precisamos aprimorar para sermos considerados estratégicos.

Mas, reforçando: mais tecnologia não significa necessariamente mais comunicação. E é o nosso diferencial ter acesso às pessoas, falar com as pessoas, entendê-las. Isso nos qualifica para sermos coautores dessa revolução barulhenta e anunciada que está chegando nas organizações. A Era 4.0 já começou. E você, está fazendo parte dela?


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