20.02
Tendências em tecnologia e negócios para 2017, segundo a Totvs

O diretor executivo do TOTVS Labs, Vicente Goetten, escreveu um artigo com as oito principais tendências de tecnologia e negócios para 2017. Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos... Leia mais

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O diretor executivo do TOTVS Labs, Vicente Goetten, escreveu um artigo com as oito principais tendências de tecnologia e negócios para 2017. Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos anos e impactando o mundo todo: o veloz crescimento da tecnologia e a rápida adoção por empresas e pessoas. A Singularity University, nos Estados Unidos, definiu que estamos passando de um mundo linear e local para outro exponencial e global. Essa nova realidade obriga a mudar a forma como vemos as coisas, como pensamos e como reagimos. Este post reproduz o conteúdo gerado pelo executivo e pela empresa.

A tecnologia já transformou a maneira como as pessoas interagem, tanto em suas vidas pessoais como profissionais (as chances de você estar lendo isso em um dispositivo móvel, seja ele smartphone ou tablet, são enormes). As empresas não só precisam estar prontas para atrair e reter talentos que se sintam confortáveis com essas novidades, como também devem aprender que os seus negócios podem se beneficiar delas.

Mas você já deve ter ouvido falar de tudo isso, certo? A intenção agora é mostrar tendências de tecnologia e negócios que já têm exemplos práticos no mercado e que impactarão todo o mercado nos próximos 12 meses.

 

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Vamos vivenciar, de forma muito rápida, tecnologias de ponta se tornando cada vez mais acessíveis a custos mais baixos. Dessa forma, será possível desenvolver produtos e serviços melhores, gastando menos. Alguns exemplos de tecnologias que passarão por esse crescimento são: Inteligência Artificial, impressão 3D, robôs e drones, carros autônomos, realidades virtual e aumentada, bitcoin e blockchain, biotecnologia e outras.

 

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A internet é a principal responsável pela transformação que descrevi acima e o seu crescimento não para. Ela levou 20 anos para chegar ao primeiro bilhão de usuários, apenas cinco anos mais para chegar ao segundo bilhão e mais quatro anos para o terceiro bilhão. Até 2020, ou seja, daqui três anos, a estimativa é que mais três bilhões de usuários sejam conectados à rede. São pessoas que nunca acessaram a web, nunca fizeram uma compra online e que trarão consigo novas ideias e demandas. Boa parte delas chegarão à WWW em 2017 e, com elas, novas oportunidades de negócios. A OneWeb, por exemplo, empresa americana focada em prover internet de alta velocidade de forma acessível para todo o mundo, prometeu acelerar o lançamento de “uma constelação de satélites” para 2017 e 2018 com o objetivo de atender essa demanda reprimida através destes equipamentos.

 

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Nos anos 1960, computadores eram recursos raros e muito caros para uma única pessoa possuir. Foi assim que o conceito de compartilhamento surgiu, para que um grupo de pessoas pudesse acessar um mesmo sistema em turnos. Hoje em dia, o fácil acesso à computação é representado por dispositivos conectados à internet e entre si. Assim, diversas empresas conseguirão criar ofertas de interação entre pessoas e coisas jamais pensadas antes – como hubs de automação doméstica com reconhecimento de voz que toca música, faz listas de afazeres e informa o clima, o trânsito e outros dados em tempo real.

 

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O acesso quase infinito ao poder da computação tem sido o principal catalisador para a grande evolução da Inteligência Artificial. Esta combinação de técnicas e algoritmos, sendo a mais proeminente o Machine Learning e uma de suas vertentes – o Deep Learning -, visa treinar máquinas para que tenham as mesmas capacidades que humanos, como raciocínio, planejamento, processamento de linguagem natural, percepção e inteligência geral. Neste sentido, o ambiente de trabalho em diversas indústrias verá a IA acontecer de fato em 2017, mas não para substituir trabalhos feitos pelas pessoas. Neste primeiro estágio, a máquina terá a função de aumentar as nossas capacidades cognitivas, principalmente pela tecnologia conseguir processar um volume de dados extremamente superior ao do ser humano.

 

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Aqui, vou usar a música de exemplo. Há não muito tempo, para ouvir sua música preferida a qualquer hora você tinha que comprar um CD, com um álbum inteiro – que tinha por volta de 80 minutos, porque era o que cabia naquela mídia – e também ter onde reproduzi-lo. Para compartilhar essa música com alguém, você precisava emprestar a ela o seu CD. Todos os aspectos dessa descrição mudaram. Hoje você tem serviços de música por demanda e só ouve um álbum inteiro se quiser. E essas mudanças drásticas não são exclusivas da indústria fonográfica. Avanços enormes da tecnologia e das aplicações de negócio provocaram a disrupção da experiência das pessoas. E aqui não estou falando apenas da experiência do usuário final. Indústrias como um todo deixarão de existir e, cada vez mais, veremos uma mudança na forma como pensamos e interagimos com produtos e serviços em praticamente todos os segmentos.

 

Veja mais três tendências direto na fan-page no Facebook da empresa Totvs.

25.01
O que você precisa saber sobre recrutamento de talentos em 2017

O Linkedin produziu e distribuiu resultados da pesquisa “Tendências de recrutamento Brasil 2017” no final do ano passado. Foram entrevistados 331 decisores de atração de talentos em... Leia mais

O Linkedin produziu e distribuiu resultados da pesquisa “Tendências de recrutamento Brasil 2017” no final do ano passado. Foram entrevistados 331 decisores de atração de talentos em departamentos de RH, com nível de gerência ou mais alto, e com algum grau de participação nas decisões sobre orçamentos para soluções de recrutamento. Os entrevistados da pesquisa são usuários do LinkedIn selecionados com base nos seus dados de perfil e contatados por e-mail em mais de 15 países distintos. O trabalho traz alguns indicadores relevantes para se conseguir formar a melhor equipe possível, inclusive aproveitando profissionais disponíveis por conta da crise.

 

Os cinco pontos principais levantados foram:

  1. A atração de talentos é um tema muito importante para os executivos. Líderes em talentos acreditam que seu departamento ajuda a definir o futuro da empresa. No Brasil, mais de 83% afirmam que talentos são a principal prioridade em sua organização.
  2. As equipes de recrutamento terão ainda mais trabalho este ano, e focarão na qualidade das contratações. 40% dos líderes dizem que o volume de contratações de sua equipe aumentará e, para medirem o sucesso, eles estão se concentrando na satisfação dos gestores de contratações e no tempo em que novos contratados permanecem na empresa.
  3. Mesmo investindo em táticas tradicionais de recrutamento, a maioria das equipes têm a marca empregadora e as melhores ferramentas de aquisição de talentos no alto de sua lista de desejos. Embora aproximadamente 59% dos orçamentos de recrutamento sejam gastos em sites de empregos, ferramentas de recrutamento e agências de emprego, os líderes de talentos identificam melhores ferramentas de aquisição de talentos (47%) e marca empregadora (45%) como as duas áreas principais em que poderiam investir mais.
  4. A marca empregadora é fundamental para atrair a atenção dos candidatos, especialmente quando o foco é a cultura da empresa e o avanço profissional. Mais de 73% dos líderes reconhecem que a marca empregadora tem um impacto considerável na contratação de talentos. Os candidatos revelam que as empresas atraem mais seu interesse quando elas falam sobre a sua cultura, visão e benefícios.
  5. Avaliação de competências interpessoais, alavancagem da missão da empresa para atrair os melhores talentos e diversidade de candidatos são as tendências que definem o futuro do recrutamento.

 

OUTROS RESULTADOS – Em termos de métricas de desempenho, os recrutadores tendem a se concentrar naquelas com um impacto duradouro sobre os negócios. Isso é especialmente verdadeiro no Brasil, onde os recrutadores dão mais atenção aos parâmetros relacionados às contratações (como a satisfação do gestor de contratações e o tempo que novos contratados permanecem na empresa) do que no resto do mundo, onde o tempo de contratação ainda está entre as duas maiores métricas.

 

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As estatísticas abaixo ilustram o aumento e a importância das indicações de funcionários, especialmente no Brasil. Não surpreende que um número cada vez maior de empresas esteja começando a desenvolver fortes programas de indicação, uma vez que funcionários indicados são mais rápidos de contratar, têm melhor desempenho e permanecem mais tempo na empresa.

 

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Se os orçamentos não fossem problema para as equipes, a maioria dos líderes priorizaria investimentos em movimentos estratégicos de longo prazo, como branding, ferramentas, experiência dos candidatos e aumento de competências de suas equipes, ao invés de priorizar as necessidades de curto prazo atuais. Veja abaixo uma lista com grandes apostas a se explorar em 2017.

 

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A maioria das equipes gasta apenas uma pequena parcela de seus orçamentos com a marca empregadora. Ainda assim, as estatísticas mostram que os líderes acreditam imensamente em sua importância. Uma razão para este paradoxo é a dificuldade em se medir o ROI da marca empregadora, pois a maioria das equipes não consegue correlacionar uma forte fonte de candidatos e seus esforços de branding. 73% dos gerentes de atração de talentos no Brasil concordam que sua marca empregadora tem um impacto significativo na capacidade de contratar ótimos talentos.

Os candidatos e os recrutadores estão em sintonia: a cultura da empresa é fundamental para se diferenciar de outros empregadores. Entretanto, além da cultura, os candidatos estão mais interessados em conhecer a visão da empresa no longo prazo e suas vantagens e benefícios, mais até que sua reputação. A maioria das empresas gera reconhecimento através do seu próprio site e do LinkedIn. Medir a eficácia desses esforços traz um desafio maior. Além de dados sobre o site e das redes sociais, as equipes mais criativas buscam analisar dados de pesquisas internas e prêmios de melhor empregador.

06.01
Só cabe sucesso nas suas histórias?

Você já se deu conta que a história de vida da maior parte dos gestores só teve acerto? Tudo deu certo: infância, escola, amigos, universidade, primeiro emprego… Sei bem que a função... Leia mais

Você já se deu conta que a história de vida da maior parte dos gestores só teve acerto? Tudo deu certo: infância, escola, amigos, universidade, primeiro emprego… Sei bem que a função arquetípica da figura do herói é ser inspirador, e então busca-se revestir estes líderes com partes específicas de suas trajetórias que possam ser vistas como exemplares. Mas se pretendemos, como comunicadores organizacionais, conseguir obter uma conexão entre as chefias a suas equipes, ou entre os contratantes e seus fornecedores, ou entre os entrevistados e os jornalistas, não está mais que na hora de colocar outras verdades nos discursos?

 

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Bem, isto é um pedaço do que tenho estudado em torno do storytelling como narrativa da experiência. Entre as características que cada vez mais têm sido celebradas como novos propulsores de um link emotivo, intenso e memorável entre as pessoas envolvidas numa determinada conversa, estão a narrativa em primeira pessoa, o tom confessional, os detalhes pessoais, a fala emotiva, o estilo mítico, o sentido aberto e… as vulnerabilidades!!!

Por vulnerabilidade, entenda-se o conceito vindo do próprio dicionário: qualidade de vulnerável, desprotegido; condição de risco em que uma pessoa se encontra; conjunto de situações mais ou menos problemáticas que situam a pessoa numa perspectiva inferior a uma demanda com que convive e a afeta…

Sabe-se que toda organização tem algo que funciona direito, aspectos que lhe dão vida quando ela é vital, efetiva e bem-sucedida. O problema é fazer deste núcleo positivo a preponderância ou exclusividade de nossas exposições e pontos de interface, mesmo que eles aumentem a energia e inspirem ações de mudança. Chega um ponto em que a retórica organizacional resta questionada exatamente pela inabilidade em tratar dos fracassos, das instabilidades, dos retrocessos, dos titubeios.

Concordo que foco em competências essenciais, talentos e habilidades, evidenciando as melhores práticas realizadas, é um caminho. Mas a ideia de construir um ideal é fantasiosa demais para a árdua realidade dos ambientes de trabalho. A teoria do processo de Investigação Apreciativa indica quatro fases principais: descobrir, sonhar, desenhar e executar. Na etapa do “sonhar”, é a hora de mergulhar nas histórias e ideias inspiradoras recolhidas para criar imagens novas e desafiantes da empresa e de seu futuro em torno do bom, do melhor e do possível. E só fico imaginando a beleza e a efervescência das histórias de dúvida, e o quanto elas podem também ser importantes para se buscar novos comportamentos.

Sim, o sucesso não vem fácil e por isso deve ser comemorado. Aliás, na maior parte das vezes, ele só dá as caras depois de muito esforço e muitas tentativas fracassadas. A regra é bem ilustrada por uma frase de Wiston Churchill: “O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo”. Veja mais nesta matéria da Revista Época Negócios, intitulada “8 histórias que provam: o sucesso vem com derrotas”. A Folha de S.Paulo abordou o tema há muito tempo, quando viu como instigante um modelo de evento baseado nos fracassos: “No Brasil, falar de erro ainda é tabu, dizem executivos”.

Se você gostou do tema, vale a leitura de ““Eu sou uma pessoa de tremendo sucesso”: representações, identidades e trajetórias de mulheres executivas no Brasil”, tese de doutorado defendida e aprovada na Fundação Getúlio Vargas por Silvana Rodrigues de Andrade. E, para finalizar, deixo o link do vídeo “O Poder da Vulnerabilidade”, em que  Brene Brown analisa, após anos de profunda pesquisa, como o fator vulnerabilidade se revela decisivo para as interações humanas, o senso de comunidade e, mais amplamente, para a capacidade humana de sentir empatia e pertencimento.

 

https://youtu.be/n7tql5Oxol4

 

12.12
Para seguir: Peter Kronstrom e revista Scenario são fontes sobre tendências

O dinamarquês Peter Kronstrom é Diretor para América Latina do Copenhagen Institute for Future Studies e fundador do Future Lounge. Membro do Conselho Consultivo do Consulado Dinamarquês e do... Leia mais

O dinamarquês Peter Kronstrom é Diretor para América Latina do Copenhagen Institute for Future Studies e fundador do Future Lounge. Membro do Conselho Consultivo do Consulado Dinamarquês e do Centro de Inovação Dinamarquês em São Paulo, tem experiência em Gestão de Mudança, Cultura Organizacional, Comportamento do Consumidor, Desenvolvimento de Negócios e Estudos Futuros Aplicados. Atuou profissionalmente na Europa, nos Estados Unidos, Austrália e América do Sul, para onde veio em 2007. Mora no Brasil desde 2010.

O CIFS dá suporte ao processo decisório contribuindo com conhecimento e inspiração desde 1970. Através de pesquisa, análises, seminários, apresentações, relatórios e conteúdo digital, aconselha sobre o futuro. Seu objetivo é fortalecer as bases do processo decisório em organizações públicas e privadas, criando conscientização sobre o futuro e evidenciando sua importância para o presente. E faz isso com uma metodologia que envolve análise baseada em estatística e identificação de tendências mundiais, até fatores mais subjetivos e emocionais de importância para o futuro.

O trabalho do Instituto é interdisciplinar – com equipe transitando entre economia, ciência política, etnografia, psicologia, engenharia, comunicação e sociologia. Neste vídeo, Kronstrom fala em português sobre o tema “Empoderamento do consumidor global – reflexos de novos padrões de comportamento, atitudes e valores na sociedade de consumo brasileira”:

https://youtu.be/llx0xl1YJjw

 

Eles publicam desde 2010 a SCENARIO, premiada revista sobre tendências, ideias, visões e futuros possíveis. A publicação apresenta as tendências que devem ser observadas com atenção e estuda e cobre fenômenos nas áreas de mídia, cultura, cultura de consumo, comunicação, negócios, sociedade, estudos sobre o futuro e ciências naturais. Leia (em inglês) aqui: http://www.scenariomagazine.com/

 

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23.11
Quais são as três principais tendências da era do design, segundo a Mckinsey

De  área de criação de produtos e serviços para consumidores à disciplina para solucionar os mais complexos problemas das empresas, o design entra em novo momento de maturidade, sendo... Leia mais

De  área de criação de produtos e serviços para consumidores à disciplina para solucionar os mais complexos problemas das empresas, o design entra em novo momento de maturidade, sendo determinante na obtenção de vantagens competitivas nos negócios. A consultoria McKinsey lista três tendências da nova era do Design, ressaltando que as empresas que conseguirem usá-lo não apenas como processo, mas como mindset, sairão vencedoras.

 

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A primeira tendência apontada pela consultoria é o Design@Scale. Neste caso, o design deixa de ser apenas responsabilidade do departamento de design, mas passa a estar presente nas atividades de toda a empresa. Os designers passam a criar regras e sistemas, e não apenas interfaces. Instituições líderes na área digital, como a Airbnb e o governo da Inglaterra, já experimentam com sucesso novos modelos de Design@Scale, utilizando repositórios centrais, regras fluidas e governança com distribuição de poder de tomada de decisão. Dessa forma, o papel do design é exponencialmente ampliado na implementação de produtos, interfaces e serviços.

Outro movimento são organizações maduras integrando design estrategicamente. O design passa a ser institucionalizado na empresa com processos, governança e KPIs. Desenvolver capacidades internas na área está cada vez mais na pauta estratégica e do board das empresas em todo o mundo. O pensamento integrado, criativo e as habilidades de empatia que os designers trazem são cada vez mais buscadas para ingressar em novos mercados e para promover vantagem competitiva baseada na percepção da experiência do usuário (customer experience).

Nesse sentido, a terceira tendência aponta a nova fase de “design thinking” e o crescimento do “User Experience Design”, ou design centrado no consumidor. Nos últimos anos, os desafios de design mudaram radicalmente de produtos físicos para serviços complexos e digitais. Com esta mudança, explode e cresce a disciplina de User Experience Design. O conceito de UX Design, que agrega a interação entre interface e os aspectos subjetivos do usuário, que integra a experiência ao sistema, ganha força.

O desafio para as empresas, portanto, é saber como se posicionar e extrair maior valor do design. Isto significa saber que tipos de problemas a liderança quer resolver e como trazer os profissionais mais adequados para enfrentá-los. Frustrações têm ocorrido quando uma área de design é montada e o capital é investido com grandes ambições de transformação, e os problemas oferecidos são no nível da interface e vice-versa. Há muito desconhecimento ainda no mercado, que precisa ser capacitado.

07.11
10 tendências que vão guiar o mercado em 2017

Os  negócios mudam com frequência. Então, nunca foi tão importante fazer análise de mercado e planejamento. O estrategista de marcas Leonardo Kim fez uma lista com dez tendências que vão... Leia mais

Os  negócios mudam com frequência. Então, nunca foi tão importante fazer análise de mercado e planejamento. O estrategista de marcas Leonardo Kim fez uma lista com dez tendências que vão guiar o mercado em 2017. A lista foi publicada na revista americana Inc:

 

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1. Ferramentas para a construção de produtos tecnológicos
A necessidade de inovações tecnológicas nos negócios é mais importante do que nunca. Em 2017, a tecnologia será um campo totalmente necessário para que cada negócio tenha potencial de competição no mercado. Plataformas autoexplicativas, como o WordPress, fazem e continuarão a fazer sucesso porque permitem um gerenciamento mais simples sem a necessidade de muitos conhecimentos técnicos por parte dos funcionários.

 

2. Ferramentas que auxiliam marcas pessoais
Trabalhar marcas pessoais será uma estratégia cada vez mais usada para se diferenciar no mercado. Em um universo cheio de concorrentes, um branding pessoal bem feito pode fazer a diferença na hora de conquistar os consumidores. Por isso, este tipo de ferramenta deve crescer nos próximos anos.

 

3. De olho nos jovens
Ao invés de rejeitar os novos consumidores da geração “Millennial”, as empresas terão que cada vez mais enxergá-los como clientes em potencial. Entender como eles pensam e criar produtos para esta geração é uma tendência para acompanhar.

 

4. Treinamento para funcionários remotos
O trabalho remoto será, cada vez mais, uma tendência. Pensando nisso, empresas que ofereçam serviços eficientes para o treinamento de funcionários que trabalham longe da sede da companhia devem crescer.

 

5. Possíveis vendas de empresas
O processo de recuperação da economia nos últimos anos nos Estados Unidos aumentou a quantidade de fusões e aquisições. Isso deve se manter em 2017 e as empresas que pensam em partir para uma venda devem começar a se preparar.

 

6. Saúde e nutrição
A nova geração está preocupada com a saúde e nutrição mais do que qualquer outra. Graças à tecnologia, é possível medir calorias, fazer registros nutricionais e manter os hábitos esportivos e alimentares dentro de um aplicativo. O mercado de ferramentas fitness para smartphones só tende a crescer e o boom desses aplicativos irá fortalecer o mercado de saúde.

 

7. Apostas em e-commerce
A crescente demanda por itens disponibilizados em lojas online faz com que esse nicho de mercado se fortaleça cada vez mais se comparado ao crescimento de vendas nas lojas físicas. Estudos recentes mostraram que 58% dos compradores estão dispostos a adicionar itens no carrinho para atingir as cotas exigidas para o frete grátis nos sites de compra, por exemplo. Como a tecnologia continuará a se expandir em 2017, isto deve impactar também as tendências no e-commerce.

 

8. Estratégias para manter os clientes sempre próximos
Para tornar uma empresa cada vez mais popular, é importante manter uma ligação próxima com o cliente.  Serviços e produtos que não são vendidos de forma direta e uma única vez, como os transportes oferecidos pelo Uber, tendem a permanecer em ascensão.

 

9. Treinamentos de funcionários moldados de forma diferente
Em 2017, haverá uma mudança na forma como as habilidades de treinamento de liderança são desenvolvidas dentro das empresas. Ao invés de ensinar a todos as mesmas habilidades, as empresas irão focar nos pontos fortes de cada funcionário e desenvolver essas habilidades, investindo mais no reforço de um talento natural do que na formação massiva de líderes.

 

10. Marcas e produtos com ações e produções sustentáveis
As ações sustentáveis e o desenvolvimento de produtos com métodos que fortaleçam a cultura da sustentabilidade devem continuar crescendo. Até o atual período do ano, mais de US$ 500 milhões foram salvos em eficiência energética e este valor tende a crescer em 2017.

 

26.10
O que é ser cool hunter?

Sabina Deweik é uma cool hunter – literalmente, caçadora de tendências, expert em perceber e antecipar mudanças de comportamento (o “zeitgeist”, termo em alemão que significa “espírito... Leia mais

Sabina Deweik é uma cool hunter – literalmente, caçadora de tendências, expert em perceber e antecipar mudanças de comportamento (o “zeitgeist”, termo em alemão que significa “espírito do tempo”). O cool hunter radiografa pessoas, cidades e comportamentos para descobrir quais os próximos passos que as empresas devem tomar para alcançar o sucesso.

O que a princípio pode parecer um trabalho simples e fácil, na verdade exige muita atenção, concentração e um senso de percepção que a maioria não tem. Das passarelas de moda a um assunto mobilizador de uma mesa de bar: tudo pode servir de brecha para um cool hunter captar o que pode virar uma tendência. O cool hunter é um pesquisador que observa em 360 graus o que está acontecendo de novos comportamentos em uma determinada região. É praticamente um estilo de vida, porque cerca de 40% do trabalho é em campo, olhando, levantando hipóteses e redigindo relatórios, onde as interpretações não podem estar erradas, sobretudo no tempo de duração de determinada incidência.

 

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Sabina é formada em Jornalismo e tem dois mestrados no currículo: em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Comunicação de Moda pela Domus Academy, de Milão. Já atendeu clientes como Illy Caffe, Alessi, Veuve Clicquot, Ferrero Rocher, Samsung. No Brasil, atuou em projetos para Havaianas, H. Stern, Natura, Senai Cetiqt, Grendene, Fiat e Petrobras.

Iniciou sua carreira no Caderno 2 do Jornal O Estado de S. Paulo, realizando cobertura dos mais variados eventos culturais e entrevistas com personalidades das áreas de teatro, artes plásticas, fotografia, moda. Especializou-se em moda e trabalhou também no Jornal da Tarde, mais tarde atuando como responsável pela área de estilo e desenvolvimento da antiga Têxtil Mamut. Colaborou com inúmeras publicações entre elas Revista Veja, Jornal O Estado de S. Paulo, Agência Estado, estadao.com,Revista Academia Esportes, Fashion Site, Textília Press, Revista Audi Magazine, Revista World Fashion, Jornal Diário do Comércio e Revista Quem.

Para entender um pouco mais, essa profissional concedeu uma entrevista para a Motorola, gravada no vídeo a seguir:

 

Sabina também foi palestrante da Aberje em algumas oportunidades. Um dos casos aconteceu em 2013 com o tema “Os Paradigmas do Futuro e a Transição do Brasil”, quando ainda era representante no Brasil do italiano Future Concept Lab. Ela participou do seminário Marca Brasil Aberje em outubro daquele ano, onde foi discutida a imagem percebida sobre o Brasil em âmbito global. O vídeo abaixo, disponível no Canal da Aberje no YouTube, traz a íntegra dessa participação:

 

FERRAMENTAS

O trabalho do cool Hunter, além de extrema sensibilidade para observação atenta e permanente do contexto e identificação de frequências de discursos, atitudes e comportamentos, lança mão de recursos tecnológicos para organizar a imensidão de dados disponíveis hoje. Sabina utiliza o Nextatlas, um conjunto de ferramentas para a tomada de decisões e inspiração a partir de big data. É um mecanismo automático que interpreta e filtra tendências e comportamentos à partir do conteúdo de mídia social, com fontes que vão desde Instagram, Tumblr, Pinterest, Twitter até New Youk Times e Wired.

A plataforma ordena e categoriza dados existentes nas redes e as empresas têm acesso a um instrumento que une leitura e análise de comportamentos com um software que permite às marcas rastrear e acompanhar tendências, as relações em rede entre as tendências emergentes, sua geolocalização e navegar por centenas de exemplos visuais inspiradores bem como a descrição sociológica destes fenômenos. Veja mais no vídeo.

 

 

14.10
Observatório de Sinais: a visão de Dario Caldas

Como o título indica, “Observatório de Sinais - Teoria e Prática da Pesquisa de Tendências” apresenta os fundamentos da metodologia de pesquisa, análise e aplicação estratégica de... Leia mais

Como o título indica, “Observatório de Sinais – Teoria e Prática da Pesquisa de Tendências” apresenta os fundamentos da metodologia de pesquisa, análise e aplicação estratégica de tendências idealizada por Dario Caldas e que deu origem à empresa de consultoria e estudos de mercado homônima. Trata-se de livro pioneiro na abordagem metodológica da pesquisa e análise de tendências e continua sendo obra referencial para profissionais, pesquisadores e acadêmicos de diversas áreas e setores de atividades apesar de sua edição no início dos anos 2000 pela Editora SENAC Nacional. A edição em e-book, atualizada em 2015, traz um capítulo inexistente na versão impressa, “As novas regras das tendências”, em que o autor revê e atualiza a discussão.

 

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O texto apresenta uma análise abrangente e inovadora do tema ‘tendências’, um olhar crítico e desafiador sobre verdades tidas como absolutas e há muito sedimentadas nesse universo. O autor faz um questionamento do que existe de anacrônico, imediatista e superficial na construção das tendências. Um trabalho baseado em uma pesquisa multidisciplinar e que surpreende por muitos aspectos, especialmente pela diversidade e contemporaneidade das questões apresentadas. O raciocínio parte da desmistificação do conceito de tendência, desde sua origem à forma como é utilizado nas mais diferentes indústrias e setores.

 

QUEM É O AUTOR

Bacharel em Ciências Sociais (FFLCH-USP) e Mestre em Comunicações (ECA-USP), Dario Caldas especializou-se em análise de tendências com cursos realizados no IFM – Institut Français de la Mode (Paris) e na Domus Academy (Milão). Fundou e idealizou a metodologia do Observatório de Sinais. Com 25 anos de carreira acadêmica, atualmente é professor de pós-graduação de Comportamento de Compra e Consumo, Pesquisa e Análise de Mercado e Competitividade na BSP – Business School São Paulo, no Centro Universitário Belas Artes e na Escola de Gestão do Senai Paraná. Palestrante e escritor, tem 4 livros publicados: Homens: Comportamento e Mercado (1997, organizador), Universo da Moda (1999; 2013 em e-book, e-odes); Observatório de Sinais: Teoria e Prática da Pesquisa de Tendências (2004; 2014 em e-book, e-odes); e A Reinvenção do Tempo: Aceleração e Desaceleração na Sociedade e no Consumo (2014, e-book, e-odes). Assina a coluna “de_signs” para a revista AbcDesign e participa frequentemente de matérias sobre tendências e comportamento na mídia.

06.10
Entrevista: tendências, segundo o jornalista Eduardo Pugnali

Formado em Jornalismo, com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas  - onde atualmente cursa Mestrado em Gestão e Políticas Públicas,  Eduardo Pugnali atuou como repórter e editor das... Leia mais

Formado em Jornalismo, com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas  – onde atualmente cursa Mestrado em Gestão e Políticas Públicas,  Eduardo Pugnali atuou como repórter e editor das revistas Automóvel & Requinte e Automóvel 4×4, além trabalhos free-lancer para a revistas Carro e Quatro Rodas. Ele, que desde 2011 gerencia a área de Inteligência de Mercado do Sebrae SP, é o entrevistado de hoje.

 

Retrato de Eduardo Pugnalli, gerente de Inteligência de Mercado,  Sebrae-SP. Data:28/08/13.  Local: São Paulo/SP. foto: Patrícia Cruz/A2FOTOGRAFIA.

Eduardo Pugnalli, Gerente de Inteligência de Mercado do Sebrae-SP. Foto: Patrícia Cruz /A2FOTOGRAFIA.

 

Teremos aqui um entendimento de mundo de quem tem sob sua visão nada menos que as áreas de comunicação, marketing, internet, endomarketing, feiras e eventos. E de quem, em comunicação corporativa, atuou antes como assessor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, da Grupo Bandeirantes de Rádio e TV e Sun Software. Foi ainda sócio-diretor da Holofote Comunicação cuidando de clientes como Deca, Hotel Unique, Banco Rendimento, Manpower e Gyotoku. Em 2008, assumiu a Coordenadoria de Imprensa da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo, responsável pela estruturação da secretaria e pela inclusão dos órgãos do governo na redes sociais, incluindo o Portal de Transparência.

O tema é tendências e como podem guiar as decisões empresariais, independente do porte de negócio.

 

1)      O que são tendências, em sua opinião?

Tendências é tudo aquilo que pode mudar nossas vidas em um futuro breve. Ultimamente, tendências têm sido atreladas à tecnologia, mas também comportamento e hábitos da sociedade são importantes de serem observados, pois indicam um caminho para o nosso futuro.

 

2)      Qual a importância dos empreendimentos investirem na detecção de tendências hoje em dia?

Aqui vou falar do ponto de vista dos micro e pequenos empreendimentos, que a área de atuação do Sebrae. Não há dúvidas que é necessário estar atento às tendências. Qualquer negócio, por menor que seja, está sujeito ao impacto de uma tendência que se torna realidade. Do dia para noite, um tipo de negócio pode deixar de existir ou mudar completamente a maneira de atuar. Aconteceu com o táxi e o Uber, e com as gráficas que faziam panfletos para comida delivery e estão sendo apertados pelos aplicativos. Mesmo uma pequena papelaria de bairro tem que estar atenta às tendências, que podem ser de novas demandas do consumidor até de novos produtos.

Aqui no Sebrae, trabalhamos muito para atualizar o pequeno empreendedor, que tem dificuldades de acesso e compreensão dessas tendências nas suas áreas. Essa é uma maneira de suprirmos a falta de capacidade de investimento que ele apresenta. O Sebrae, como entidade maior, se aprofunda nessas tendências por eles e depois faz o repasse.

 

3)      O trabalho de identificação de tendências não é afetado pela alta dinâmica da sociedade, que muda todo dia, e portanto os insights podem ter baixa durabilidade?

Tudo é muito rápido hoje. Algumas ondas vêm parecendo que serão definitivas e depois somem. Outras surgem mais mansamente e se estabelecem. Não há uma regra. O fato é que tudo demanda muita pesquisa, estudo de casos e o uso de experiências passadas.

Efetivamente, o que está puxando as tendências hoje é a tecnologia, que vem e vai muito rápido, e para as empresas isso é ruim. Preparar-se para algo demanda tempo, recursos e estudo. Não dá para pegar todas as tendências que surgem e embarcar nelas. Tem que ser mais comedido.

Quando falamos então de micro e pequenas empresas, essa reserva aumenta ainda mais. Um movimento errado pode quebrar o empreendimento. Por isso, as MPEs costumam ser mais conservadoras. Por exemplo, fazemos um trabalho com o comércio varejista com tendências de consumo no comércio, tomando como base o mercado americano na NRF – Big Show, o maior evento de varejo do mundo. Há uns 5 anos, no evento, começou a conversa sobre pagamentos via celular. Lá, a tendência virou realidade. Aqui no Brasil, somente esse ano isso começou a ser realidade, mas a maioria dos MPEs não está preparada para fazer esse tipo de transação, pois a máquinas de cartão são antigas e não tem a tecnologia NFC. Resumindo, a tendência,por mais alardeada que seja, não segue a lógica da realidade dependendo do seu contexto.

 

4)      Por que trabalhar com tendências e qual a maior dificuldade neste tipo de serviço? Como esta atividade funciona atualmente no seu trabalho?

A maior dificuldade é convencer  seu cliente que aquilo que é uma tendência e vai realmente acontecer. É o caso do pagamento via celular que mencionei acima: falamos por anos sobre isso e não houve adesão. É mais confortável esperar acontecer e consolidar do que tomar a dianteira.

Claro que quem toma dianteira tem vantagens e pode fazer o empreendimento mudar de rumo, mas são poucos que tem coragem e planejamento estratégico para isso. Inovar com base em tendências custa caro, tanto em recursos financeiros como em recursos humanos. É o que trava. Para o Sebrae suprir isso, investimos muito em pesquisas e em capacitação dos consultores que atuam diretamente com o cliente. O resultado é informação e rumo.

22.09
Visões de Futuro+15: um trabalho da Fundação Telefônica Vivo para acompanhar

A Fundação Telefônica Vivo está reunindo dados sobre centenas de iniciativas ao redor do mundo, em um grande banco de dados, com o objetivo de apontar tendências em cinco áreas: sociedade,... Leia mais

A Fundação Telefônica Vivo está reunindo dados sobre centenas de iniciativas ao redor do mundo, em um grande banco de dados, com o objetivo de apontar tendências em cinco áreas: sociedade, tecnologia, economia, meio ambiente e política. Os dados apontam ações e iniciativas que tendem a modificar, já nos próximos 15 anos, os atuais modelos de atuação e comportamento dos indivíduos, empresas e instituições.

 

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Isto acontece desde 2014, com análise ou produção de estudos, pesquisas e processos de diálogo com a sociedade com intuito de gerar e compartilhar conhecimento, inspirar e influenciar o futuro de múltiplos atores (sociais, empresariais, terceiro setor, agentes de transformação social, políticos e governo) na promoção do desenvolvimento social. A equipe mapeou ações em fase inicial ou já implementadas. Os resultados indicam, por exemplo, que a maior parte das profissões tradicionais poderá ser extinta, apontando situações em que as pessoas terão múltiplas carreiras, atuarão de forma colaborativa para gerar renda e estarão identificadas com uma pluralidade de gêneros.

O levantamento traz informações sobre iniciativas em neurociência, realidade virtual, robótica, hiperconexão, entre outras tecnologias. As pesquisas foram feitas em redes sociais como Twitter, Medium e Instagram, e em mais de 35 workshops no Brasil, América Latina e Europa.  Os resultados podem ser acessados pela internet no site http://www.fundacaotelefonica.org.br/visoesdefuturo.

Rodrigo Cogo

Rodrigo Cogo

Relações Públicas pelo Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Santa Maria , é especialista em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e RP e Mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Trabalhou por 10 anos com planejamento e marketing cultural para clientes como AES, Bradesco, Telefonica e BrasilTelecom. Tem experiência em diagnósticos de comunicação, para empresas como Goodyear, HP, Mapfre, Embraer, Rhodia e Schincariol. Atualmente, é responsável pela área de Inteligência de Mercado da Aberje, entidade onde ainda atua como professor no MBA em Gestão da Comunicação Empresarial. É autor de "Storytelling: as narrativas da memória na estratégia da comunicação" (Aberje Editorial/2016).