26.10
O que é ser cool hunter?

Sabina Deweik é uma cool hunter – literalmente, caçadora de tendências, expert em perceber e antecipar mudanças de comportamento (o “zeitgeist”, termo em alemão que significa “espírito do tempo”). O cool hunter radiografa pessoas, cidades e comportamentos para descobrir quais os próximos passos que as empresas devem tomar para alcançar o sucesso.

O que a princípio pode parecer um trabalho simples e fácil, na verdade exige muita atenção, concentração e um senso de percepção que a maioria não tem. Das passarelas de moda a um assunto mobilizador de uma mesa de bar: tudo pode servir de brecha para um cool hunter captar o que pode virar uma tendência. O cool hunter é um pesquisador que observa em 360 graus o que está acontecendo de novos comportamentos em uma determinada região. É praticamente um estilo de vida, porque cerca de 40% do trabalho é em campo, olhando, levantando hipóteses e redigindo relatórios, onde as interpretações não podem estar erradas, sobretudo no tempo de duração de determinada incidência.

 

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Sabina é formada em Jornalismo e tem dois mestrados no currículo: em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Comunicação de Moda pela Domus Academy, de Milão. Já atendeu clientes como Illy Caffe, Alessi, Veuve Clicquot, Ferrero Rocher, Samsung. No Brasil, atuou em projetos para Havaianas, H. Stern, Natura, Senai Cetiqt, Grendene, Fiat e Petrobras.

Iniciou sua carreira no Caderno 2 do Jornal O Estado de S. Paulo, realizando cobertura dos mais variados eventos culturais e entrevistas com personalidades das áreas de teatro, artes plásticas, fotografia, moda. Especializou-se em moda e trabalhou também no Jornal da Tarde, mais tarde atuando como responsável pela área de estilo e desenvolvimento da antiga Têxtil Mamut. Colaborou com inúmeras publicações entre elas Revista Veja, Jornal O Estado de S. Paulo, Agência Estado, estadao.com,Revista Academia Esportes, Fashion Site, Textília Press, Revista Audi Magazine, Revista World Fashion, Jornal Diário do Comércio e Revista Quem.

Para entender um pouco mais, essa profissional concedeu uma entrevista para a Motorola, gravada no vídeo a seguir:

 

Sabina também foi palestrante da Aberje em algumas oportunidades. Um dos casos aconteceu em 2013 com o tema “Os Paradigmas do Futuro e a Transição do Brasil”, quando ainda era representante no Brasil do italiano Future Concept Lab. Ela participou do seminário Marca Brasil Aberje em outubro daquele ano, onde foi discutida a imagem percebida sobre o Brasil em âmbito global. O vídeo abaixo, disponível no Canal da Aberje no YouTube, traz a íntegra dessa participação:

 

FERRAMENTAS

O trabalho do cool Hunter, além de extrema sensibilidade para observação atenta e permanente do contexto e identificação de frequências de discursos, atitudes e comportamentos, lança mão de recursos tecnológicos para organizar a imensidão de dados disponíveis hoje. Sabina utiliza o Nextatlas, um conjunto de ferramentas para a tomada de decisões e inspiração a partir de big data. É um mecanismo automático que interpreta e filtra tendências e comportamentos à partir do conteúdo de mídia social, com fontes que vão desde Instagram, Tumblr, Pinterest, Twitter até New Youk Times e Wired.

A plataforma ordena e categoriza dados existentes nas redes e as empresas têm acesso a um instrumento que une leitura e análise de comportamentos com um software que permite às marcas rastrear e acompanhar tendências, as relações em rede entre as tendências emergentes, sua geolocalização e navegar por centenas de exemplos visuais inspiradores bem como a descrição sociológica destes fenômenos. Veja mais no vídeo.

 

 


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