22.08
As 10 tendências sociais e psicológicas que vão revolucionar o mundo dos negócios nos próximos anos

A era das organizações que gerenciam hierarquias ao invés dos verdadeiros níveis de habilidades dos funcionários está chegando ao fim, sentenciava Mateusz Grzesiak em artigo no site... Leia mais

A era das organizações que gerenciam hierarquias ao invés dos verdadeiros níveis de habilidades dos funcionários está chegando ao fim, sentenciava Mateusz Grzesiak em artigo no site Administradores.com ainda em 2014. Mas é interessante observar como tudo que ele analisou – aliás, como é típico no mundo das tendências, que pressupõe uma longevidade – ainda está muito atual.

 

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É estimado que aproximadamente 70% de todas as decisões de compras são tomadas de acordos com as chamadas ‘normas sociais’, ou ‘as decisões das outras pessoas’. Isso significa que a maioria das escolhas que os consumidores fazem estão pouco relacionadas com o que eles realmente querem ou precisam, e essa influência cultural tem um papel chave nas maneiras de pensar dos indivíduos.

Com a chegada da era das mídias sociais, o mundo se tornou uma enorme e única mente coletiva que é guiada, como toda comunidade, por leis invisíveis. Abaixo está a lista das 10 maiores tendências que estão afetando essa mente coletiva.

 

  1. Vendendo histórias

Você já notou as mudanças consideráveis nas propagandas, principalmente nos anúncios online? Dove te encoraja a se aceitar e a Always está tentando fazer as pessoas mudarem a maneira como elas pensam a respeito das mulheres. Os maiores jogadores do mercado estão vendendo ideias, ou histórias, com as quais as pessoas podem se identificar. A cegueira de anúncios (seu cérebro de alguma maneira ignora anúncios pagos nos websites) está limpando o caminho para o marketing de conteúdo que educa os consumidores provendo a eles informação de valor genuíno. Conte uma história dessas para seu consumidor e faça com que ele ou ela se torne um fã e defenda sua marca, e o aumento em suas vendas vai se tornar um efeito colateral desse processo.

 

  1. Os 4 P’s

O resultado de uma pesquisa realizada pela Mercer’s, uma das mais prestigiadas empresas de consultoria do mundo, entre um grupo de 30 mil funcionários em 17 países, revela que os maiores assassinos da motivação são a falta de respeito, a falha em perceber problemas reais e atuais, tanto quanto a “falsa democracia” (perguntar a alguém o que eles pensam sendo que a decisão já foi tomada). Hoje, os maiores vencedores são os negócios que pensam em termos dos 4 P’s: planeta, pessoas, propósito e lucro (do inglês – profit). Hoje dinheiro não importa tanto quanto costumava, porque as pessoas precisam sentir que elas são parte de algo maior que elas mesmas.

 

  1. São as mulheres que tomam as decisões

Mulheres são responsáveis pela maioria das decisões de compras feitas por toda parte do mundo (em algumas indústrias esse número chega a 90%). Algumas empresas de relações públicas se especializaram em formular suas mensagens especificamente para refletir as necessidades femininas e seus modos de pensar. As maiores marcas do mundo já têm investido por um longo tempo nas mulheres. Harley Davidson é a líder no mercado de vendas de motocicletas para mulheres. Mais da metade de todos os clientes de hotéis são mulheres, por isso a tendência no Oeste Europeu em direção à criação de lugares ‘femininamente’ amigáveis. Em Viena, na Áustria, planejamento de gênero tem levado a mudanças de infraestrutura para facilitar para as mulheres viverem na cidade.

 

  1. Habilidades suaves são preferidas (ex: comunicação, liderança, inteligência emocional)

Para empregados americanos, inteligência emocional (QE) é três vezes mais importante que lógica (QI). Em situações onde dois médicos estão aplicando para um trabalho no mesmo hospital se um deles é melhor em termos de relacionamento com pessoas, então mesmo que ele ou ela não tenha certo conhecimento ou expertise, ele ou ela tem mais chance de conseguir o emprego do que o colega com maior educação formal, mas piores habilidades de comunicação. Novos empregos baseados nessas habilidades suaves têm surgido, como coaches, vendedores de elite, palestrantes motivacionais e grandes líderes. Apesar de sua grande popularidade, eles ainda não são bem avaliados no nível acadêmico. Hoje em dia, empregados que não tem habilidades suaves estão sujeitos a perder na corrida do sucesso.

 

  1. Você é um produto

Mais e mais pessoas entram em contato com você antes de te conhecer. Se eles vão te ligar ou te convidar para uma reunião no mundo real depende da qualidade da relação construída entre vocês no mundo virtual. Seja através de um website, um blog formador de opinião ou um artigo de imprensa. Hoje, todo mundo é um produto e o campo que lida com isso é chamado de marketing pessoal (personal branding). É o marketing pessoal que é o maior responsável na Polônia por abrir o caminho para alfaiates ou estilistas que fazem roupas customizadas, para fotógrafos (todas as pessoas, não apenas celebridades, precisam dos serviços deles) ou para agências de relações públicas trabalhando até para pequenos negócios. Se o mercado tem confiança na sua marca, o mercado vai te perdoar por seus erros e, através dessa perspectiva positiva, vai olhar para o que você tem a oferecer.

 

  1. O efeito de “des-escalar”

Nunca antes os indivíduos tiveram tanto poder para influenciar como hoje. Bloggers autodidatas decidem a respeito do sucesso ou fracasso de grandes marcas, um vídeo caseiro se torna viral assistido por milhões de pessoas e um crítico (hater) teimoso tem o poder de dar muita dor de cabeça para uma pessoa bem conhecida e querida. Enquanto há 20 anos atrás as pessoas eram encorajadas a investir em tamanho e crescer cada vez mais, hoje o efeito de “des-escalar” surgiu, significando que os menores podem fazer as mesmas coisas que os maiores, mas os menores tem mais mobilidade e são mais rápidos.

 

  1. A mente global

Hoje, não é suficiente ser brasileiro para ser capaz de ser bem sucedido no mercado. Times internacionais são cada vez mais a regra, não a exceção. As melhores práticas ao redor do mundo são descritas na internet todos os dias e estão disponíveis para qualquer um. Se você quer ser bem sucedido globalmente, você precisa se enxergar mais como um cidadão do mundo, não um cidadão do seu país. Com a abordagem americana de marketing, o jeito Alemão de gerenciar e o empenho polonês, o sucesso vem mais rápido.

 

  1. Comunicação consciente

De acordo com algumas pesquisas, habilidade de comunicação é responsável por 85% do resultado. Os líderes hoje são pessoas que tem a habilidade de comunicar suas ideias precisamente, de ouvir aos outros sem interromper ou se opor à suas opiniões, e são aqueles que preferem coaching do que imperiosidade, que escolhem não manipular os outros e não fofocar. Eles sabem perguntar corretamente e como construir plataformas de comunicação comum. Eles não se referem ao passado e eles formulam seus objetivos de uma maneira positiva, mensurável e motivadora.

 

  1. Agilidade ao invés de estrutura

A decisão vai passar primeiro pelo departamento de pesquisa de mercado, para depois ser analisada e aprovada pela direção, certo? Esse era o caso no passado, mas dada a velocidade de mudança do mundo contemporâneo, não existe tempo para gastar seis meses para tomar uma decisão. Times precisam estar prontos para tomar decisões rapidamente e flexibilidade é considerada uma prioridade nas pesquisas das habilidades do futuro. O slogan do futuro é: Esteja preparado para o que você pode se preparar, mas esteja pronto para tudo. Eficiência e velocidade (agilidade) ultrapassaram tamanho e estrutura.

 

  1. “Nós” é maior que “Eu”

A era das organizações que gerenciam hierarquias ao invés dos verdadeiros níveis de habilidades dos funcionários está chegando ao fim. Numa organização dessas, um gerente razoável, por medo, nunca contrataria um gerente excelente, e o que é pior, sabotaria o desenvolvimento do seu próprio time por medo de perder seu cargo. O futuro pertence às organizações que fizerem seus times felizes (pesquisas mostram que empregados felizes fazem mais dinheiro para seus empregadores) e a chefes que se desenvolvem junto com seus funcionários, nunca limitando seu potencial. “Nós” deve ser maior que “Eu”.

06.08
Global Agenda Councils aponta tendências em tecnologia

A tecnologia está em constante evolução e acompanhar todas essas mudanças pode ser um desafio para qualquer pessoa. Produtos feitos em impressoras 3D já são uma realidade, e já temos as... Leia mais

A tecnologia está em constante evolução e acompanhar todas essas mudanças pode ser um desafio para qualquer pessoa. Produtos feitos em impressoras 3D já são uma realidade, e já temos as promessas de celulares implantáveis e profissionais sendo substituídos por robôs.

Essas são algumas das previsões para o futuro apontadas em um estudo recente feito pela Global Agenda Councils, ligado ao Fórum Econômico Mundial. Na pesquisa, foram levantadas 21 tendências da tecnologia e mais de 800 pesquisadores e executivos de tecnologia da informação e comunicação foram ouvidos.

A ideia é uma só: melhorar a qualidade de vida e facilitar as atividades do dia-a-dia em diversos aspectos. Confira a lista novidades da tecnologia que estarão à disposição para as próximas gerações:

 

1) IMPRESSORAS 3D

As impressoras 3D estão se popularizando e já deixaram de ser uma novidade. Com a ferramenta, é possível criar qualquer produto com facilidade, apenas baixando um modelo de design virtual e fazendo modificações, se necessário. Depois, basta enviar o arquivo para ser impresso, tão prático como imprimir uma foto em uma impressora qualquer. O aparelho já está mais acessível e pode ser encontrado em diversos modelos na internet, com preços que variam entre R$ 2 mil e quase R$ 60 mil.

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2) CARROS AUTÔNOMOS 

Imagina só entrar no carro e poder dormir mais um pouquinho no trajeto até o trabalho? Isso é possível, claro, quando você está no banco do carona com outra pessoa ao volante, certo? Mas e se você for o único ocupante do veículo e puder tirar um ‘cochilo’ enquanto ele te leva sozinho? Isso será possível em pouco tempo, graças a uma das tecnologias mais promissoras da atualidade: os carros autônomos. Os veículos começaram a ganhar investimentos há cerca de 10 anos e são vistos como uma grande promessa. Ainda não é possível encontrar um veículo totalmente autônomo, mas diversas montadoras já testam a novidade, que já é aplicada parcialmente, como é o caso da frenagem automática.

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3) REALIDADE VIRTUAL

Há tempos já escutamos falar em realidade virtual e, apesar de estarmos cada vez mais próximas dela, ainda existem muitas dúvidas a respeito. Contextualizando, a realidade nada mais é do que uma tecnologia de interface que ‘engana’ os sentidos por meio de um ambiente virtual, com efeitos visuais, sonoros e, em alguns casos, até táteis. Várias empresas já investem em aparelhos que prometem expandir a noção de realidade. A samsung, por exemplo, já colocou no mercado um dispositivo semelhante a uma máscara. O Gear VR tem um sensor de proximidade e custa aproximadamente R$ 700.

 

 

4) EDIÇÃO DE GENES HUMANOS 

Descoberta recentemente, a CRISPR é uma tecnologia de edição de genoma que permite identificar genes de interesse no DNA de qualquer espécie e, assim, modificá-lo, de acordo com as necessidades. De forma simples, se uma pessoa tem algum tipo de doença, proveniente de uma mutação, essa ferramenta permite que seja feita uma correção.

 

5) ROUPAS INTELIGENTES

Imagina só poder publicar no Facebook e Twitter através da sua camiseta ou então carregar o smartphone no bolso da calça? Isso já é realidade com as T-shirts OS e a calça #Hello. A camiseta tem 1,24 pixels em um espaço de 32 x 32 e permite que a pessoa controle alterações de formato e coloração, além de possuir uma microcâmera e um microfone, com acelerômetro e até alto-falantes. A calça, da empresa americana Joe’s só necessita de um pequeno cabo USB para realizar a transmissão de energia e já está disponível para venda.

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6) SPECTACLES – ÓCULOS QUE FILMAM 

Uma novidade para os usuários do Snapchat também promete facilitar a vida de quem não consegue “desgrudar” da rede social. Imagina só um óculos de sol que pode filmar, fotografar e ainda postar todos os registros do aplicativo automaticamente? A ideia do Spectacles, como é chamado, é oferecer uma experiência diferente com registros parecidos com o da visão humana. O valor no mercado é de aproximadamente US$ 130.

 

7) CROWDFUNDING – ARRECADAÇÃO DE VALORES

Outra novidade da tecnologia que já ganhou adeptos de todo mundo é crowndfunding, uma espécie de financiamento para arrecadar capital para iniciativos de interesse coletivo. A ferramenta é usada para qualquer tipo de mercado, seja cultural, de saúde, tecnologia ou industrial e serve também para empreendedores que precisam levar um capital alto.

 

8) INTERNET DAS COISAS – EQUIPAMENTOS LIGADOS À INTERNET

Uma das tendências inovadoras que tem revolucionado o mercado mundialmente e promete se expandir ainda mais nos próximos anos é a conectividade entre os elementos que fazem parte do cotidiano da população. Um dos exemplos mais comuns são as Smart TVs. A ideia é unir o mundo físico e digital através de dispositivos que se comuniquem com outros, como é o caso de eletrodomésticos e até roupas, por exemplo, conectados à internet.

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9) COMPUTAÇÃO EM NUVEM 

Armazenar arquivos no próprio computador, pen drive ou hd externo já deixou de ser a preferência da maioria e agora a nova moda é a computação em nuvem, onde é possível guardar tudo o que quiser em servidores e acessar por meio da internet. Além de tudo ficar disponível de maneira mais prática, o usuário também não corre o risco de perder todas as informações quando o HD parar de funcionar. Atualmente, é possível fazer o armazenamento no OneDrive, da Microsoft, iCloud, da Apple e o Google Drive, um dos mais populares.

 

10) DRONES

Uma ferramenta poderosa em diversas áreas tem sido o drone, que é um veículo aéreo não tripulado (VANT), conhecido também como veículo aéreo remotamente pilotado (VARP) e não precisa de piloto para guiá-lo. O aparelho já tem sido bastante usado, principalmente por fotógrafos e cinegrafistas como suporte para as câmeras.

18.07
Mercer faz estudo global de tendências em talentos

O estudo Global Talent Trends da Mercer em 2017 contou com a participação de mais de 400 executivos seniores, mais de 1.700 profissionais de RH e 5.400 funcionários de 20 indústrias e 37... Leia mais

O estudo Global Talent Trends da Mercer em 2017 contou com a participação de mais de 400 executivos seniores, mais de 1.700 profissionais de RH e 5.400 funcionários de 20 indústrias e 37 países ao redor do mundo.

 

 

Os avanços tecnológicos estão reformulando as cadeias de valor, tornando as pessoas e informações mais acessíveis e redefinindo o trabalho como um todo. Ao mesmo tempo, a mudança do perfil demográfico dos funcionários e as mudanças nas expectativas da experiência no ambiente de trabalho desafiam o modelo tradicional e o significado de “ir para o trabalho”. Um tema abrangente de empoderamento em um mundo disruptivo permeia a maneira como líderes de negócios, profissionais de RH e os profissionais em geral estão vendo o Futuro do Trabalho.

 

Quatro principais tendências do estudo em 2017

Crescimento planejado: promover um projeto de mudança ousada. 93% dos executivos de negócios planejam fazer mudanças estruturais em suas empresas nos próximos dois anos. Não é mais sobre a evolução – para manter competitividade – as organizações estão transformando estruturas e empregos em um desejo de maior eficiência, agilidade e relação profundacom o cliente. Assegurar que o projeto não seja perdido em meio ao impulso para a mudança será crucial para o crescimento sustentável.

Um Mudança no Que Valorizamos: o pagamento justo e competitivo, além das oportunidades para crescimento são as prioridades superiores para empregados este ano, o que não é surpresa dado o clima de incertezas e mudanças. Mas não se trata apenas de resultados financeiros ou métricas de atividade – 97% dos funcionários querem ser reconhecidos e recompensados pela ampla gama de contribuições que fazem todos os dias.

Meu ambiente de trabalho: personalizando a experiência do colaborador. As pessoas esperam que seu empregador “faça o trabalho acontecer” para suas circunstâncias individuais. As empresas estão começando a responder com uma abordagem diferente e aumentando as opções de trabalho flexíveis disponíveis para sua equipe  – 63% já têm uma política de flexibilidade. Avanços na tecnologia estão permitindo a escolha individualizada, sem adicionar uma carga administrativa adicional e indevida para a RH.

Busca por insights: análises preditivas ainda estão fora do alcance. Apesar dos avanços tecnológicos que facilitam a coleta e análise de grandes quantidades de dados, as empresas estão fazendo progressos lentos no uso de análises para informar as decisões de capital humano. Muito poucos são capazes de traduzir os dados em insights preditivos. Somente 1 em cada 5 está gerando apenas relatórios descritivos básicos e análises de tendências históricas.

 

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Muito se tem falado sobre a capacidade de uma organização para se recuperar quando confrontados com a adversidade. Mas a disrupção traz adversidade e oportunidade. Veja três oportunidades:

  1. Atrair e reter a força de trabalho futura – Um em cada três funcionários estão satisfeitos em seu papel atual, mas ainda estão planejando sair nos próximos 12 meses. Como você pode garantir que seu EVP (Employer Value Proposition) está realmente alinhado ao DNA da sua empresa e fornece uma razão convincente para permanecer?
  1. Construir um futuro desconhecido – Como você prepara sua força de trabalho para trabalhos que ainda não existem? Como você aproveita toda a amplitude do conhecimento institucional de sua organização e assegura que as melhores idéias sejam apresentadas? Apenas 42% dos funcionários dizem que sua empresa torna fácil inovar hoje.
  1. Cultivar uma força de trabalho próspera – O que é preciso para que as pessoas prosperem no trabalho? 83% dos funcionários já sentem que podem trazer o seu “eu” autêntico para o trabalho. Mas o que as empresas podem fazer para garantir que todos se sintam energizados e capacitados para contribuir?

 

 

22.06
Cinco chaves de inovação para o futuro do trabalho

À medida em que a tecnologia cresce e muda, o mundo muda - é uma ideia básica de inovação e mostra a importância de pensar fora da caixa, especialmente à medida que a tecnologia cresce a um... Leia mais

À medida em que a tecnologia cresce e muda, o mundo muda – é uma ideia básica de inovação e mostra a importância de pensar fora da caixa, especialmente à medida que a tecnologia cresce a um ritmo astronômico. Esse foi o tema de artigo do futurólogo Jacob Morgan, publicado neste mês de junho na revista Inc.

 

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Ele aponta que a Xerox lidera a cobrança pela inovação. Na empresa, a inovação consiste em ajudar os clientes a atender melhor os seus usuários finais e garantir que todos tenham os cuidados e as soluções de que precisam. A inovação é uma parte vital do futuro do trabalho e pode ser a diferença entre uma empresa medíocre e bem-sucedida.

 

Aqui estão as cinco práticas de inovação para o futuro do trabalho:

    1. Inovar apenas para inovar não traz nada de bom – a inovação real sempre tem o usuário final em mente e cria algo que irá atender às suas necessidades e resolver seus pontos de dor. No entanto, muitas pessoas não estão conscientes ou não podem vocalizar o que realmente querem em um produto. Os melhores inovadores vêem como os clientes realmente interagem com produtos e serviços para encontrar pontos de dor e criar o produto de seus sonhos. A verdadeira inovação entende o que os clientes precisam e empurra para além do que eles ouvem para fornecer a melhor solução possível;
    2. Promover uma cultura inovadora – por natureza, os inovadores empurram fronteiras, o que significa que não podem ter medo de falhar. Se uma cultura tem limites e limita a criatividade, ela acabará prejudicando a inovação. Abraçar a diversidade e colocar as pessoas nas equipes certas para criar ideias criativas é fundamental para promover a inovação. As organizações mais inovadoras criam ambientes inclusivos onde as pessoas se sentem confortáveis ​​e sabem que são livres para criar e experimentar até encontrarem a solução perfeita;
    3. Concentrar-se na agilidade – a inovação do futuro permite a falha, mas também reconhece que a falha deve ocorrer rapidamente. Se uma ideia não funciona, não se esqueça disso, mas aprenda rapidamente e avance para a próxima ideia. Isso vem de criar um processo confiável e repetível para entender sem perda de tempo o ponto de dor de cada usuário final e encontrar maneiras de atender a essa necessidade de maneira efetiva. Os inovadores estão sempre em movimento, girando e apontando-se na melhor direção;
    4. Aproveitar o mundo – a inovação não é uma indústria fechada, os melhores inovadores sabem que muitas vezes devem olhar para si próprios e suas organizações para colaborarem com os outros e encontrar a melhor solução. Nem todas as pessoas inteligentes trabalham em sua equipe, e as organizações bem-sucedidas sabem que vão encontrar essas pessoas para colaborar. Aliar-se a startups, laboratórios de pesquisa e organizações governamentais para combinar forças e fazer o melhor produto possível é um caminho;
    5. Surfar nas ondas disruptivas – as tendências vêm e vão rapidamente, e pode ser fácil ficar preso na mais nova ideia. Os melhores inovadores reconhecem as tendências, mas não as deixam abalar a organização de seus fundamentos sólidos. Crie um plano antes que as ondas venham de como você irá lidar com mudanças e interrupções e, em seguida, equilibre-se e fique com seus pontos fortes. Pode ser tentador tentar algo que todos os outros estão fazendo, mas se não é algo que você pode possuir, procure outra coisa que melhor se ajuste às suas principais áreas.
19.05
Luis Rasquilha fala em livro sobre pesquisa de tendências

“Coolhunting e Pesquisa de Tendências: observar, identificar e mapear as tendências e mentalidades emergentes do consumidor” é o título lançado pela Editora Actual, escrito pelo consultor... Leia mais

“Coolhunting e Pesquisa de Tendências: observar, identificar e mapear as tendências e mentalidades emergentes do consumidor” é o título lançado pela Editora Actual, escrito pelo consultor Luis Rasquilha.

 

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É a segunda de uma série de três obras, todas dedicadas a analisar os temas do Futuro, das Tendências e da Inovação e de como as empresas precisam entender a importância dessas três áreas para perenizarem seus negócios e suas presenças nos mercados. Agora o autor dedica-se a apresentar como devemos estudar o fenômeno das tendências e de que forma podemos estruturar um capital de conhecimento único, resultante da forma como os consumidores se comportam, que permita a construção de valor e de diferenciação. Também apresenta as tendências mais representativas no mundo hoje, sob a forma de relatório de tendências, resultado do trabalho da AYR Consulting Worldwide (AYRWW) e seus parceiros, nos últimos anos, para diversos clientes nos EUA , Brasil e Portugal.

A proposta é clara: mapear as tendências de futuro e identificar atalhos, garimpar oportunidades, evitar ciladas e, principalmente, ampliar os horizontes. Quem renunciaria a uma chance como essa?

 

SOBRE O AUTOR – Luis Rasquilha

Publicitário, marketeer, gestor, consultor, coolhunter, professor. Formação Superior Comunicação, Marketing, Gestão, Empreendedorismo e Gestão da Inovação e Criatividade e Design Thinking. Professor convidado em diversas Universidades e Business Schools no mundo, com destaque para a Fundação Instituto da Administração (FIA), Grupo Troiano de Branding, Saint-Paul Business School e INOVA Business School, no Brasil. Autor e co-autor de vários livros técnicos nas áreas de Comunicação, Marketing, Tendências e Inovação, é CEO da AYR Consulting World Wide ,da Inova e da Inova Business School.

02.05
Entrevista: tendências, segundo o advogado André Spínola

O advogado André Spínola é Gerente Nacional de Atendimento às Empresas de Comércio e de Serviços do Sebrae há 13 anos e já contribuiu com as agendas de políticas públicas e desenvolvimento... Leia mais

O advogado André Spínola é Gerente Nacional de Atendimento às Empresas de Comércio e de Serviços do Sebrae há 13 anos e já contribuiu com as agendas de políticas públicas e desenvolvimento territorial. Pós-graduado em Políticas Públicas para pequenos negócios e também em movimentos sociais e democracia participativa, tem MBA em gestão empresarial e mestrado em Desenvolvimento Territorial pela Universidade de Valência/ESP. E foi esta experiência, junto com sucesso em recente palestra na capital paulista, que o credenciou para esta entrevista sobre tendências.

 

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A unidade que Spínola gerencia atualmente é responsável por projetos e programas nacionais de economia digital, smart cities, destinos turísticos inteligentes, economia criativa, negócios de impacto social, comércio varejista, dentre outras. Vamos às respostas:

 

1) O que são tendências, em sua opinião?

São movimentos e comportamentos que começam a se configurar em horizontes variáveis de tempo, abrindo novos nichos ou mesmo grandes disrupções de mercado. Podem ser em mais ou menos tempo e em múltiplas situações. Pode ter a ver com tecnologias, comportamentos de consumidores, marketing, canais de distribuição, formas como serão entregues os produtos e serviços e os valores que vão ser percebidos à partir daí.

Mercados ou situações estabelecidas dão pouca margem para diferenciação na competição. As tendências ditam inovações e novas pegadas que podem reposicionar rapidamente os negócios mais ágeis e inovadores.

 

2) Qual a importância dos empreendimentos investirem na detecção de tendências hoje em dia?

São possibilidades de negócios importantes e muitas vezes vão traçar as regras de mercado num futuro próximo, podendo fazer com que empresas quebrem se ficarem paradas. O empreendedor tem que estar conectado com essas tendências e buscar enxergar as oportunidades que virão daí e inovar, para, no mínimo, se manter no mercado muitas vezes.

 

3) Por que trabalhar com tendências e qual a maior dificuldade neste tipo de serviço?

Identificar tendências traz oportunidades de negócios incríveis, faz com que as empresas se movam na selva da competição e gera inovações e novos modelos de negócios numa economia cada vez mais ágil e mutante. Acho que uma grande dificuldade é o acesso às informações corretas, fontes confiáveis num mar imenso de informações e, principalmente, a capacitação constante dos empreendedores para conseguir digerir tudo isso e operar as transformações necessárias.

 

4) Quais as tendências mais relevantes para o setor de serviços atualmente, em sua análise?

Hoje trabalhamos aqui no Sebrae com algumas tendências importantes para serviços. E algumas delas já se tornam realidade em ritmo acelerado. A economia de serviços é uma delas. A economia dos países desenvolvidos já é amplamente baseada em serviços. As cadeias globais de valor já tem sua maior parcela de eficiência por conta de serviços como design, comunicação, branding, engenharias e o digital.

Outra tendência que compõe nosso cenário é a importância da internet em todos os processos econômicos, desde a vida dos cidadãos, até as atividades industriais e de governo. Procuramos enxergar os nichos de negócios que surgem e se modificam de forma super acelerada e conectar as startups aí.

Estamos conectados com a economia do compartilhamento, que faz o uso dos bens substituir sua propriedade, as plataformas e negócios open source, novos perfis de empreendedores, cada vez mais conectados e empoderados, dentre outros.

 

5) Que indicações de fontes você teria para quem quiser melhorar o entendimento no tema das tendências?  

O Portal Sebrae (www.sebrae.com.br) traz vários materiais interessantes sobre tendências em vários segmentos da economia e também tem muito conteúdo sobre inovação e tecnologia. Vale a pena dar uma conferida.

17.04
Tendências em fidelização, by Accenture

As empresas estão desperdiçando bilhões a cada ano em programas de fidelização de clientes que não funcionam mais como antigamente. Ao menos é isso o que mostra a pesquisa Seeing beyond the... Leia mais

As empresas estão desperdiçando bilhões a cada ano em programas de fidelização de clientes que não funcionam mais como antigamente. Ao menos é isso o que mostra a pesquisa Seeing beyond the loyalty illusion: it’s time you invest more wisely ,da Accenture Strategy, feita com 25.426 consumidores em todo o mundo, incluindo 1.322 no Brasil.

 

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De acordo com o estudo, tanto os brasileiros quanto os consumidores de fora do país acumulam (e não usam) milhões de pontos de fidelidade, fato que tem levado 80% deles a não mais comprar dos lugares que sempre compram – o que afeta o lucro das empresas a cada ano. A pesquisa constatou que 83% dos consumidores no Brasil trocaram de fornecedor no ano passado. Outros 36% confirmaram que as suas expectativas sobre fidelidade de marca mudaram completamente nos últimos anos. O motivo pode ser mais simples do que parece. “A mecânicas tradicionais de ‘preço baixo’ e ‘serviço confiável’ não são mais tão eficazes para promover a fidelidade”, afirma Roberto Wollan, diretor executivo sênior e líder global de estratégia avançada de consumidor da Accenture.

De acordo com o executivo, novas linguagens de fidelidade surgiram, impulsionadas pelo fato de as marcas estarem testando experiências digitais criativas, que mudaram a dinâmica da fidelidade do cliente hoje. Com 65% dos consumidores brasileiros gastando mais com as marcas que eles amam, as empresas que adotam as abordagens tradicionais correm o risco de afastar os consumidores. “Está na hora das organizações repensarem a fidelidade”, afirma.

 

Novos caminhos

Se as ferramentas tradicionais de fidelização já não funcionam mais, o que dá certo, afinal? A pergunta feita por muitas companhias, em especial as que querem e precisam concentrar seus esforços na conquista pela geração Y, tem uma resposta no estudo.

Cinco caminhos são apontados como tendências pela pesquisa, com base nas entrevistas feitas com consumidores brasileiros. Abaixo, reunimos as principais. Confira:

Provas de carinho –  71% dos consumidores brasileiros se sentem fieis a marcas que os oferecem pequenas provas de carinho: descontos personalizados, vale-compras e ofertas especiais para recompensar a sua fidelidade.

Conheça-me – 64% são fieis às marcas que permitem personalizar produtos, enquanto 75% são fieis a marcas que interagem por meio de seus canais de comunicação preferidos. Respeito ao seu espaço é fundamental para os consumidores: 84% se sentem fieis a marcas presentes quando eles precisam, mas que respeitam seu tempo e os deixam em paz e 86% preferem as que protegem a privacidade de suas informações pessoais.

Caçador de emoções – 65% são fieis a marcas que os envolvem a pensar em conjunto na criação de produtos ou serviços, enquanto 60% preferem manter relacionamento com empresas que ofertam novas experiências ou serviços. Além disso, 54% preferem pelas que ofertam experiências multissensoriais com novas tecnologias, como a realidade virtual ou realidade aumentada.

Indicação – 29% são fieis a marcas parceiras de celebridades e outros 33% preferem as que se associam a influenciadores sociais, como blogueiros e vloggers. Outros 65% optam pelas indicadas por familiares e amigos, enquanto outros 63% apostam nas que apoiam instituições de caridade ou campanhas públicas.

Prenda-me – as que oferecem a possibilidade de troca de pontos de fidelidade ou recompensas com outros fornecedores são as que atraem 69% dos consumidores brasileiros.

23.03
Verdades sobre tendências

Sobrecarga de informações, mudanças hiper-aceleradas e a busca incessante por inovação (preferencialmente, disruptiva) significam uma opressão interminável, do mesmo tamanho das oportunidades.... Leia mais

Sobrecarga de informações, mudanças hiper-aceleradas e a busca incessante por inovação (preferencialmente, disruptiva) significam uma opressão interminável, do mesmo tamanho das oportunidades. É para isso que tendências existem: mostram caminho em meio ao bombardeio de informações e fornecem um quadro que ajuda a entender mudanças rápidas, permitem que você processe e tenha foco.

 

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Tendências ajudam a encontrar o insight ou a oportunidade certa e gerar ideias assertivas, levando a uma correta execução. E, apesar delas estarem em todo lugar, tendências não são moda. Uma tendência é uma nova manifestação entre pessoas, em comportamento, atitude ou expectativa, de uma necessidade humana, um desejo ou uma vontade. Tendências emergem quando uma mudança externa desbloqueia novas maneiras de atender o que as pessoas esperam, ou ainda nem esperam.

O processo de identificar uma tendência não é fácil. São usadas metodologias, mas nada continua mais importante do que a inteligência do olhar, até porque a pesquisa tradicional tende essencialmente a olhar para trás, e as tendências são sempre sobre o agora e o amanhã. E fora que as pesquisas sempre estão limitadas ao que as próprias pessoas consultadas conseguem articular sobre suas próprias necessidades. Não digo que as pesquisas tradicionais também não são fundamentais, afinal elas provêm dados para dar suporte à análise de tendências, mas é preciso ir além deles.

Os exemplos, as experiências próprias visualizadas ao redor do mundo é que são o insumo para constatar tendências numa aposta no futuro. A partir disso é que se pode gerar insights poderosos em novas direções de relacionamento, informação e consumo. Exemplos trazem uma tendência à vida ao mostrar como ela está sendo aplicada e servem para materializar e ilustrar a análise.

 

Baseado na inteligência fartamente distribuída pela TrendWatching, aponto algumas “verdades sobre tendências”:

Verdade#1 – uma tendência é uma nova manifestação entre as pessoas, em comportamento, atitude ou expectativa de uma grande necessidade ou desejo humanos

Verdade#2 – modismos vão e vêm. Tendências emergem e se desenvolvem.

Verdade#3 – pesquisa de mercado tradicional é fundamentalmente um olhar para trás. Tendências são sobre o agora e o amanhã também.

Verdade#4 – buscar e analisar novas inovações está no coração da metodologia de tendências.

Verdade#5 – tendências não são o ponto final, mas as oportunidades que elas sinalizam são.

Verdade#6 – esqueça as demografias tradicionais, pense em adaptações.

 

13.03
Três tendências mundiais que impactarão a indústria de turismo até 2025

A Visa divulgou os resultados de seu estudo “Mapping the Future of Global Travel and Tourism”, que explora as principais tendências que afetarão o turismo e as viagens em nível mundial durante... Leia mais

A Visa divulgou os resultados de seu estudo “Mapping the Future of Global Travel and Tourism”, que explora as principais tendências que afetarão o turismo e as viagens em nível mundial durante a próxima década. O estudo mostra que, mundialmente, os gastos anuais com viagens internacionais girarão em torno de US$1,5 trilhão (montante médio, em valores de 2015) e US$5.309 por pessoa. Na América Latina, especificamente, estima-se que cada viajante gastará aproximadamente US$4.764 com viagens para fora de seus países. No grupo dos 50 mercados líderes em gastos no exterior em nível mundial, destacam-se seis mercados latino-americanos: Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru.

Segundo o estudo global, há três tendências representativas impactando as viagens internacionais. O crescimento da economia e a maior facilidade de acesso às viagens internacionais estão fazendo surgir uma nova e crescente “classe viajante” em todo o mundo. A expectativa é que, até 2025, mais de 280 milhões de famílias viajem para fora de seu país de residência. Outro fator importante é o envelhecimento da população mundial. Durante a próxima década, a expectativa da Visa é que os viajantes com mais de 65 anos de idade sejam o segmento mais promissor, com crescimento de 8,4% em nível mundial e de 9% na América Latina, superando em cerca de 4% os segmentos mais jovens. Por fim, a expectativa é que a conectividade da internet e a infraestrutura de transporte aumentem. A digitalização abre caminho para viagens mais espontâneas e personalizadas, abraçadas por viajantes internacionais acostumados a viagens mais breves e itinerários feitos sob medida para as suas necessidades. Hoje, na América Latina, existem 133,1 telefones celulares para cada 100 habitantes e 68 usuários de internet para cada 100 habitantes.

Até 2025, o número de viagens internacionais subirá drasticamente. Na América Latina, em especial, projeta-se um crescimento de até 16% entre os anos de 2015 e 2025, mantendo a região na vanguarda das tendências.

 

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Principais dados do estudo:

– O estudo analisou dados de gastos no exterior em nível global e regional. Da América Latina, destacaram-se os seguintes mercados: Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru.

– O gasto com viagens internacionais crescerá 5,1% ao ano entre as famílias latino-americanas com renda a partir de US$20.000. No caso de famílias latino-americanas com renda anual igual ou superior a US$150.000, o crescimento será de 3.2%.

– Na região, estima-se que, até 2025, 9% das viagens internacionais serão realizadas por pessoas com mais de 65 anos de idade. Na média, 6,7% das viagens serão realizadas por pessoas com mais de 65 anos, ante 4,2% em 2015.

– Em longo prazo, o envelhecimento dos viajantes transformará a indústria. Uma área que já está em crescimento em decorrência desse envelhecimento é o “turismo médico”. Mais viajantes estão optando por combinar tratamentos médicos com férias.

– A conectividade digital transformou a forma como exploramos o mundo. A proliferação de dispositivos móveis facilitou o turismo em “tempo real”. Os viajantes estão cada vez mais suscetíveis e reativos às informações disponíveis on-line.

– Na América Latina, existem 133,1 telefones celulares para cada 100 habitantes e 68 usuários de internet para cada 100 habitantes. Mundialmente, são 114,7 telefones celulares para cada 100 pessoas e 52,5 usuários de internet para cada 100 pessoas.

A Visa realizou este estudo para proporcionar uma maior compreensão das tendências mundiais da crescente indústria de viagens e turismo. A Visa Performance Solutions tem as ferramentas e as soluções necessárias para ajudar as empresas a continuar na vanguarda da indústria e a planejar melhor suas estratégias de crescimento.

 

20.02
Tendências em tecnologia e negócios para 2017, segundo a Totvs

O diretor executivo do TOTVS Labs, Vicente Goetten, escreveu um artigo com as oito principais tendências de tecnologia e negócios para 2017. Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos... Leia mais

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O diretor executivo do TOTVS Labs, Vicente Goetten, escreveu um artigo com as oito principais tendências de tecnologia e negócios para 2017. Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos anos e impactando o mundo todo: o veloz crescimento da tecnologia e a rápida adoção por empresas e pessoas. A Singularity University, nos Estados Unidos, definiu que estamos passando de um mundo linear e local para outro exponencial e global. Essa nova realidade obriga a mudar a forma como vemos as coisas, como pensamos e como reagimos. Este post reproduz o conteúdo gerado pelo executivo e pela empresa.

A tecnologia já transformou a maneira como as pessoas interagem, tanto em suas vidas pessoais como profissionais (as chances de você estar lendo isso em um dispositivo móvel, seja ele smartphone ou tablet, são enormes). As empresas não só precisam estar prontas para atrair e reter talentos que se sintam confortáveis com essas novidades, como também devem aprender que os seus negócios podem se beneficiar delas.

Mas você já deve ter ouvido falar de tudo isso, certo? A intenção agora é mostrar tendências de tecnologia e negócios que já têm exemplos práticos no mercado e que impactarão todo o mercado nos próximos 12 meses.

 

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Vamos vivenciar, de forma muito rápida, tecnologias de ponta se tornando cada vez mais acessíveis a custos mais baixos. Dessa forma, será possível desenvolver produtos e serviços melhores, gastando menos. Alguns exemplos de tecnologias que passarão por esse crescimento são: Inteligência Artificial, impressão 3D, robôs e drones, carros autônomos, realidades virtual e aumentada, bitcoin e blockchain, biotecnologia e outras.

 

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A internet é a principal responsável pela transformação que descrevi acima e o seu crescimento não para. Ela levou 20 anos para chegar ao primeiro bilhão de usuários, apenas cinco anos mais para chegar ao segundo bilhão e mais quatro anos para o terceiro bilhão. Até 2020, ou seja, daqui três anos, a estimativa é que mais três bilhões de usuários sejam conectados à rede. São pessoas que nunca acessaram a web, nunca fizeram uma compra online e que trarão consigo novas ideias e demandas. Boa parte delas chegarão à WWW em 2017 e, com elas, novas oportunidades de negócios. A OneWeb, por exemplo, empresa americana focada em prover internet de alta velocidade de forma acessível para todo o mundo, prometeu acelerar o lançamento de “uma constelação de satélites” para 2017 e 2018 com o objetivo de atender essa demanda reprimida através destes equipamentos.

 

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Nos anos 1960, computadores eram recursos raros e muito caros para uma única pessoa possuir. Foi assim que o conceito de compartilhamento surgiu, para que um grupo de pessoas pudesse acessar um mesmo sistema em turnos. Hoje em dia, o fácil acesso à computação é representado por dispositivos conectados à internet e entre si. Assim, diversas empresas conseguirão criar ofertas de interação entre pessoas e coisas jamais pensadas antes – como hubs de automação doméstica com reconhecimento de voz que toca música, faz listas de afazeres e informa o clima, o trânsito e outros dados em tempo real.

 

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O acesso quase infinito ao poder da computação tem sido o principal catalisador para a grande evolução da Inteligência Artificial. Esta combinação de técnicas e algoritmos, sendo a mais proeminente o Machine Learning e uma de suas vertentes – o Deep Learning -, visa treinar máquinas para que tenham as mesmas capacidades que humanos, como raciocínio, planejamento, processamento de linguagem natural, percepção e inteligência geral. Neste sentido, o ambiente de trabalho em diversas indústrias verá a IA acontecer de fato em 2017, mas não para substituir trabalhos feitos pelas pessoas. Neste primeiro estágio, a máquina terá a função de aumentar as nossas capacidades cognitivas, principalmente pela tecnologia conseguir processar um volume de dados extremamente superior ao do ser humano.

 

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Aqui, vou usar a música de exemplo. Há não muito tempo, para ouvir sua música preferida a qualquer hora você tinha que comprar um CD, com um álbum inteiro – que tinha por volta de 80 minutos, porque era o que cabia naquela mídia – e também ter onde reproduzi-lo. Para compartilhar essa música com alguém, você precisava emprestar a ela o seu CD. Todos os aspectos dessa descrição mudaram. Hoje você tem serviços de música por demanda e só ouve um álbum inteiro se quiser. E essas mudanças drásticas não são exclusivas da indústria fonográfica. Avanços enormes da tecnologia e das aplicações de negócio provocaram a disrupção da experiência das pessoas. E aqui não estou falando apenas da experiência do usuário final. Indústrias como um todo deixarão de existir e, cada vez mais, veremos uma mudança na forma como pensamos e interagimos com produtos e serviços em praticamente todos os segmentos.

 

Veja mais três tendências direto na fan-page no Facebook da empresa Totvs.

Rodrigo Cogo

Rodrigo Cogo

Relações Públicas pelo Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Santa Maria , é especialista em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e RP e Mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Trabalhou por 10 anos com planejamento e marketing cultural para clientes como AES, Bradesco, Telefonica e BrasilTelecom. Tem experiência em diagnósticos de comunicação, para empresas como Goodyear, HP, Mapfre, Embraer, Rhodia e Schincariol. Atualmente, é Gerente de Desenvolvimento Associativo da Aberje, entidade onde ainda atua como professor no MBA em Gestão da Comunicação Empresarial. É autor de "Storytelling: as narrativas da memória na estratégia da comunicação" (Aberje Editorial/2016).