17.05
Homofobia no trabalho Há 26 anos, a homossexualidade deixava o catálogo internacional de doenças.

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Hoje é 17 de Maio, Dia Internacional de Combate à Homofobia.
A escolha da data não é aleatória e procura lembrar o dia em que a homossexualidade foi retirada do catálogo de doenças da Organização Mundial da Saúde, em 1990.
Faz apenas 26 anos que ser gay ou lésbica não é considerado uma patologia!

Nos últimos anos, alguns avanços foram conquistados, mas o preconceito persiste.
Inclusive nas organizações. Segundo pesquisa da consultoria Santo Caos, 40% dos homossexuais já sofreram problemas no trabalho por conta de sua orientação sexual.

Outro estudo, da Elancers, aponta que 17% das empresas têm restrições quanto à contratação de gays e lésbicas.

É uma intolerância assustadora, que fica ainda pior quando se consideram as interseccionalidades. O preconceito tende a crescer quando os marcadores de classe ou raça se somam à orientação sexual: é ainda mais difícil a vida do homossexual negro, com deficiências ou de baixa renda.

No caso da população trans*, surge um agravante. A transgeneridade ainda consta dos manuais internacionais de doenças. Para a medicina, as travestis, mulheres e homens trans seguem como um grupo que merece tratamento  psiquiátrico. Em 2016. Um escândalo.

O 17 de Maio é um dia mais de reflexão que de celebração. É uma data para pensar sobre as conquistas que não chegam da mesma maneira para todos e a necessidade de desenvolvermos empatia e solidariedade, sobretudo com aquelxs que estão ao nosso lado na sigla LGBT, mas seguem distantes em termos de direitos, acesso à cidadania e a trabalho.

Que a gente amplie nossa ação e possa, juntos, LGBT e aliados, lutar contra as intolerâncias de todos os tipos. Homolesbotransfóbicos, não passarão!

 

Leia mais sobre o assunto na próxima edição da revista Comunicação Empresarial, que vai abordar as questões de gênero e LGBT na comunicação. Disponível em junho, no site da Aberje.


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