06.02
O jogo da diversidade Diversidade é destaque nos intervalos do Super Bowl

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O Super Bowl, a grande final do futebol americano, é a maior vitrine da TV dos Estados Unidos. É neste dia que grandes anunciantes lançam seus produtos, fazem algumas experimentações e, acima de tudo, passam seus recados. E ontem (5) havia destinatários certos: o presidente Donald Trump e suas políticas anti-imigração.

Marcas como Budweiser, Audi, Coca-Cola e AirBnb tomaram partido e saíram em defesa da diversidade.

A Bud contou a história de seu criador, um imigrante alemão que chegou aos EUA em 1850. O filme, produzido antes da vitória de Trump, mostra Adolphus Busch ouvindo frases como “Não te queremos aqui” e “Volte para casa”.

No Brasil, a marca de cerveja também marcou presença nos intervalos da ESPN, que transmitiu o jogo por aqui. Mostrou diferenças raciais, estéticas e até um beijaço gay.

Ainda nos EUA, a Audi tratou da igualdade de gêneros. Um pai se pergunta se deve contar à sua filha que, apesar de sua educação, habilidades e inteligência, ela deve ganhar menos que os homens. Pesquisas no Brasil mostram que os salários das mulheres são 30% menores que seus pares do sexo masculino, exercendo as mesmas funções. A Audi se comprometeu a equilibrar estes números.

A AirBnb foi direto ao ponto: não importa como você é, de onde vem ou quem ama. O mundo é melhor com aceitação.

Por fim, a Coca-Cola reprisou um filme de 2014, que valoriza a interculturalidade, as diferenças religiosas e mostra que os EUA são feitos por gente de toda parte.

O recado foi claro: o obscurantismo e a intolerância crescem, mas não serão aceitos passivamente. Nem pela parte da sociedade que valoriza a diversidade nem pelas marcas que têm propósitos claros.