12.10
Fake news e a comunicação interna. Notícias falsas perturbam o dia a dia das empresas há muito tempo.

As fake news digitais deram um upgrade na sua rádio corredor!  Atualmente, as narrativas mentirosas e as notícias falsas ganharam pernas mais longas e correm muito mais rápido pelos... Leia mais

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As fake news digitais deram um upgrade na sua rádio corredor! 

Atualmente, as narrativas mentirosas e as notícias falsas ganharam pernas mais longas e correm muito mais rápido pelos corredores das empresas, ganhando espaço e atenção através de plataformas digitais e interlocutores que não se desligam das sua telinhas. Se as tais fake news são um termo moderninho, as notícias falsas perturbam o dia a dia das empresas há muito tempo. Mas a diferença é que antes dos sistemas digitais ganharem o mercado e invadirem os ambientes corporativos, a mentira tinha pernas curtas. A rádio corredor com suas variadas versões e percepções dos fatos que acontecem dentro das empresas foi turbinada pela facilidade de distribuição de percepções erradas e intrigas maliciosas através das novas linguagens tecnológicas. Mais velozes, elas deixam rastros históricos que podem ganhar releituras permanentes e voltar a causar danos de imagem, reputação e confiança na palavra dos líderes e dos gestores. As lideranças precisam ser rápidas no gatilho e atingir o poder da maledicência e das notícias falsas de forma completa. Fake news internas são uma ameaça ao ambiente de trabalho. E vamos combinar, com tantos problemas que o mercado já coloca, as empresas deveriam cuidar para que a comunicação interna fosse um estímulo poderoso para a produtividade e a confiança nos rumos do negócio, bem como uma vacina contra a proliferação de crises. O antídoto imediato contra todo tipo de notícias infundadas e abordagens inverídicas.

A transparência deve ser a base da comunicação interna, mas como sabemos, se a mentira ganhou velocidade digital, a gestão ainda não acompanhou o ritmo e muito executivo tecnicamente competente continua com dificuldades para falar com os empregados de forma franca, honesta e cara a cara. A situação só piora se a empresa tiver esqueletos no armário, aquele tipo de problema que tentou ser jogado para debaixo do tapete da sala de reunião mas que virou um cadáver robusto esquecido num canto que de repente, caiu como uma bomba em pleno expediente. O cenário ideal para as fake news, no qual a boa e velha rádio corredor vai reverberar de forma avassaladora. Por isso, é melhor cuidar da sua comunicação interna com a devida competência: bom planejamento, feedback permanente, canais e veículos eficientes e frequentes com conteúdo relevante e em sintonia com o trabalho das outras áreas e departamentos. E claro, com a mesma velocidade que o mundo digital demanda! Pense nisso.

#fakenews #comunicacaointerna #comunicar #comunicacaocorporativa #radiocorredor #digital

27.09
Gerenciar riscos e administrar crises. Planejamento, comunicação e treino são a base para realizar uma missão de sucesso.

                                   US Navy Coast Guard Recentemente vi uma entrevista de um militar da Guarda Costeira americana falando sobre seu treinamento... Leia mais

US Navy Coast Guard

                                   US Navy Coast Guard

Recentemente vi uma entrevista de um militar da Guarda Costeira americana falando sobre seu treinamento para as missões realizadas em tempos de paz e em tempos de guerra. O mais impressionante da matéria foi quando o apresentador perguntou como faziam quando as coisas davam errado durante a missão. A resposta tranquila do militar me surpreendeu quando ele afirmou que todo tipo de erro ou imprevisto era mapeado antes da execução e que o grupo treinava até 4 mil horas (!) para dar conta dessas situações. A sintonia e a comunicação do grupo era tanta que ao final do treino, até a respiração do time estava no mesmo nível. Planejamento, comunicação e muito treino são a base para realizar uma missão de sucesso.

Trazendo o exemplo para dentro das nossas empresas, o que a entrevista me confirmou mais uma vez? Que a gestão de riscos, a comunicação e a capacitação dos profissionais envolvidos diretamente em determinadas situações e decisões podem reduzir as chances de erros e de que estes erros se transformem em desastres. O melhor da entrevista foi ter um exemplo prático de como uma organização deve se preparar para alcançar resultados, evitar erros de execução, mas também se preparar para quando e se o pior acontecer no momento em que estiver concretizando seu plano de ação.

O Brasil não tem uma cultura arraigada ou ao menos o hábito valioso de planejar as coisas. Vejam vocês quantos exemplos de entrega de orçamento, dentro de algumas empresas, acontece antes mesmo do planejamento para o ano seguinte. Na nossa própria área de comunicação! Pensamos em tarefas e elencamos atividades muitas vezes sem conexão entre si e sem alinhamento com as outras equipes ou com o planejamento estratégico da companhia. Além da falta de planejamento, a falta de integração e de comunicação entre os departamentos conspira contra o sucesso da missão empresarial. Muitas empresas sequer esclarecem as suas decisões estratégicas ou desdobram metas corporativas de forma alinhada definindo papéis, responsabilidades e direcionamentos para os seus empregados. Querem um exemplo? Quantos treinamentos de combate a incêndios ou evacuação do escritório você realizou este ano? Este assunto foi sequer comentado nas salas de reunião, o que fazer em situações de incêndio ou inundação?Você tem ao menos um manual impresso na sua gaveta sobre uma situação como essa?

Na área pública nem se fala, me parece muito pior. O próprio orçamento anual é rasgado ao sabor dos conchavos políticos e interesses de curto prazo. O país não sabe qual é o seu projeto de nação e o Estado peca na representatividade da nação ao se transformar num trambolho burocrático movido por interesses de grupos de influência e pelo corporativismo estatal. A cada novo ministro navegamos ao sabor da sua vaidade pessoal ou da ideologia da hora. Em alguns momentos, acertamos. Em outros retornamos ao caos. Mas voltemos ao mundo dos negócios e da iniciativa privada, bem mais preparada, teoricamente, para criar modelos de sucesso na gestão de metas e de riscos.

Movida pela saudável competição e pela superação de suas conquistas, as empresas deveriam ser também as campeãs no gerenciamento de riscos e no planejamento de ações para mitigar quaisquer erros, crises ou imprevistos. A leitura de cenários e a capacitação das equipes deveria ser um processo alinhado ao do planejamento estratégico. Tudo azeitado por fluxos inteligentes e permanentes de comunicação interna em sintonia com marketing, comercial, operações, RI e jurídico, entre outras áreas. O fato é que aqui também temos problemas. As horas de treinamento, por exemplo, nem se comparam ao exemplo do militar acima descrito. as prioridades então, quais são? Guardando as devidas proporções, podemos dizer que uma organização militar é diferente de uma empresa privada. Mas se o mercado é uma verdadeira guerra, a analogia poderia ser bastante útil. O exemplo deve ser seguido.

A gestão de riscos é ação preventiva e anterior ao gerenciamento de crises. A comunicação estratégica faz parte inseparável dos dois processos. A capacitação para situações e cenários fora do controle de nossas planilhas e apresentações de power point deve ser pauta permanente das lideranças num mundo cada vez mais complexo, conectado e imprevisível.

 

Foto: www.gocoastguard.com/active-duty-careers

 

30.08
Comunicação face a face. O fiar de um conversa aumenta a confiança na gestão.

Conversa fiada não combina com o ambiente empresarial. Será mesmo? Eu sei que o “jogar conversa fora” é sinônimo de perda de tempo para gestores, cujo foco é alcançar a produtividade... Leia mais

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Conversa fiada não combina com o ambiente empresarial. Será mesmo? Eu sei que o “jogar conversa fora” é sinônimo de perda de tempo para gestores, cujo foco é alcançar a produtividade máxima, mas uma boa conversa baseada na confiança mútua é uma força motriz importante na organização. Olha só…

Acontece que o fiar de uma boa conversa é como tecer laços e vínculos trabalhando a prosa de um interlocutor para o outro. O fiar é o escutar o outro. Nessa troca, nessa costura de palavras e significados, a confiança surge e pode gerar entusiasmo e promover a motivação, além de ser a melhor dinâmica para o entendimento mútuo, de diferentes pontos de vista. O alcance das metas e a superação de desafios, bem como a alavanca de times de alta performance é uma consequência quando entendemos nosso papel no contexto e somos reconhecidos pelas lideranças. Reconhecimento é muitas vezes ser escutado, com atenção. Nelson Rodrigues falava que a vida era a busca por um ouvinte e num mundo no qual publicamos nossas opiniões on line e gostamos de receber likes, a conversa face a face é um diferencial valioso para um time. Muito diferente do simples cumprir ordens ou do escutar o monólogo do chefe, sem conseguir dar um palpite sequer.

Saber dialogar é saber fluir numa via de mão dupla, aberta, uma vez que “dois monólogos não fazem um diálogo”. Por isso, a conversa fiada nos ensina a tecer um vai e vem de troca, de esclarecimento mútuo e de colaboração, cooperação e redução das fofocas de corredor. Olho no olho, perceber nossa emoção e a do outro. Perceber que o corpo também comunica e que numa troca real, a empatia agrega mais na qualidade da conversa.

Ora, o que é a maledicência e o ti ti ti nos corredores das empresas, senão o resultado patente da falta de confiança nos canais oficiais de comunicação interna? Ou mesmo na própria palavra dos chefes imediatos? Credibilidade na palavra da organização é um fator vital para o engajamento. Alguém duvida? Quanto prejuízo as empresas não têm com conversas decoradas, sem energia ou crença real nos discursos automatizados ou cheio de jargões vazios, sem emoção, sem significado que faça a diferença para as pessoas. Ordens são ordens, mas diálogo e colaboração levam a outro patamar o ambiente de trabalho. Cumprir ordens é coisa de tarefeiro e eu falo aqui de potencialidades humanas.

Somos energia em movimento e a comunicação é o nosso combustível, através dela enxergamos não só com os olhos, mas através da nossa crença, com nossos corações. Isso tem muito de psicologia e mesmo que eu não seja um expert nessa área, vale lembrar que a cura pela fala é um processo individual na terapia e que dentro das organizações também opera milagres na integração das equipes e resolução de conflitos. Compreender nossa conversa interior, comunicação intrapessoal para ampliar o entendimento mútuo com outros interlocutores (comunicação interpessoal) é um aprendizado.

O fiar de uma conversa é portanto, a possibilidade de se valorizar o diálogo enquanto escuta atenta e afetuosa das outras pessoas com as quais nos relacionamos, percebendo a riqueza de pontos de vista diferentes, dos sentimentos humanos (não somos robôs, somos?) e muitas vezes inovadores. Uma conversa assim pede que deixemos o território conhecido dos nossos pressupostos e busquemos mais empatia na relação. E me perdoem os amantes da tecnologia digital, nada vai substituir o calor humano e o relacionamento olho no olho. O digital é ferramenta e eu falo aqui sobre presença, contato, vínculo.

Uma conversa fiada na base da confiança, da troca, do olhar, da escuta atenciosa e da empatia, organizada num sistema de comunicação interna eficiente, frequente e planejado,  substituindo o simples disparo de informações e encerrando em definitivo com o antigo conceito de um emissor distribuindo uma mensagem para um receptor passivo deve ser como um mantra de gestão eficiente e mais humana. Capaz de energizar as pessoas, facilitar a vida dos líderes e encerrar de uma vez com as fofocas ácidas da rádio corredor.

30.07
Marketing ou comunicação interna? Você considera os empregados da sua empresa como clientes internos?

Como você classifica o time de trabalho? Você considera os empregados da sua empresa como clientes internos?  Perguntas assim fazem parte de qualquer diagnóstico de comunicação interna. A... Leia mais

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Como você classifica o time de trabalho? Você considera os empregados da sua empresa como clientes internos?  Perguntas assim fazem parte de qualquer diagnóstico de comunicação interna. A cultura organizacional e seu jeito de ser impactam diretamente no clima, na produtividade e na energia das pessoas e o fato é que as empresas são formadas por departamentos que costumam trabalhar olhando para suas próprias metas e objetivos, sem se comunicarem direito uns com os outros. Nessas organizações, os empregados podem ser esquecidos na hora dos lançamentos de novos produtos. Eles ficam sabendo das “novidades” através de informações e notícias externas. Um tremendo gol contra!

Para resolver essa questão algumas áreas de marketing costumam fazer um pré-lançamento interno para que todas as equipes de trabalho saibam das inovações, promoções e lançamentos em primeiríssima mão. Afinal, os empregados são clientes em potencial e são os grandes embaixadores da marca! Se eles não compram ou não apostam nos próprios produtos ou serviços da empresa para a qual trabalham, alguma coisa está errada, não é? Já não é novidade que muitas empresas estejam utilizando os próprios empregados como estrelas e atores para falarem dos produtos e da marca.

Vale lembrar que o modelo tradicional do mix de marketing possui os chamados 4 Ps: Produto, Preço, Praça e Promoção. Na parte da “Promoção” temos a divulgação, a publicidade e a propaganda bem como as relações públicas, entre outros itens. Fazer um bom marketing interno é mostrar desde o início do processo de desenvolvimento de novos produtos que o time anda integrado e a vitória de um, será a conquista de todos. O sucesso no mercado se refletirá internamente e vice-versa. Nesse contexto, o tal endomarketing (*) deve ser trabalhado com uma linguagem diferenciada, em conjunto com a equipe de comunicação interna – que pode ser ou não parte da diretoria de recursos humanos. Os comunicadores internos tem a expertise de como escrever as mensagens e adaptar a linguagem comercial e “marqueteira” para a força de trabalho. Não podemos nos enganar: os empregados sabem muito bem como a empresa funciona de fato, nos seus bastidores e no dia a dia de suas operações. Por isso, não adianta fazer apenas uma bela propaganda interna e tentar “vender” para o empregado algum produto ou mesmo a marca da empresa como fazemos com um estranho ou um prospect.  É preciso  ter uma comunicação com os empregados feita de forma transparente, olho no olho. Falar a verdade de forma próxima, com respeito para quem faz a promessa e a razão de ser da companhia acontecer  de fato, muitas vezes longe dos holofotes e do glamour da publicidade.

O empregado compra a marca da empresa todos os dias. Na minha opinião, ele é um dos influenciadores vitais da organização. Quando ele acredita que a empresa, como um todo, é uma aposta confiável na construção de sua carreira e de seu sonho profissional, sendo reconhecido pelo seu talento e respeitado em suas opiniões pode fazer toda a diferença. Ambiente de trabalho, performance, superação de metas e desafios e engajamento são dimensões diretamente afetadas pelo comportamento, pela disposição e pela motivação do empregado. Por isso, não basta bater o bumbo marqueteiro. Uma comunicação interna inteligente e sensível opera milagres. Pode apostar.

 

 

(*) “Endomarketing” é um termo criado por Saul Faungaus Bekin, em 1995, que aliou o marketing de Kotler com a área de RH criando o conceito. 

Obs: A ilustração acima é de autoria da br.freepik.com

03.07
Twitter no engajamento dos empregados. Vale a pena tuitar para seus colaboradores?

As fronteiras entre o espaço interno e externo das organizações estão cada vez mais difusas. Dentro e fora são divisórias cada vez mais flexíveis e dinâmicas. As paredes e os muros já... Leia mais

BRF Employee

As fronteiras entre o espaço interno e externo das organizações estão cada vez mais difusas. Dentro e fora são divisórias cada vez mais flexíveis e dinâmicas. As paredes e os muros já não protegem mais as empresas como antigamente. O mundo digital avançou e provocou uma nova e complexa organização dos espaços e do tempo. O privado e o público se misturaram e por isso a comunicação interna e a externa também perderam suas antigas fronteiras. Os empregados, esses clientes internos valiosos e verdadeiros embaixadores da marca para a qual trabalham, ganharam mais influência diante da transparência que a inovação tecnológica promoveu. Muitas lideranças sentem saudades dos bons tempos do nada a declarar, mas o fato é que um empregado com um smartphone tem o mundo conectado em suas mãos. Vivemos a era da transparência.

Neste cenário de comunicação cada vez mais ágil e imediata, o Twitter tem crescido no mundo e no Brasil. De acordo com uma entrevista de Fiamma Zarife, diretora geral do Twitter no Brasil, a plataforma alcançou a marca de 319 milhões de usuários ativos por mês. Independentemente do quantitativo, para nossa conversa aqui no blog, o que interessa é saber se ele pode ser usado de forma eficiente para uma comunicação entre a empresa e os seus empregados.

Vale a pena tuitar para os seus empregados?

Numa rápida busca na própria plataforma, descobrimos marcas que já utilizam o Twitter nas suas interações com empregados, seja promovendo notícias e informações para serem livremente compartilhadas ou incentivando seus times a se engajarem em causas ou ações. O @UPsers da UPS, por exemplo, celebra e homenageia suas pessoas e suas conquistas através da sua página e o @Starbucksprtnrs integra parceiros, franqueados e empregados promovendo a marca e os valores da empresa. A @BRF também faz ações permanentes nessa mesma linha como na campanha do Dia Internacional da Mulher, entre outras ações. É óbvio que cada canal deve ter um objetivo e todas as empresas devem esclarecer as regras do jogo on line antes de entrar em campo, alinhando as expectativas e evitando ruídos. Empresas de capital aberto, principalmente, devem ter políticas claras e treinamentos permanentes para deixar o time de colaboradores sempre atento para aquilo que pode ser um golaço nas redes ou uma tremenda bola fora. Pensar a estratégia e o objetivo de cada plataforma de relacionamento, seja ela o Twitter ou não, é o passo inicial. Integrar as ações, também.

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É claro que muita gente vai citar outras plataformas que podem ser igualmente recomendadas para a interatividade entre empregados e lideranças, talvez com menos riscos no “mundo exterior”, como  YammerWorkplace, Slack e o Fluig da brasileira Totvs. São diferentes possibilidades e opções e cada uma delas tem suas próprias características que devem ser analisadas em conjunto com o grau de maturidade da empresa, sua cultura e seus objetivos. Uma estratégia que integre o externo e interno ainda causa receio em muitos gestores, mas eu acredito que é um caminho que deva ser analisado e o Twitter é uma ferramenta poderosa.

 

 
18.06
O melhor aplicativo de comunicação interna. Este app gratuito e revolucionário já está no mercado!

Tenho uma grande notícia para a comunicação organizacional. O melhor aplicativo de comunicação interna já existe, é 100% grátis, verdadeiramente revolucionário e muito eficiente. A... Leia mais

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Tenho uma grande notícia para a comunicação organizacional. O melhor aplicativo de comunicação interna já existe, é 100% grátis, verdadeiramente revolucionário e muito eficiente. A informação alvissareira não é de fato uma novidade, diga-se de passagem. Mesmo diante da alta tecnologia embutida e disponibilizada de forma viral e personalizada em todas as empresas, essa boa nova é…velha.

O melhor app de comunicação interna inventado já vem instalado em todos os executivos e  profissionais. Sua valiosa função se refere a nossa capacidade de ouvir. Isso mesmo! Ouvir o outro é um avanço tecnológico que até hoje não foi ultrapassado. Eu aposto que nunca será.

Ouvir o outro é bem diferente de escutar o outro, ok? A escuta pode ser mero jogo de cena, parar apressado diante de um interlocutor e enquanto ele fala, pensar em mil coisas diferentes. Nossa comunicação face a face é geralmente automatizada, com nossos pensamentos longe da conversa em curso. Ouvir é um “aplicativo” maior, muito mais avançado pois se refere ao significado das palavras. Ele se relaciona ao corpo, ao emocional, ao estar aberto para entender o ponto de vista do outro sem ficar com a mente envolta em conclusões precipitadas ou decisões já tomadas nos primeiros instantes da conversa.

Ouvir é outro papo, muito diferente do escuta formal e cheia de preconceitos. Ouvir se remete a uma tentativa real de integrar, colaborar, perceber com atenção e foco as ideias, as propostas, os motivos  e desejos ao longo do diálogo. Ouvir é estar presente na conversa. Perceber o outro por inteiro e não de forma fragmentada. Escutar é receber informação, é escutar uma ordem. Ouvir é mergulhar no contato para emergir dele de uma forma melhor, mais completa e que multiplicou potencialidades. Ouvir tem mais a ver com o afeto.

Não são todos os ambientes de trabalho e modelos organizacionais que nos permitem atingir um patamar de excelência do ouvir. A maioria das empresas, públicas e privadas, vive num redemoinho de ruídos, interferências provocadas pelos excessos de estímulos. Vive refém de uma montanha de dados, informações e retóricas pouco relevantes ou distantes da realidade das pessoas. Repetitiva em seus jargões, seus feedbacks by the book e pilotos automáticos ligados durante as reuniões. Presos nas burocracias ou cegamente obedientes a alguma causa ou propósito pelo qual pode existir algum envolvimento, mas não há comprometimento. O ouvir, pelo contrário, está conectado ao sentido e ao vínculo.

Todas as lideranças são capazes de escutar para depois  “emitir” mensagens, distribuir comandos. Muitas ainda precisam ouvir melhor para influenciar comportamentos e culturas. Bons ouvintes ainda estão em falta no mercado. E sinto dizer, inclusive entre nós comunicadores, muitas vezes perdidos com o lançamento do mais novo e milagroso dispositivo eletrônico, mas que não substitui um bom par de orelhas.

Sugiro rever o manual de instruções deste que é o melhor aplicativo de comunicação interna existente e começarmos a usufruir de seus benefícios já na próxima reunião de trabalho. Ahn! Lembro que em casa ele também serve e é verdadeiramente inovador. Faça um teste hoje mesmo.

13.06
E-mails, e-mails, e-mails A quantidade de e-mails enviados continua afogando as empresas

A quantidade de e-mails enviados continua afogando as empresas num mar de excesso de informação e mensagens. O nome disso é burocracia eletrônica! Uma pesquisa divulgada pelo IABC  nos EUA... Leia mais

ioda

A quantidade de e-mails enviados continua afogando as empresas num mar de excesso de informação e mensagens. O nome disso é burocracia eletrônica! Uma pesquisa divulgada pelo IABC  nos EUA mostrou que o uso do e-mail ainda é a ferramenta de comunicação interna mais utilizada como canal de CI. Aqui no Brasil não é diferente, muitas empresas tem uma cultura de comunicação que sobrecarrega o tempo útil dos seus profissionais com excessos de mensagens. O que deveria agilizar, acaba burocratizando.

Viu meu e-mail? – pergunta fulano na abertura de uma reunião. Não recebi – responde o outro colega, com cara desconfiada e tentando não se comprometer com prazos ou novas cobranças. Já testemunhou uma conversa dessas? O pior dos mundos é que muita gente não sabe utilizar a ferramenta até hoje. Culpa da Comunicação Interna? Pode ser. Afinal, o time de CI deve ter um papel educador nas suas ações. Se tudo comunica, tudo educa, podem apostar. Quando falamos sobre o excesso de e-mails, vale lembrar de um hábito que considero o mais nocivo de todos: copiar uma montanha de gente no espaço do destinatário e dar um reply to all provocando um tsunami de comentários sobre a mesma mensagem que fica reverberando pela rede, como um vírus.   O volume de informações trocadas por e-mail fala muito sobre o jeito de ser de uma organização. Mandar uma mensagem para registrar conversas é um hábito normal, mas em algumas empresas os e-mails servem como documentos de cobrança, registros de que o problema a ser resolvido foi parar no desk top do outro e por aí vamos…

Nessa conversa eletrônica corporativa que tal lembrar de quem é o motivo maior de estarmos trabalhando? Ops, esqueceu do nome dele? Então, anote: cliente. Você não trabalha para responder o correio eletrônico, nem seu colega, nem seu gestor ou o diretor. Todo mundo trabalha para garantir a satisfação o cliente, com agilidade, eficiência e simpatia. Portanto, vamos voltar ao básico e falar pelo telefone ou conversar pessoalmente para fazer as coisas andarem mais depressa.

 

30.05
Seu novo chefe é um algoritmo? Robotização das relações no trabalho é um fenômeno crescente.

Uma recente reportagem do jornal Financial Times mostrou como um número crescente de profissionais está sendo chefiada por algoritmos, através de seus smartphones. A nova gerência algorítmica... Leia mais

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Uma recente reportagem do jornal Financial Times mostrou como um número crescente de profissionais está sendo chefiada por algoritmos, através de seus smartphones. A nova gerência algorítmica (termo criado por professores da Carnegie Mellon University) direciona, instrui, controla e avalia o trabalho do empregado à distância, de forma anônima e utilizando um dispositivo eletrônico como intermediário. Marcas consideradas como disruptivas estão realmente revolucionando segmentos inteiros de negócios e gerenciando processos e pessoas através dessa matemática. Ela reduz despesas e custos de um lado, multiplica  serviços muitas vezes interessantes e válidos para os consumidores, mas, por outro lado, empobrece as relações de trabalho subtraindo a face humana do contexto.

Na área da informática e da computação um algoritmo é uma série de diretrizes que indicam explicitamente o passo a passo de uma determinada operação. Um tipo de manual de conduta e procedimento que comanda a execução, o controle e finalização de determinada tarefa. Conceito simples, direto, frio e calculista, uma evolução digital da administração científica de Frederick Taylor. Ideal para o mundo dos negócios, para o aumento da produtividade e vantajosa para as relações de trabalho que envolvem o poder. O poder de mandar, o poder de pagar, o poder de influenciar. Mas existem vantagens para o consumidor, o cliente? Sim, ele ganha mais opções de escolha com custos reduzidos e maior oferta de prestadores de serviços disponíveis para atenderem aos seus pedidos. Mas, por outro lado, nas relações humanas, dentro das organizações, os empregados ou colaboradores ficam distanciados de seus colegas ou mesmo de suas chefias. Não dá para convidar um algoritmo para tomar um chopp no happy hour e ter aquele feedback sobre a semana, dá? Exageros à parte, na minha visão de comunicador é preciso estar atento para não tratarmos pessoas como números de uma conta corrente, numa base de dados eletrônica.

A matemática agiliza, calcula e determina o futuro do trabalho. Marcas como Uber, Cabify, Lyft, Televo no segmento de mobilidade e a Airbnb no segmento de hospedagem são exemplos de empreendimentos cuja base operacional funciona via aplicativo e dentro dessa nova tecno lógica. A robotização excessiva dos ambientes de trabalho não traz ganhos para as pessoas. O cumprimento de ordens seguindo o modelo de um piloto automático tem causado estragos emocionais e afetivos nas pessoas, sejam elas empregados de empresas privadas ou grandes estatais, funcionários de órgãos públicos e até colaboradores em ONGs. Por isso, eu defendo a humanização das relações humanas a partir do cuidar dessas relações com mais atenção, carinho, escuta…diálogo. Em tempos de crise é preciso avançar ainda mais na direção do saber cuidar e não se deixar seduzir por promessas engenhosas de uma tecnologia sem limites, cuja magia a todos encanta, mas não é capaz de calcular o valor das alegrias e dos amores ou considerar as angústias e as tristezas humanas.

Nossos corações não são máquinas, empregados não funcionam como relógios. Comportamentos baseados exclusivamente em outputs financeiros costumam atropelar as pessoas pelo meio do caminho. Os fins não justificam os meios, quando nossa missão é saber e querer cuidar das pessoas.

13.05
Humanizar as relações humanas. Orientadas pelo olhar mecanicista as empresas também precisam considerar os sentimentos humanos.

Corações e cérebros coabitam o interior das empresas. Poucas, entretanto, os percebem em suas interações e influências mútuas. Orientados pelo olhar  mecanicista as empresas... Leia mais

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Corações e cérebros coabitam o interior das empresas. Poucas, entretanto, os percebem em suas interações e influências mútuas. Orientados pelo olhar  mecanicista as empresas precisam considerar também os sentimentos  humanos e seus impactos nos processos de trabalho. Campanhas motivacionais surgem como respostas urgentes quando as pesquisas de clima mapeiam a pressão interna e descobrem que o pulso organizacional bate indiferente aos comandos. Os empregados estão deprimidos, sem desejo? Ou para usar o termo da moda “desengajados”? É difícil celebrar mais um milhão de toneladas de minério produzidas? Ou duzentos mil contêineres descarregados? Ou algum outro quantitativo alcançado? Claro! Qual o significado dos números para o imaginário do homem em meio aos maquinários pesados, sobrecarregado por reuniões intermináveis e metas sempre maiores?
No campo do diálogo, a comunicação interna se faz permanente não só pelos canais oficiais de entrega da informação mas também pela “rádio peão” e cada vez mais nos comentários das redes sociais. O comunicar se reflete na energia dos lugares de encontro, nas salas de reunião, no design dos locais de trabalho e no cuidado com a estética alinhada com a ética e com a técnica! A comunicação se faz presente pelos afetos aparentemente ausentes. Todos são afetados pelo ambiente, assim como pelos discursos oficiais e oficiosos (aqueles dos corredores). Nas empresas, cada vez mais o emocional mexe com o metabolismo da organização e numa sociedade de conhecimento em rede, essa tendência se amplia forçando o uso da tecnologia matemática a ganhar uma face mais humana e sensível.
Sabemos que ser emocional demais atrapalha, assim como ser unicamente racional inviabiliza a ternura. Se o lado racional nos permite tecer conclusões é o emocional que nos dá a energia para a ação. Por isso, reforço “humanizar as relações humanas” e assim considerar o outro e seus sentimentos, afetos e desejos. Sonhos, visão de mundo, modelo mental, modo de falar e se expressar. O objetivo a atingir deve ser comum: realizar a missão da empresa, cumprir a promessa da marca. Mas se o coração está vazio, a alma em crise, o cérebro não vale nada. É uma lâmpada apagada.
Pessoas comuns podem se tornar notáveis quando impulsionadas por sua emoção e quando percebem e acreditam que podem fazer coisas extraordinárias, com real significado em suas rotinas e verdadeiro sentido para suas vidas.
 #TalkTheWalk

 

01.05
A organização viva Empresas não são um amontoado de máquinas arieu

Arieu de Geus foi Diretor de Planejamento da Shell e escreveu o livro "The Living Company"  em 1997 e após vinte anos, suas ideias continuam atuais. Empresas não são um amontoado de máquinas,... Leia mais

Arieu de Geus foi Diretor de Planejamento da Shell e escreveu o livro “The Living Company”  em 1997 e após vinte anos, suas ideias continuam atuais. Empresas não são um amontoado de máquinas, matéria-prima e recursos financeiros mas verdadeiras “comunidades vivas de trabalho“. Em tempos de turbulência política e econômica, é preciso resgatar este autor e perceber que é a energia das pessoas que movimenta a dinâmica corporativa afetando resultados no curto e no longo prazo, bem como reforçando ou depredando valores. Organismos vivos são marcados não pelo batimento dos ponteiros do relógio, mas pelo batimento de seus corações. Energia em movimento.

Palavras são fluxos de energia e é por isso que a comunicação possui não só uma responsabilidade formal e burocrática de entrega de dados e informações, mas a missão de orientar essa rede de conversas corporativa no sentido de abrir espaços para o potencial de cada pessoa, dar voz e ouvidos aos empregados em seus diferentes locais de trabalho. A comunicação com e entre os empregados tem o poder de reforçar ou desconstruir valores através dos exemplos individuais que dão vida à organização. Pessoas empoderadas e reconhecidas são os agentes da alta performance e é essa disposição que cria empresas duradouras, capazes de inovar e se transformarem ao longo dos anos. Segundo Arieu de Geus, companhias como a multinacional finlandesa Stora Enso ou a japonesa Mitsui.

Se a mudança é uma das únicas certezas que podemos ter em nossas vidas, os espaços corporativos também são campos impactados pela força da mudança. Diferentes áreas dirigidas por diferentes gestores devem ser entendidos como microcosmos de um mesmo universo. Um universo caótico, com certeza pois a vida é caos e mudança por mais que tentemos controlar seu rumo. Nas empresas não seria diferente e o  jeito como as pessoas se expressam, conversam e agem produzem narrativas de comunicação interna capazes de moldar o imaginário coletivo organizacional, bem como influenciar o alcance de metas e de resultados.

Nesse sentido, ainda encontramos diversas empresas cujos dirigentes as percebem como máquinas, incapazes de mudar ou de entender que a energia de seus empregados e os fluxos de comunicação interna são processos completamente opostos ao desejo de controlar as pessoas como se fossem peças mecânicas, simples crachás ambulantes ou head count na folha de pagamento. A própria insistência em definir a área de gente como de “recursos” humanos ainda comprova essa visão ultrapassada. A empresa enquanto uma comunidade viva é o futuro que chegou apesar de muitos gestores ainda não terem se dado conta dessa grande mudança na dinâmica dos negócios e de suas relações.

Luiz Antônio Gaulia

Luiz Antônio Gaulia

Jornalista. Mestre em Comunicação Social pela PUC-Rio. Especialista em Comunicação Empresarial pela Syracuse University/Aberje. Pós-graduado em Marketing e em Comunicação Jornalística. Ex-Gerente de Comunicação da CSN - Cia. Siderúrgica Nacional e da Alunorte (PA). Atuou também no O Boticário e no Grupo Votorantim. Realizou projetos de comunicação corporativa e sustentabilidade para a VALE, a Light, Petrobras e Ajinomoto. Foi Gerente de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Estácio, companhia na qual também foi o responsável pela comunicação com os empregados. Consultor e professor, escreve para a Aberje, a PLURALE e no Blog do Gaulia.