19.05
Luis Rasquilha fala em livro sobre pesquisa de tendências

“Coolhunting e Pesquisa de Tendências: observar, identificar e mapear as tendências e mentalidades emergentes do consumidor” é o título lançado pela Editora Actual, escrito pelo consultor... Leia mais

“Coolhunting e Pesquisa de Tendências: observar, identificar e mapear as tendências e mentalidades emergentes do consumidor” é o título lançado pela Editora Actual, escrito pelo consultor Luis Rasquilha.

 

tendencias-livrorasquilha

 

É a segunda de uma série de três obras, todas dedicadas a analisar os temas do Futuro, das Tendências e da Inovação e de como as empresas precisam entender a importância dessas três áreas para perenizarem seus negócios e suas presenças nos mercados. Agora o autor dedica-se a apresentar como devemos estudar o fenômeno das tendências e de que forma podemos estruturar um capital de conhecimento único, resultante da forma como os consumidores se comportam, que permita a construção de valor e de diferenciação. Também apresenta as tendências mais representativas no mundo hoje, sob a forma de relatório de tendências, resultado do trabalho da AYR Consulting Worldwide (AYRWW) e seus parceiros, nos últimos anos, para diversos clientes nos EUA , Brasil e Portugal.

A proposta é clara: mapear as tendências de futuro e identificar atalhos, garimpar oportunidades, evitar ciladas e, principalmente, ampliar os horizontes. Quem renunciaria a uma chance como essa?

 

SOBRE O AUTOR – Luis Rasquilha

Publicitário, marketeer, gestor, consultor, coolhunter, professor. Formação Superior Comunicação, Marketing, Gestão, Empreendedorismo e Gestão da Inovação e Criatividade e Design Thinking. Professor convidado em diversas Universidades e Business Schools no mundo, com destaque para a Fundação Instituto da Administração (FIA), Grupo Troiano de Branding, Saint-Paul Business School e INOVA Business School, no Brasil. Autor e co-autor de vários livros técnicos nas áreas de Comunicação, Marketing, Tendências e Inovação, é CEO da AYR Consulting World Wide ,da Inova e da Inova Business School.

02.05
Entrevista: tendências, segundo o advogado André Spínola

O advogado André Spínola é Gerente Nacional de Atendimento às Empresas de Comércio e de Serviços do Sebrae há 13 anos e já contribuiu com as agendas de políticas públicas e desenvolvimento... Leia mais

O advogado André Spínola é Gerente Nacional de Atendimento às Empresas de Comércio e de Serviços do Sebrae há 13 anos e já contribuiu com as agendas de políticas públicas e desenvolvimento territorial. Pós-graduado em Políticas Públicas para pequenos negócios e também em movimentos sociais e democracia participativa, tem MBA em gestão empresarial e mestrado em Desenvolvimento Territorial pela Universidade de Valência/ESP. E foi esta experiência, junto com sucesso em recente palestra na capital paulista, que o credenciou para esta entrevista sobre tendências.

 

tendencias-andrespinola

 

A unidade que Spínola gerencia atualmente é responsável por projetos e programas nacionais de economia digital, smart cities, destinos turísticos inteligentes, economia criativa, negócios de impacto social, comércio varejista, dentre outras. Vamos às respostas:

 

1) O que são tendências, em sua opinião?

São movimentos e comportamentos que começam a se configurar em horizontes variáveis de tempo, abrindo novos nichos ou mesmo grandes disrupções de mercado. Podem ser em mais ou menos tempo e em múltiplas situações. Pode ter a ver com tecnologias, comportamentos de consumidores, marketing, canais de distribuição, formas como serão entregues os produtos e serviços e os valores que vão ser percebidos à partir daí.

Mercados ou situações estabelecidas dão pouca margem para diferenciação na competição. As tendências ditam inovações e novas pegadas que podem reposicionar rapidamente os negócios mais ágeis e inovadores.

 

2) Qual a importância dos empreendimentos investirem na detecção de tendências hoje em dia?

São possibilidades de negócios importantes e muitas vezes vão traçar as regras de mercado num futuro próximo, podendo fazer com que empresas quebrem se ficarem paradas. O empreendedor tem que estar conectado com essas tendências e buscar enxergar as oportunidades que virão daí e inovar, para, no mínimo, se manter no mercado muitas vezes.

 

3) Por que trabalhar com tendências e qual a maior dificuldade neste tipo de serviço?

Identificar tendências traz oportunidades de negócios incríveis, faz com que as empresas se movam na selva da competição e gera inovações e novos modelos de negócios numa economia cada vez mais ágil e mutante. Acho que uma grande dificuldade é o acesso às informações corretas, fontes confiáveis num mar imenso de informações e, principalmente, a capacitação constante dos empreendedores para conseguir digerir tudo isso e operar as transformações necessárias.

 

4) Quais as tendências mais relevantes para o setor de serviços atualmente, em sua análise?

Hoje trabalhamos aqui no Sebrae com algumas tendências importantes para serviços. E algumas delas já se tornam realidade em ritmo acelerado. A economia de serviços é uma delas. A economia dos países desenvolvidos já é amplamente baseada em serviços. As cadeias globais de valor já tem sua maior parcela de eficiência por conta de serviços como design, comunicação, branding, engenharias e o digital.

Outra tendência que compõe nosso cenário é a importância da internet em todos os processos econômicos, desde a vida dos cidadãos, até as atividades industriais e de governo. Procuramos enxergar os nichos de negócios que surgem e se modificam de forma super acelerada e conectar as startups aí.

Estamos conectados com a economia do compartilhamento, que faz o uso dos bens substituir sua propriedade, as plataformas e negócios open source, novos perfis de empreendedores, cada vez mais conectados e empoderados, dentre outros.

 

5) Que indicações de fontes você teria para quem quiser melhorar o entendimento no tema das tendências?  

O Portal Sebrae (www.sebrae.com.br) traz vários materiais interessantes sobre tendências em vários segmentos da economia e também tem muito conteúdo sobre inovação e tecnologia. Vale a pena dar uma conferida.

17.04
Tendências em fidelização, by Accenture

As empresas estão desperdiçando bilhões a cada ano em programas de fidelização de clientes que não funcionam mais como antigamente. Ao menos é isso o que mostra a pesquisa Seeing beyond the... Leia mais

As empresas estão desperdiçando bilhões a cada ano em programas de fidelização de clientes que não funcionam mais como antigamente. Ao menos é isso o que mostra a pesquisa Seeing beyond the loyalty illusion: it’s time you invest more wisely ,da Accenture Strategy, feita com 25.426 consumidores em todo o mundo, incluindo 1.322 no Brasil.

 

tendencias-accenture

 

De acordo com o estudo, tanto os brasileiros quanto os consumidores de fora do país acumulam (e não usam) milhões de pontos de fidelidade, fato que tem levado 80% deles a não mais comprar dos lugares que sempre compram – o que afeta o lucro das empresas a cada ano. A pesquisa constatou que 83% dos consumidores no Brasil trocaram de fornecedor no ano passado. Outros 36% confirmaram que as suas expectativas sobre fidelidade de marca mudaram completamente nos últimos anos. O motivo pode ser mais simples do que parece. “A mecânicas tradicionais de ‘preço baixo’ e ‘serviço confiável’ não são mais tão eficazes para promover a fidelidade”, afirma Roberto Wollan, diretor executivo sênior e líder global de estratégia avançada de consumidor da Accenture.

De acordo com o executivo, novas linguagens de fidelidade surgiram, impulsionadas pelo fato de as marcas estarem testando experiências digitais criativas, que mudaram a dinâmica da fidelidade do cliente hoje. Com 65% dos consumidores brasileiros gastando mais com as marcas que eles amam, as empresas que adotam as abordagens tradicionais correm o risco de afastar os consumidores. “Está na hora das organizações repensarem a fidelidade”, afirma.

 

Novos caminhos

Se as ferramentas tradicionais de fidelização já não funcionam mais, o que dá certo, afinal? A pergunta feita por muitas companhias, em especial as que querem e precisam concentrar seus esforços na conquista pela geração Y, tem uma resposta no estudo.

Cinco caminhos são apontados como tendências pela pesquisa, com base nas entrevistas feitas com consumidores brasileiros. Abaixo, reunimos as principais. Confira:

Provas de carinho –  71% dos consumidores brasileiros se sentem fieis a marcas que os oferecem pequenas provas de carinho: descontos personalizados, vale-compras e ofertas especiais para recompensar a sua fidelidade.

Conheça-me – 64% são fieis às marcas que permitem personalizar produtos, enquanto 75% são fieis a marcas que interagem por meio de seus canais de comunicação preferidos. Respeito ao seu espaço é fundamental para os consumidores: 84% se sentem fieis a marcas presentes quando eles precisam, mas que respeitam seu tempo e os deixam em paz e 86% preferem as que protegem a privacidade de suas informações pessoais.

Caçador de emoções – 65% são fieis a marcas que os envolvem a pensar em conjunto na criação de produtos ou serviços, enquanto 60% preferem manter relacionamento com empresas que ofertam novas experiências ou serviços. Além disso, 54% preferem pelas que ofertam experiências multissensoriais com novas tecnologias, como a realidade virtual ou realidade aumentada.

Indicação – 29% são fieis a marcas parceiras de celebridades e outros 33% preferem as que se associam a influenciadores sociais, como blogueiros e vloggers. Outros 65% optam pelas indicadas por familiares e amigos, enquanto outros 63% apostam nas que apoiam instituições de caridade ou campanhas públicas.

Prenda-me – as que oferecem a possibilidade de troca de pontos de fidelidade ou recompensas com outros fornecedores são as que atraem 69% dos consumidores brasileiros.

23.03
Verdades sobre tendências

Sobrecarga de informações, mudanças hiper-aceleradas e a busca incessante por inovação (preferencialmente, disruptiva) significam uma opressão interminável, do mesmo tamanho das oportunidades.... Leia mais

Sobrecarga de informações, mudanças hiper-aceleradas e a busca incessante por inovação (preferencialmente, disruptiva) significam uma opressão interminável, do mesmo tamanho das oportunidades. É para isso que tendências existem: mostram caminho em meio ao bombardeio de informações e fornecem um quadro que ajuda a entender mudanças rápidas, permitem que você processe e tenha foco.

 

tendencias-trends

 

Tendências ajudam a encontrar o insight ou a oportunidade certa e gerar ideias assertivas, levando a uma correta execução. E, apesar delas estarem em todo lugar, tendências não são moda. Uma tendência é uma nova manifestação entre pessoas, em comportamento, atitude ou expectativa, de uma necessidade humana, um desejo ou uma vontade. Tendências emergem quando uma mudança externa desbloqueia novas maneiras de atender o que as pessoas esperam, ou ainda nem esperam.

O processo de identificar uma tendência não é fácil. São usadas metodologias, mas nada continua mais importante do que a inteligência do olhar, até porque a pesquisa tradicional tende essencialmente a olhar para trás, e as tendências são sempre sobre o agora e o amanhã. E fora que as pesquisas sempre estão limitadas ao que as próprias pessoas consultadas conseguem articular sobre suas próprias necessidades. Não digo que as pesquisas tradicionais também não são fundamentais, afinal elas provêm dados para dar suporte à análise de tendências, mas é preciso ir além deles.

Os exemplos, as experiências próprias visualizadas ao redor do mundo é que são o insumo para constatar tendências numa aposta no futuro. A partir disso é que se pode gerar insights poderosos em novas direções de relacionamento, informação e consumo. Exemplos trazem uma tendência à vida ao mostrar como ela está sendo aplicada e servem para materializar e ilustrar a análise.

 

Baseado na inteligência fartamente distribuída pela TrendWatching, aponto algumas “verdades sobre tendências”:

Verdade#1 – uma tendência é uma nova manifestação entre as pessoas, em comportamento, atitude ou expectativa de uma grande necessidade ou desejo humanos

Verdade#2 – modismos vão e vêm. Tendências emergem e se desenvolvem.

Verdade#3 – pesquisa de mercado tradicional é fundamentalmente um olhar para trás. Tendências são sobre o agora e o amanhã também.

Verdade#4 – buscar e analisar novas inovações está no coração da metodologia de tendências.

Verdade#5 – tendências não são o ponto final, mas as oportunidades que elas sinalizam são.

Verdade#6 – esqueça as demografias tradicionais, pense em adaptações.

 

13.03
Três tendências mundiais que impactarão a indústria de turismo até 2025

A Visa divulgou os resultados de seu estudo “Mapping the Future of Global Travel and Tourism”, que explora as principais tendências que afetarão o turismo e as viagens em nível mundial durante... Leia mais

A Visa divulgou os resultados de seu estudo “Mapping the Future of Global Travel and Tourism”, que explora as principais tendências que afetarão o turismo e as viagens em nível mundial durante a próxima década. O estudo mostra que, mundialmente, os gastos anuais com viagens internacionais girarão em torno de US$1,5 trilhão (montante médio, em valores de 2015) e US$5.309 por pessoa. Na América Latina, especificamente, estima-se que cada viajante gastará aproximadamente US$4.764 com viagens para fora de seus países. No grupo dos 50 mercados líderes em gastos no exterior em nível mundial, destacam-se seis mercados latino-americanos: Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru.

Segundo o estudo global, há três tendências representativas impactando as viagens internacionais. O crescimento da economia e a maior facilidade de acesso às viagens internacionais estão fazendo surgir uma nova e crescente “classe viajante” em todo o mundo. A expectativa é que, até 2025, mais de 280 milhões de famílias viajem para fora de seu país de residência. Outro fator importante é o envelhecimento da população mundial. Durante a próxima década, a expectativa da Visa é que os viajantes com mais de 65 anos de idade sejam o segmento mais promissor, com crescimento de 8,4% em nível mundial e de 9% na América Latina, superando em cerca de 4% os segmentos mais jovens. Por fim, a expectativa é que a conectividade da internet e a infraestrutura de transporte aumentem. A digitalização abre caminho para viagens mais espontâneas e personalizadas, abraçadas por viajantes internacionais acostumados a viagens mais breves e itinerários feitos sob medida para as suas necessidades. Hoje, na América Latina, existem 133,1 telefones celulares para cada 100 habitantes e 68 usuários de internet para cada 100 habitantes.

Até 2025, o número de viagens internacionais subirá drasticamente. Na América Latina, em especial, projeta-se um crescimento de até 16% entre os anos de 2015 e 2025, mantendo a região na vanguarda das tendências.

 

tendencias-visa

 

Principais dados do estudo:

– O estudo analisou dados de gastos no exterior em nível global e regional. Da América Latina, destacaram-se os seguintes mercados: Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru.

– O gasto com viagens internacionais crescerá 5,1% ao ano entre as famílias latino-americanas com renda a partir de US$20.000. No caso de famílias latino-americanas com renda anual igual ou superior a US$150.000, o crescimento será de 3.2%.

– Na região, estima-se que, até 2025, 9% das viagens internacionais serão realizadas por pessoas com mais de 65 anos de idade. Na média, 6,7% das viagens serão realizadas por pessoas com mais de 65 anos, ante 4,2% em 2015.

– Em longo prazo, o envelhecimento dos viajantes transformará a indústria. Uma área que já está em crescimento em decorrência desse envelhecimento é o “turismo médico”. Mais viajantes estão optando por combinar tratamentos médicos com férias.

– A conectividade digital transformou a forma como exploramos o mundo. A proliferação de dispositivos móveis facilitou o turismo em “tempo real”. Os viajantes estão cada vez mais suscetíveis e reativos às informações disponíveis on-line.

– Na América Latina, existem 133,1 telefones celulares para cada 100 habitantes e 68 usuários de internet para cada 100 habitantes. Mundialmente, são 114,7 telefones celulares para cada 100 pessoas e 52,5 usuários de internet para cada 100 pessoas.

A Visa realizou este estudo para proporcionar uma maior compreensão das tendências mundiais da crescente indústria de viagens e turismo. A Visa Performance Solutions tem as ferramentas e as soluções necessárias para ajudar as empresas a continuar na vanguarda da indústria e a planejar melhor suas estratégias de crescimento.

 

20.02
Tendências em tecnologia e negócios para 2017, segundo a Totvs

O diretor executivo do TOTVS Labs, Vicente Goetten, escreveu um artigo com as oito principais tendências de tecnologia e negócios para 2017. Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos... Leia mais

tendencias-totvs1

O diretor executivo do TOTVS Labs, Vicente Goetten, escreveu um artigo com as oito principais tendências de tecnologia e negócios para 2017. Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos anos e impactando o mundo todo: o veloz crescimento da tecnologia e a rápida adoção por empresas e pessoas. A Singularity University, nos Estados Unidos, definiu que estamos passando de um mundo linear e local para outro exponencial e global. Essa nova realidade obriga a mudar a forma como vemos as coisas, como pensamos e como reagimos. Este post reproduz o conteúdo gerado pelo executivo e pela empresa.

A tecnologia já transformou a maneira como as pessoas interagem, tanto em suas vidas pessoais como profissionais (as chances de você estar lendo isso em um dispositivo móvel, seja ele smartphone ou tablet, são enormes). As empresas não só precisam estar prontas para atrair e reter talentos que se sintam confortáveis com essas novidades, como também devem aprender que os seus negócios podem se beneficiar delas.

Mas você já deve ter ouvido falar de tudo isso, certo? A intenção agora é mostrar tendências de tecnologia e negócios que já têm exemplos práticos no mercado e que impactarão todo o mercado nos próximos 12 meses.

 

tendencias-totvs2

Vamos vivenciar, de forma muito rápida, tecnologias de ponta se tornando cada vez mais acessíveis a custos mais baixos. Dessa forma, será possível desenvolver produtos e serviços melhores, gastando menos. Alguns exemplos de tecnologias que passarão por esse crescimento são: Inteligência Artificial, impressão 3D, robôs e drones, carros autônomos, realidades virtual e aumentada, bitcoin e blockchain, biotecnologia e outras.

 

tendencias-totvs3

A internet é a principal responsável pela transformação que descrevi acima e o seu crescimento não para. Ela levou 20 anos para chegar ao primeiro bilhão de usuários, apenas cinco anos mais para chegar ao segundo bilhão e mais quatro anos para o terceiro bilhão. Até 2020, ou seja, daqui três anos, a estimativa é que mais três bilhões de usuários sejam conectados à rede. São pessoas que nunca acessaram a web, nunca fizeram uma compra online e que trarão consigo novas ideias e demandas. Boa parte delas chegarão à WWW em 2017 e, com elas, novas oportunidades de negócios. A OneWeb, por exemplo, empresa americana focada em prover internet de alta velocidade de forma acessível para todo o mundo, prometeu acelerar o lançamento de “uma constelação de satélites” para 2017 e 2018 com o objetivo de atender essa demanda reprimida através destes equipamentos.

 

tendencias-totvs4

Nos anos 1960, computadores eram recursos raros e muito caros para uma única pessoa possuir. Foi assim que o conceito de compartilhamento surgiu, para que um grupo de pessoas pudesse acessar um mesmo sistema em turnos. Hoje em dia, o fácil acesso à computação é representado por dispositivos conectados à internet e entre si. Assim, diversas empresas conseguirão criar ofertas de interação entre pessoas e coisas jamais pensadas antes – como hubs de automação doméstica com reconhecimento de voz que toca música, faz listas de afazeres e informa o clima, o trânsito e outros dados em tempo real.

 

tendencias-totvs5

O acesso quase infinito ao poder da computação tem sido o principal catalisador para a grande evolução da Inteligência Artificial. Esta combinação de técnicas e algoritmos, sendo a mais proeminente o Machine Learning e uma de suas vertentes – o Deep Learning -, visa treinar máquinas para que tenham as mesmas capacidades que humanos, como raciocínio, planejamento, processamento de linguagem natural, percepção e inteligência geral. Neste sentido, o ambiente de trabalho em diversas indústrias verá a IA acontecer de fato em 2017, mas não para substituir trabalhos feitos pelas pessoas. Neste primeiro estágio, a máquina terá a função de aumentar as nossas capacidades cognitivas, principalmente pela tecnologia conseguir processar um volume de dados extremamente superior ao do ser humano.

 

tendencias-totvs6

Aqui, vou usar a música de exemplo. Há não muito tempo, para ouvir sua música preferida a qualquer hora você tinha que comprar um CD, com um álbum inteiro – que tinha por volta de 80 minutos, porque era o que cabia naquela mídia – e também ter onde reproduzi-lo. Para compartilhar essa música com alguém, você precisava emprestar a ela o seu CD. Todos os aspectos dessa descrição mudaram. Hoje você tem serviços de música por demanda e só ouve um álbum inteiro se quiser. E essas mudanças drásticas não são exclusivas da indústria fonográfica. Avanços enormes da tecnologia e das aplicações de negócio provocaram a disrupção da experiência das pessoas. E aqui não estou falando apenas da experiência do usuário final. Indústrias como um todo deixarão de existir e, cada vez mais, veremos uma mudança na forma como pensamos e interagimos com produtos e serviços em praticamente todos os segmentos.

 

Veja mais três tendências direto na fan-page no Facebook da empresa Totvs.

25.01
O que você precisa saber sobre recrutamento de talentos em 2017

O Linkedin produziu e distribuiu resultados da pesquisa “Tendências de recrutamento Brasil 2017” no final do ano passado. Foram entrevistados 331 decisores de atração de talentos em... Leia mais

O Linkedin produziu e distribuiu resultados da pesquisa “Tendências de recrutamento Brasil 2017” no final do ano passado. Foram entrevistados 331 decisores de atração de talentos em departamentos de RH, com nível de gerência ou mais alto, e com algum grau de participação nas decisões sobre orçamentos para soluções de recrutamento. Os entrevistados da pesquisa são usuários do LinkedIn selecionados com base nos seus dados de perfil e contatados por e-mail em mais de 15 países distintos. O trabalho traz alguns indicadores relevantes para se conseguir formar a melhor equipe possível, inclusive aproveitando profissionais disponíveis por conta da crise.

 

Os cinco pontos principais levantados foram:

  1. A atração de talentos é um tema muito importante para os executivos. Líderes em talentos acreditam que seu departamento ajuda a definir o futuro da empresa. No Brasil, mais de 83% afirmam que talentos são a principal prioridade em sua organização.
  2. As equipes de recrutamento terão ainda mais trabalho este ano, e focarão na qualidade das contratações. 40% dos líderes dizem que o volume de contratações de sua equipe aumentará e, para medirem o sucesso, eles estão se concentrando na satisfação dos gestores de contratações e no tempo em que novos contratados permanecem na empresa.
  3. Mesmo investindo em táticas tradicionais de recrutamento, a maioria das equipes têm a marca empregadora e as melhores ferramentas de aquisição de talentos no alto de sua lista de desejos. Embora aproximadamente 59% dos orçamentos de recrutamento sejam gastos em sites de empregos, ferramentas de recrutamento e agências de emprego, os líderes de talentos identificam melhores ferramentas de aquisição de talentos (47%) e marca empregadora (45%) como as duas áreas principais em que poderiam investir mais.
  4. A marca empregadora é fundamental para atrair a atenção dos candidatos, especialmente quando o foco é a cultura da empresa e o avanço profissional. Mais de 73% dos líderes reconhecem que a marca empregadora tem um impacto considerável na contratação de talentos. Os candidatos revelam que as empresas atraem mais seu interesse quando elas falam sobre a sua cultura, visão e benefícios.
  5. Avaliação de competências interpessoais, alavancagem da missão da empresa para atrair os melhores talentos e diversidade de candidatos são as tendências que definem o futuro do recrutamento.

 

OUTROS RESULTADOS – Em termos de métricas de desempenho, os recrutadores tendem a se concentrar naquelas com um impacto duradouro sobre os negócios. Isso é especialmente verdadeiro no Brasil, onde os recrutadores dão mais atenção aos parâmetros relacionados às contratações (como a satisfação do gestor de contratações e o tempo que novos contratados permanecem na empresa) do que no resto do mundo, onde o tempo de contratação ainda está entre as duas maiores métricas.

 

tendencias-recrutamento

 

As estatísticas abaixo ilustram o aumento e a importância das indicações de funcionários, especialmente no Brasil. Não surpreende que um número cada vez maior de empresas esteja começando a desenvolver fortes programas de indicação, uma vez que funcionários indicados são mais rápidos de contratar, têm melhor desempenho e permanecem mais tempo na empresa.

 

tendencias-recrutamento2

 

Se os orçamentos não fossem problema para as equipes, a maioria dos líderes priorizaria investimentos em movimentos estratégicos de longo prazo, como branding, ferramentas, experiência dos candidatos e aumento de competências de suas equipes, ao invés de priorizar as necessidades de curto prazo atuais. Veja abaixo uma lista com grandes apostas a se explorar em 2017.

 

tendencias-recrutamento3

 

A maioria das equipes gasta apenas uma pequena parcela de seus orçamentos com a marca empregadora. Ainda assim, as estatísticas mostram que os líderes acreditam imensamente em sua importância. Uma razão para este paradoxo é a dificuldade em se medir o ROI da marca empregadora, pois a maioria das equipes não consegue correlacionar uma forte fonte de candidatos e seus esforços de branding. 73% dos gerentes de atração de talentos no Brasil concordam que sua marca empregadora tem um impacto significativo na capacidade de contratar ótimos talentos.

Os candidatos e os recrutadores estão em sintonia: a cultura da empresa é fundamental para se diferenciar de outros empregadores. Entretanto, além da cultura, os candidatos estão mais interessados em conhecer a visão da empresa no longo prazo e suas vantagens e benefícios, mais até que sua reputação. A maioria das empresas gera reconhecimento através do seu próprio site e do LinkedIn. Medir a eficácia desses esforços traz um desafio maior. Além de dados sobre o site e das redes sociais, as equipes mais criativas buscam analisar dados de pesquisas internas e prêmios de melhor empregador.

06.01
Só cabe sucesso nas suas histórias?

Você já se deu conta que a história de vida da maior parte dos gestores só teve acerto? Tudo deu certo: infância, escola, amigos, universidade, primeiro emprego… Sei bem que a função... Leia mais

Você já se deu conta que a história de vida da maior parte dos gestores só teve acerto? Tudo deu certo: infância, escola, amigos, universidade, primeiro emprego… Sei bem que a função arquetípica da figura do herói é ser inspirador, e então busca-se revestir estes líderes com partes específicas de suas trajetórias que possam ser vistas como exemplares. Mas se pretendemos, como comunicadores organizacionais, conseguir obter uma conexão entre as chefias a suas equipes, ou entre os contratantes e seus fornecedores, ou entre os entrevistados e os jornalistas, não está mais que na hora de colocar outras verdades nos discursos?

 

tendencias-vulnerabilidade

 

Bem, isto é um pedaço do que tenho estudado em torno do storytelling como narrativa da experiência. Entre as características que cada vez mais têm sido celebradas como novos propulsores de um link emotivo, intenso e memorável entre as pessoas envolvidas numa determinada conversa, estão a narrativa em primeira pessoa, o tom confessional, os detalhes pessoais, a fala emotiva, o estilo mítico, o sentido aberto e… as vulnerabilidades!!!

Por vulnerabilidade, entenda-se o conceito vindo do próprio dicionário: qualidade de vulnerável, desprotegido; condição de risco em que uma pessoa se encontra; conjunto de situações mais ou menos problemáticas que situam a pessoa numa perspectiva inferior a uma demanda com que convive e a afeta…

Sabe-se que toda organização tem algo que funciona direito, aspectos que lhe dão vida quando ela é vital, efetiva e bem-sucedida. O problema é fazer deste núcleo positivo a preponderância ou exclusividade de nossas exposições e pontos de interface, mesmo que eles aumentem a energia e inspirem ações de mudança. Chega um ponto em que a retórica organizacional resta questionada exatamente pela inabilidade em tratar dos fracassos, das instabilidades, dos retrocessos, dos titubeios.

Concordo que foco em competências essenciais, talentos e habilidades, evidenciando as melhores práticas realizadas, é um caminho. Mas a ideia de construir um ideal é fantasiosa demais para a árdua realidade dos ambientes de trabalho. A teoria do processo de Investigação Apreciativa indica quatro fases principais: descobrir, sonhar, desenhar e executar. Na etapa do “sonhar”, é a hora de mergulhar nas histórias e ideias inspiradoras recolhidas para criar imagens novas e desafiantes da empresa e de seu futuro em torno do bom, do melhor e do possível. E só fico imaginando a beleza e a efervescência das histórias de dúvida, e o quanto elas podem também ser importantes para se buscar novos comportamentos.

Sim, o sucesso não vem fácil e por isso deve ser comemorado. Aliás, na maior parte das vezes, ele só dá as caras depois de muito esforço e muitas tentativas fracassadas. A regra é bem ilustrada por uma frase de Wiston Churchill: “O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo”. Veja mais nesta matéria da Revista Época Negócios, intitulada “8 histórias que provam: o sucesso vem com derrotas”. A Folha de S.Paulo abordou o tema há muito tempo, quando viu como instigante um modelo de evento baseado nos fracassos: “No Brasil, falar de erro ainda é tabu, dizem executivos”.

Se você gostou do tema, vale a leitura de ““Eu sou uma pessoa de tremendo sucesso”: representações, identidades e trajetórias de mulheres executivas no Brasil”, tese de doutorado defendida e aprovada na Fundação Getúlio Vargas por Silvana Rodrigues de Andrade. E, para finalizar, deixo o link do vídeo “O Poder da Vulnerabilidade”, em que  Brene Brown analisa, após anos de profunda pesquisa, como o fator vulnerabilidade se revela decisivo para as interações humanas, o senso de comunidade e, mais amplamente, para a capacidade humana de sentir empatia e pertencimento.

 

https://youtu.be/n7tql5Oxol4

 

12.12
Para seguir: Peter Kronstrom e revista Scenario são fontes sobre tendências

O dinamarquês Peter Kronstrom é Diretor para América Latina do Copenhagen Institute for Future Studies e fundador do Future Lounge. Membro do Conselho Consultivo do Consulado Dinamarquês e do... Leia mais

O dinamarquês Peter Kronstrom é Diretor para América Latina do Copenhagen Institute for Future Studies e fundador do Future Lounge. Membro do Conselho Consultivo do Consulado Dinamarquês e do Centro de Inovação Dinamarquês em São Paulo, tem experiência em Gestão de Mudança, Cultura Organizacional, Comportamento do Consumidor, Desenvolvimento de Negócios e Estudos Futuros Aplicados. Atuou profissionalmente na Europa, nos Estados Unidos, Austrália e América do Sul, para onde veio em 2007. Mora no Brasil desde 2010.

O CIFS dá suporte ao processo decisório contribuindo com conhecimento e inspiração desde 1970. Através de pesquisa, análises, seminários, apresentações, relatórios e conteúdo digital, aconselha sobre o futuro. Seu objetivo é fortalecer as bases do processo decisório em organizações públicas e privadas, criando conscientização sobre o futuro e evidenciando sua importância para o presente. E faz isso com uma metodologia que envolve análise baseada em estatística e identificação de tendências mundiais, até fatores mais subjetivos e emocionais de importância para o futuro.

O trabalho do Instituto é interdisciplinar – com equipe transitando entre economia, ciência política, etnografia, psicologia, engenharia, comunicação e sociologia. Neste vídeo, Kronstrom fala em português sobre o tema “Empoderamento do consumidor global – reflexos de novos padrões de comportamento, atitudes e valores na sociedade de consumo brasileira”:

https://youtu.be/llx0xl1YJjw

 

Eles publicam desde 2010 a SCENARIO, premiada revista sobre tendências, ideias, visões e futuros possíveis. A publicação apresenta as tendências que devem ser observadas com atenção e estuda e cobre fenômenos nas áreas de mídia, cultura, cultura de consumo, comunicação, negócios, sociedade, estudos sobre o futuro e ciências naturais. Leia (em inglês) aqui: http://www.scenariomagazine.com/

 

tendencias-peterkronstrom-scenario

23.11
Quais são as três principais tendências da era do design, segundo a Mckinsey

De  área de criação de produtos e serviços para consumidores à disciplina para solucionar os mais complexos problemas das empresas, o design entra em novo momento de maturidade, sendo... Leia mais

De  área de criação de produtos e serviços para consumidores à disciplina para solucionar os mais complexos problemas das empresas, o design entra em novo momento de maturidade, sendo determinante na obtenção de vantagens competitivas nos negócios. A consultoria McKinsey lista três tendências da nova era do Design, ressaltando que as empresas que conseguirem usá-lo não apenas como processo, mas como mindset, sairão vencedoras.

 

tendencias-mckinsey

 

A primeira tendência apontada pela consultoria é o Design@Scale. Neste caso, o design deixa de ser apenas responsabilidade do departamento de design, mas passa a estar presente nas atividades de toda a empresa. Os designers passam a criar regras e sistemas, e não apenas interfaces. Instituições líderes na área digital, como a Airbnb e o governo da Inglaterra, já experimentam com sucesso novos modelos de Design@Scale, utilizando repositórios centrais, regras fluidas e governança com distribuição de poder de tomada de decisão. Dessa forma, o papel do design é exponencialmente ampliado na implementação de produtos, interfaces e serviços.

Outro movimento são organizações maduras integrando design estrategicamente. O design passa a ser institucionalizado na empresa com processos, governança e KPIs. Desenvolver capacidades internas na área está cada vez mais na pauta estratégica e do board das empresas em todo o mundo. O pensamento integrado, criativo e as habilidades de empatia que os designers trazem são cada vez mais buscadas para ingressar em novos mercados e para promover vantagem competitiva baseada na percepção da experiência do usuário (customer experience).

Nesse sentido, a terceira tendência aponta a nova fase de “design thinking” e o crescimento do “User Experience Design”, ou design centrado no consumidor. Nos últimos anos, os desafios de design mudaram radicalmente de produtos físicos para serviços complexos e digitais. Com esta mudança, explode e cresce a disciplina de User Experience Design. O conceito de UX Design, que agrega a interação entre interface e os aspectos subjetivos do usuário, que integra a experiência ao sistema, ganha força.

O desafio para as empresas, portanto, é saber como se posicionar e extrair maior valor do design. Isto significa saber que tipos de problemas a liderança quer resolver e como trazer os profissionais mais adequados para enfrentá-los. Frustrações têm ocorrido quando uma área de design é montada e o capital é investido com grandes ambições de transformação, e os problemas oferecidos são no nível da interface e vice-versa. Há muito desconhecimento ainda no mercado, que precisa ser capacitado.

Rodrigo Cogo

Rodrigo Cogo

Relações Públicas pelo Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Santa Maria , é especialista em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e RP e Mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Trabalhou por 10 anos com planejamento e marketing cultural para clientes como AES, Bradesco, Telefonica e BrasilTelecom. Tem experiência em diagnósticos de comunicação, para empresas como Goodyear, HP, Mapfre, Embraer, Rhodia e Schincariol. Atualmente, é Gerente de Desenvolvimento Associativo da Aberje, entidade onde ainda atua como professor no MBA em Gestão da Comunicação Empresarial. É autor de "Storytelling: as narrativas da memória na estratégia da comunicação" (Aberje Editorial/2016).