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CEO da GM se manifesta sobre caso Floyd: “Há uma grande diferença entre ver o que há de errado e fazer o que é certo”

Redação Portal Aberje

Mary Teresa Barra, CEO da General Motors Company, associada da Aberje no Brasil, escreve carta aberta em que se manifesta sobre a mobilização contra o racismo que tem repercutido no mundo inteiro, a partir da morte de George Floyd nos EUA, no dia 25 de maio

Mary Teresa Barra

As recentes mortes de George Floyd, Ahmaud Arbery e Breonna Taylor são adições chocantes à lista importante e injusta de norte-americanos negros que perderam suas vidas por conta de seus tons de pele. Eu estou impaciente e desgostosa com o fato de que, como nação, nós parecemos estar apaziguados pela discussão passiva sobre “causas”. Por que isso acontece? Por que não podemos chegar a outras conclusões? Por que a resposta é tão visceral?

Vamos parar de perguntar “por que” e vamos começar a nos questionar sobre “o que”. O que nós iremos fazer? Neste momento, cada um de nós deve decidir o que se pode fazer – individual e coletivamente – para fazer uma mudança… uma deliberada e significativa mudança. Como uma das maiores companhias globais, há muito que podemos fazer.

Chega um momento em que somos compelidos a parar de diagnosticar o que está errado e começar a advogar pelo que está certo. E baseado nos nossos valores de longa data, aqui está o que nos propomos:

1. Nos comprometemos com a inclusão – isso significa criar condições onde cada ser humano que acredita na inclusão seja acolhido em nosso ambiente.

2. Condenamos inequivocamente a intolerância – isso significa racismo, intolerância, discriminação e qualquer outra forma de ódio nomeado ou não nomeado.

3. Nos posicionamos contra a injustiça – isso significa correr o risco de expressar uma opinião impopular ou polarizada, pois complacência e cumplicidade ficam na sombra do silêncio.

Esse post pode parecer mais assertivo do que outros tópicos que já compartilhei. Mas nesse momento, não há lugar para a ambiguidade.

Deixar esse posicionamento escrito não é o suficiente. Além de afirmar os princípios acima, estamos tomando ações imediatas. Até o final deste trimestre, estou formando a comissão do Conselho Consultivo de Inclusão (cuja sigla em inglês é IAB) com líderes internos e externos, que eu presidirei. O objetivo inicial do IAB é consultar com o SLT (Senior Leadership Team), com o objetivo de, a longo prazo, nos inspirar a sermos a empresa mais inclusiva do mundo.

De forma coletiva, e com o tempo, faremos parte da mudança. Por enquanto, meu compromisso pessoal é garantir que a liderança da GM e, por extensão, toda a família GM, consistentemente permaneçam conscientes de nossa responsabilidade de trazer à luz as injustiças. Porque a consciência leva ao diálogo … o diálogo leva à compreensão … e a compreensão leva à mudança.

Mary Teresa Barra é CEO da General Motors Company